Medicina Preventiva

Medicina Esportiva: a nova aliada na prática de uma vida saudável | Colunistas

                Vivemos em um mundo com constante evolução. A chamada era digital influenciou nossa comunicação, nossos hábitos, nosso estilo de vida e, principalmente, nossa alimentação. Com os chamados fast food’s, o modo de se alimentar se tornou rápido e prático, mas tal fato, aliado a falta de exercícios, impactou de maneira negativa na saúde da população.

                Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) em todo mundo cerca de 20% dos adultos e 80% dos adolescentes não praticam exercícios físicos com regularidade ideal para sua faixa etária, o que não só agravou o número de doenças cardíacas como também na quantidade de derrames e incidência de câncer.

                Em vista disso, um novo ramo da Medicina vêm ganhando importância: a medicina esportiva. A especialidade médica que estuda como o exercício físico influencia na saúde das pessoas, sejam elas esportistas ou não, bem como a falta de exercício, tem como objetivo ter respaldo e encontrar as possíveis curas e tratamentos de lesões causadas por exercícios, como também incentivar as pessoas a fazer caminhadas, a praticar esportes e modalidades de dança. Diante deste cenário, a demanda por especialistas em medicina esportiva tende a crescer exponencialmente.

                Assim, quanto mais qualificado o profissional for, melhor pois ele precisa lidar com demandas específicas de cada indivíduo, como por exemplo, se a pessoa apresentar alguma lesão e for necessária a realização de uma atividade adaptada, a Medicina Esportiva possui a técnica para orientá-la, com o objetivo de diminuir o risco do surgimento de outras patologias, como por exemplo, a utilização da técnica de crioterapia, que consiste em esfriar os tecidos com o objetivo de estimular o efeito anti-inflamatório e analgésico, por meio da vasoconstrição.

                Também orienta pacientes com patologias como obesidade, soropositivos, diabéticos e asmáticos, sobre quais atividades praticar, intensidade do treino e avaliação antes do início, durante e após o exercício.

                Para demonstrar de forma mais didática o dia-a-dia de um médico de esporte, na primeira consulta com o mesmo é de praxe abordar sobre todos os sistemas do paciente através de um questionário vasto no qual se extrai as principais queixas, os objetivos da consulta, a duração e o início dos sintomas, se existe algum histórico de doença prévia, cirurgia ou se existe alguma doença nos parentes mais próximos.

                Além disso, o paciente será indagado quanto a questão de treinamento físico (se existe a prática de algum esporte, e se positivo, com qual intensidade e frequência), se faz uso de algum suplemento físico, como também, se faz prática de alguma dieta ou planejamento alimentar, bem como perguntas abordando o cotidiano, tais como ciclo de sono, uso de medicação e, em alguns casos, sobre a vida sexual.

                Desta forma, durante a consulta inicial se tem um quadro geral do paciente, o que será necessário para atuar com precisão e indicar qual será o tipo de exercício mais adequado, sem que agrave ou desencadeie lesões.

                A Medicina do Esporte envolve as sub-especialidades: Traumato-Ortopedia Desportiva, Cardiologia do Esporte, Medicina do Exercício e Controle Anti-Doping, que focam desde problemas cotidianos, como um simples teste de pisada para verificar a força dos ossos na prática esportiva até a adequação do exercício para pacientes que apresentam algum problema cardiovascular. Assim, se auxilia tanto a indivíduos saudáveis quanto portadores de condições a alcançarem os benefícios da prática física com segurança e eficácia.

                Entretanto, quando se fala em medicina esportiva, muitas pessoas acreditam que a especialização se restrinja ao público formado apenas por médicos, mas o título de especialista pode ser obtido também por profissionais formados em outras áreas da saúde, como educação física, fisioterapia, nutrição, psicologia e enfermagem.

                No entanto, vale lembrar que cada um desses profissionais atuará em questões específicas e que competem à sua formação. O nutricionista, por exemplo, precisará contar com o trabalho de um cardiologista a fim de escrever um plano alimentar específico para o paciente com determinar doença cardíaca e que precisa praticar alguma atividade física.

                Atualmente, a Medicina Esportiva é referência mundial devido ao apoio da Federação Internacional de Medicina do Esporte (FIMS). No Brasil, o órgão que promove a Medicina Esportiva é a Sociedade Brasileira do Exercício e do Esporte, criado em 1962, que propõe ao especialista esportivo, atuar em clubes de futebol, associações atléticas, confederações desportivas, mas também em hospitais e clínicas, bem como fazer o atendimento em consultório particular, o que influencia de modo significativo no ganho salarial.

                Segundo o portal Nursing, a média salarial pode variar entre R$ 4 mil em pequenas organizações e R$ 16 mil em grandes empresas. No entanto, o valor não é algo fixo, fazendo com que as cifras possam ser diferentes dependendo do local, da experiência do profissional e de outros fatores.

                Desta forma, entende-se que antes de iniciar qualquer tipo de atividade física, é preciso avaliar o desempenho do corpo, com uma avaliação física que medirá a capacidade de esforço do coração, circulação, metabolismo e respiração, fazendo com o que a principal responsabilidade do profissional de Medicina Esportiva seja aliar saúde, prazer e esporte na vida de seus pacientes.

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