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Medicina de tráfego: Residência, duração, salário, atuação e mais!

Medicina de tráfego: Residência, duração, salário, atuação e mais!

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Essencial à preservação da vida no trânsito, o especialista em Medicina de Tráfego é o responsável pelos exames de aptidão física e mental dos condutores de veículos, além de diversas outras atividades. 

O médico que faz essa residência pode trabalhar na Medicina de Tráfego aeroespacial, aquático, ferroviário e rodoviário, e também em outras seis áreas de atuação: 

  • Legal
  • Curativa
  • Preventiva
  • Ocupacional
  • Securitária 
  • Do viajante

Áreas de atuação da Medicina de Tráfego

Após se especializar, esse médico poderá escolher diferentes campos de atuação, assumindo também cargos como perito, fiscal, consultor e pesquisador na legislação do trânsito. 

O especialista em Medicina de Tráfego Curativa atuará junto às equipes de resgate ou fará o atendimento hospitalar das vítimas de acidentes de trânsito, por exemplo. 

medicina de tráfego

Já na área do tráfego aeroespacial, o profissional capacitará médicos para trabalhar na prevenção de doenças causadas pelo ambiente das aeronaves, tempo prolongado de vôos, variações de temperatura, pressão, etc. 

De maneira geral, ele também pode desenvolver programas de imunização e estudos sobre o uso de drogas e psicotrópicos por motoristas. Um exemplo disso foram as propostas e os estudos que contribuíram para a aprovação da Lei Seca pelo Congresso Nacional brasileiro, em 2008. 

Além de tudo isso, o médico de tráfego é ainda uma figura importante nas discussões sobre o uso de itens de segurança como cintos, airbags e cadeirinhas. 

Por ter uma relevância bastante ampla, esse médico especialista poderá estar presente em ambientes como:

  • Aeroportos
  • Seguradoras
  • Vigilância sanitária
  • Companhias aéreas
  • Sindicatos de motoristas
  • Centros de saúde do viajante 
  • Clínicas de medicina do trabalho
  • Empresas de transporte rodoviário

O especialista e a sua rotina

Por conta do leque de áreas de atuação é difícil definir o cotidiano desse especialista. Há quem diga, por exemplo, que na Medicina de Tráfego não existe uma rotina, como é o caso da médica especialista Vera Simone Costa Campos de Moura: “cada dia de trabalho é único, diversificado e motivador”.

Dessa forma, é interessante que o médico seja alguém com vontade de conhecer e aprender, e que possua experiência geral da clínica. É também importante ter uma visão humanista que o possibilite participar das decisões políticas e contribuir para a melhoria do meio em que vive.

Mercado de trabalho e remuneração

Quase 50% da população brasileira precisa ser avaliada e orientada para um trânsito seguro. É o que indica uma estimativa divulgada pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET). E quem realiza esse trabalho de orientação é o Médico de Tráfego. 

Embora seja apenas uma estimativa, e não represente todos os campos de atuação desta especialidade, esses números ajudam a ter uma dimensão do mercado de trabalho disponível. 

No que diz respeito à remuneração, é difícil estipular uma média já que o valor muda de acordo com a área escolhida e localidade de atuação. Mas o retorno financeiro é considerado de curto prazo. Para se ter uma ideia estima-se um ganho de R$ 5 mil para uma jornada de trabalho de 22 horas semanais. 

No Brasil, a cidade do Rio de Janeiro (RJ) tem o maior registro de contratações e, por consequência, mais vagas de emprego para médico em Medicina de Tráfego no país. 

A Residência Médica em Medicina de Tráfego

Para exercer a Medicina de Tráfego no Brasil é necessário realizar a Residência Médica, que tem duração de dois anos e é de acesso direto. O médico também pode fazer um Curso de Pós-graduação na área. 

Por último, é preciso ser aprovado no concurso para a obtenção do título de especialista. Atualmente são 5.221 médicos titulados no Brasil, sendo a maioria homens. 

O Programa de Residência em Medicina de Tráfego foi aprovado em 2003 pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), no entanto, não existem muitas residências no país, sendo a maioria cursos de especialização. Veja algumas instituições que oferecem: 

  • Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) – Departamento de Medicina Legal
  • Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
  •  Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG)
  • Universidade Federal do Estado de Rio de Janeiro (Unirio) – Hospital Universitário Gaffrée & Guinle.

Os especialistas nessa área podem concorrer ao Prêmio Hilário Veiga de Carvalho, da ABRAMET. Ele existe para reconhecer profissionais que se destacam na área de segurança e prevenção de acidentes no trânsito ou então que usam a ciência para desenvolver e melhorar a qualidade de vida das pessoas no sistema de trânsito. 

Histórico da especialidade

A Medicina de Tráfego surgiu devido à preocupação gerada pelo crescente número de acidentes de trânsito em todo o mundo. 

Foi no ano de 1960, em Nova York, que um grupo de médicos legistas idealizaram a criação de uma organização internacional para estudar as causas e minimizar os danos desses acidentes. No mesmo ano, na Itália, foi fundada a Associação Internacional de Medicina de Tráfego (ITMA – International Traffic Medicine Association).

Considerada uma especialidade jovem no Brasil,  apenas em 1980 foi fundada a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), que tem como principais objetivos a preservação da vida e mitigação do sofrimento. 

A ABRAMET reúne especialistas em medicina de tráfego e realiza campanhas educativas, ações de prevenção, zelando pelo nível ético, eficiência técnica, sentido social e aperfeiçoamento do exercício profissional da medicina e da segurança de tráfego no país.

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