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Medicina Baseada em Evidências: como aplicar na prática

Medicina Baseada em Evidências: como aplicar na prática

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Você está estudando, já tem uma base em Medicina Baseada em Evidências (MBE), mas ainda não sabe como aplicá-la no seu dia a dia? Então esse texto é para você!

Separamos aqui algumas dicas do coordenador do nosso Curso de MBE, o Dr. José Alencar. Ah, e se você ainda estiver querendo dar os primeiros passos na MBE, confira esse texto.

Dicas para aplicar a medicina baseada em evidências

Seja humilde e questionador

Muitas vezes, tendemos a pensar que se um remédio foi prescrito e o paciente apresentou melhora, o remédio foi responsável por ela.

Infelizmente, não pensamos se a melhora não foi gerada pela história natural da doença, por exemplo. Talvez, como questiona nosso professor José Alencar, o paciente já iria melhorar e o remédio possa até diminuir suas chances, o tornando um “sobrevivente” do próprio tratamento.

E essa situação gera, em médicos e pacientes, uma ilusão.

Por isso, não seja o médico engravatado que se vangloria pelos cantos do hospital de ter ajudado um paciente após d ar um remédio sem antes pensar nas evidências.

E, também, não use essa lógica distorcida para dar falsas esperanças ao paciente. Muitas vezes, acabamos sem nem perceber “prometendo” curas.

Ao invés disso, explique ao paciente como a medicina efetivamente funciona e as incertezas e probabilidades presentes nela.

Não acredite em todo e qualquer estudo

Dessa forma, você pode ser muito facilmente enganado por hipóteses de baixa plausibilidade ou mesmo por estudos fraudados.

Ao invés disso, use a plausibilidade a seu favor. Se pergunte, mesmo antes de analisar o artigo científico ou o estudo, se há uma probabilidade pré-teste.

Não seja a pessoa que depois de vários bons estudos negativos, acredita em um estudo positivo de qualidade duvidosa.

Há diversas maneiras de uma pesquisa científica ser enviesada, ou até mesmo totalmente fraudulenta. E você precisa estar atento a isso. Pode acontecer, por exemplo, o viés do cherry picking, “homenageado” na capa do Manual de MBE.

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Nele, você escolhe os dados que corroboram com sua narrativa, ignorando ou escondendo outras informações importantes. Assim, o resultado de todo o estudo passa a ser proposital.

Know your bias

Como falamos no ponto acima, há diversos tipos de vieses cognitivos, em metodologia científica e até os vieses da prática médica.

Há também duas formas de pensar: o rápido e o devagar, descritas no livro de Daniel Kahneman. No dia a dia, atuamos mais da forma rápida, pois já temos a resposta para situações banais.

Contudo, ao analisar uma queixa de um paciente, um exame ou um problema científico, é necessário usar o método devagar. É nele que vamos pensar probabilisticamente.

Precisamos ser vigilantes com nós mesmos e pensar se não estamos cometendo algum viés. E também analisar uma evidência científica, um exame médico ou a queixa de um paciente como um todo.

Como, por exemplo, a importância do histórico de um paciente que relata dor torácica irradiando para o braço esquerdo na hora de saber quando solicitar o eletrocardiograma. Ou, ainda, dependendo do resultado, qual a probabilidade dele ser um verdadeiro ou falso positivo ou negativo.

Continue estudando Medicina Baseada em Evidências

Para você que quer continuar estudando, o Manual de MBE, escrito pelo Dr. José Alencar, foi pensado para ser um manual de leitura de evidências.

Também do professor Alencar, temos o Curso Sanar MBE. Nele você aprenderá de forma rápida e didática como entender as bases da MBE. Ainda, descobrir como interpretar evidências científicas. Entender o pensamento bayesiano e muito mais! Tudo isso com uma metodologia diferente e inovadora.

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