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Sistema Renal - Coleção Medicina Resumida

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Índice
5.4
Índice
1.

Sistema Renal: Visão Geral e Anatomia

1.1

CASO CLÍNICO DE Sistema Renal: Visão Geral e Anatomia

1.2

VISÃO GERAL DE Sistema Renal: Visão Geral e Anatomia

1.3

ANATOMIA DO Sistema Renal: Visão Geral e Anatomia

2.

Histologia do Sistema Renal

2.1

CASO CLÍNICO DO HISTOLOGIA DO SISTEMA RENAL

2.2

Histologia do Sistema Renal

2.3

O NÉFRON

2.4

OS TÚBULOS E DUCTOS COLETORES

2.5

O INTERSTÍCIO RENAL

2.6

AS VIAS URINÁRIAS

3.

Manutenção do Volume dos Líquidos Corporais

3.1

CASO CLÍNICO - Manutenção do Volume dos Líquidos Corporais

3.2

CASO CLÍNICO - Manutenção do Volume dos Líquidos Corporais

3.3

ENTENDIMENTO INICIAL SOBRE OS LÍQUIDOS CORPORAIS

3.4

A TROCA DE LÍQUIDOS EM CONDIÇÕES NORMAIS

3.5

CONTROLE HÍDRICO ATRAVÉS DO RIM

3.6

COMPARTIMENTO DOS LÍQUIDOS CORPORAIS

3.7

REGULAÇÃO DA TROCA DE LÍQUIDOS ENTRE OS COMPARTIMENTOS

4.

Filtração Glomerular

4.1

CASO CLÍNICO - Filtração Glomerular

4.2

Filtração Glomerular

4.3

VISÃO GERAL DA FORMAÇÃO DA URINA

4.4

A PRIMEIRA ETAPA DE FORMAÇÃO DA URINA

4.5

DETERMINANTES DA FILTRAÇÃO GLOMERULAR (FG)

4.6

FLUXO SANGUÍNEO RENAL

4.7

CONTROLE FISIOLÓGICO DA FG E DO FLUXO SANGUÍNEO RENAL

4.8

AUTORREGULAÇÃO DA FG E DO FLUXO RENAL

5.

Reabsorção e Secreção Tubular

5.1

CASO CLÍNICO

5.2

Reabsorção e Secreção Tubular

5.3

A REABSORÇÃO TUBULAR E SEUS MECANISMOS ATIVOS E PASSIVOS DE TRANSPORTE

5.4

OS MECANISMOS DE REABSORÇÃO E SECREÇÃO TUBULAR AO LONGO DO NÉFRON

5.5

MECANISMOS DE REGULAÇÃO DA REABSORÇÃO E SECREÇÃO

6.

Concentração e Diluição da Urina

6.1

CASO CLINICO

6.2

Concentração e Diluição da Urina

6.3

EXCREÇÃO RENAL DE H2O VS URINA DILUÍDA

6.4

CONSERVAÇÃO RENAL DE H2O VS URINA CONCENTRADA

6.5

CONTROLE DA OSMOLARIDADE DO SÓDIO NO LÍQUIDO EXTRACELULAR

7.

Regulação Renal dos Demais Íons (K+ , Ca2+, PO4 3-, Mg2+)

7.1

Caso clínico

7.2

REGULAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DO POTÁSSIO EXTRACELULAR E SUA EXCREÇÃO

7.3

MECANISMO DE EXCREÇÃO RENAL DO POTÁSSIO

7.4

REGULAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DO CÁLCIO EXTRACELULAR E SUA EXCREÇÃO

7.5

CONTROLE DA EXCREÇÃO RENAL DO CÁLCIO

7.6

REGULAÇÃO DA EXCREÇÃO RENAL DE FOSFATO

7.7

CONCENTRAÇÃO E EXCREÇÃO DO MAGNÉSIO EXTRACELULAR

8.

Equilíbrio Acidobásico

8.1

CASO CLÍNICO

8.2

Equilíbrio Acidobásico

8.3

CONCEITOS ELEMENTARES – ÁCIDOS E BASES

8.4

REGULAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DO ÍON H+

8.5

MECANISMOS CORPORAIS DE DEFESA: PULMÕES, TAMPÕES E RINS

8.6

SECREÇÃO TUBULAR DE H+ E REABSORÇÃO TUBULAR DE HCO3 -

8.7

PRODUÇÃO DE “NOVO” HCO3 - PELA AÇÃO DOS SISTEMASTAMPÕES FOSFATO E AMÔNIA

8.8

COMO OS RINS CORRIGEM A ACIDOSE

8.9

COMO OS RINS CORRIGEM A ALCALOSE

OS MECANISMOS DE REABSORÇÃO E SECREÇÃO TUBULAR AO LONGO DO NÉFRON - REABSORÇÃO NO TÚBULO PROXIMAL

Quando o organismo de um indivíduo saudável não está sobrecarregado de volume nem de eletrólitos, cerca de 65-70% da água, do sódio, potássio, fósforo e do cloreto são reabsorvidos no túbulo contorcido proximal (imagem 5). Isso acontece porque as células dessa região têm alta demanda metabólica, possuindo inclusive muitas mitocôndrias que irão fornecer uma grande quantidade de energia metabólica sob a forma de ATP, a fim de que ocorra o transporte ativo de substâncias nessa região tubular.

REABSORÇÃO NA ALÇA DE HENLE

A alça de Henle é formada, basicamente, por três porções distintas: o ramo descendente delgado, o ramo ascendente delgado e o ramo ascendente espesso. Cada porção dessas possui um aspecto funcional peculiar. Os ramos descendente e ascendente delgado são assim denominados porque contêm células com membranas epiteliais finas (imagem 8), além de não possuírem bordas em escova em suas membranas plasmáticas. Também não possuem muitas mitocôndrias, o que reflete sua baixa atividade metabólica.

TÚBULO DISTAL

Essa porção tubular é contínua com a porção ascendente espessa da alça de Henle e, apenas por questões didáticas, se inicia logo após ela. Sua função é receber o fluido tubular que veio da alça.

PORÇÃO FINAL DO TÚBULO DISTAL E TÚBULO COLETOR CORTICAL

Na continuidade das partes tubulares dos néfrons, surgem a segunda metade do túbulo distal e a porção cortical do túbulo coletor. Essas regiões são semelhantes, pois, além de serem bastante impermeáveis à ureia, possuem dois tipos celulares importantes (células principais e células intercaladas), que refletem as atribuições fisiológicas dessa região tubular (imagem 15).

CÉLULAS PRINCIPAIS

As células principais reabsorvem sódio através do canal denominado ENaC e secretam potássio através do canal específico para potássio denominado ROMK, ambos presentes na membrana luminal. Esse transporte de reabsorção de sódio e secreção de potássio é possível graças à atividade das ATPases sódio-potássio presentes nas membranas basolaterais (imagem 16).

CÉLULAS INTERCALADAS

Existem dois tipos células intercaladas no túbulo coletor: as células intercaladas alfa e beta. As células intercaladas alfa fazem secreção de íons hidrogênio para o interior do túbulo renal através dos transportadores hidrogênio-ATPase na membrana luminal. A saída de H+ para a luz do túbulo faz com que haja sua junção com a amônia (NH3 ), formando o íon amônio (NH4 +). A formação do íon amônio é a principal forma de eliminação de H+ pela urina, sendo o mecanismo responsável pelo processo final de acidificação urinária. Já na membrana basolateral da célula intercalada alfa há o trocador cloro-bicarbonato (Cl- /HCO3 - ), que reabsorve o bicarbonato para o interstício e o cloro para o interior da célula. Posteriormente, esse cloro sai para a luz do túbulo e é eliminado junto com o amônio na forma de cloreto de amônio (ClNH4 ) (imagem 18).

DUCTO COLETOR MEDULAR

Essa região é responsável por reabsorver cerca de 10% da água e do sódio filtrados no glomérulo, sendo este o último local que irá processar a urina – no sentido de concentrá-la ou diluí-la. Assim, os ductos coletores medulares têm a função de determinar a quantidade final de água e solutos presentes na urina excretada.

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