Medicina Esportiva: a nova aliada na prática de uma vida saudável | Colunistas

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Comunidade Sanarmed
5 min279 days ago

                Vivemos em um mundo com constante evolução. A chamada era digital influenciou nossa comunicação, nossos hábitos, nosso estilo de vida e, principalmente, nossa alimentação. Com os chamados fast food’s, o modo de se alimentar se tornou rápido e prático, mas tal fato, aliado a falta de exercícios, impactou de maneira negativa na saúde da população.

                Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) em todo mundo cerca de 20% dos adultos e 80% dos adolescentes não praticam exercícios físicos com regularidade ideal para sua faixa etária, o que não só agravou o número de doenças cardíacas como também na quantidade de derrames e incidência de câncer.

                Em vista disso, um novo ramo da Medicina vêm ganhando importância: a medicina esportiva. A especialidade médica que estuda como o exercício físico influencia na saúde das pessoas, sejam elas esportistas ou não, bem como a falta de exercício, tem como objetivo ter respaldo e encontrar as possíveis curas e tratamentos de lesões causadas por exercícios, como também incentivar as pessoas a fazer caminhadas, a praticar esportes e modalidades de dança. Diante deste cenário, a demanda por especialistas em medicina esportiva tende a crescer exponencialmente.

                Assim, quanto mais qualificado o profissional for, melhor pois ele precisa lidar com demandas específicas de cada indivíduo, como por exemplo, se a pessoa apresentar alguma lesão e for necessária a realização de uma atividade adaptada, a Medicina Esportiva possui a técnica para orientá-la, com o objetivo de diminuir o risco do surgimento de outras patologias, como por exemplo, a utilização da técnica de crioterapia, que consiste em esfriar os tecidos com o objetivo de estimular o efeito anti-inflamatório e analgésico, por meio da vasoconstrição.

                Também orienta pacientes com patologias como obesidade, soropositivos, diabéticos e asmáticos, sobre quais atividades praticar, intensidade do treino e avaliação antes do início, durante e após o exercício.

                Para demonstrar de forma mais didática o dia-a-dia de um médico de esporte, na primeira consulta com o mesmo é de praxe abordar sobre todos os sistemas do paciente através de um questionário vasto no qual se extrai as principais queixas, os objetivos da consulta, a duração e o início dos sintomas, se existe algum histórico de doença prévia, cirurgia ou se existe alguma doença nos parentes mais próximos.

                Além disso, o paciente será indagado quanto a questão de treinamento físico (se existe a prática de algum esporte, e se positivo, com qual intensidade e frequência), se faz uso de algum suplemento físico, como também, se faz prática de alguma dieta ou planejamento alimentar, bem como perguntas abordando o cotidiano, tais como ciclo de sono, uso de medicação e, em alguns casos, sobre a vida sexual.

                Desta forma, durante a consulta inicial se tem um quadro geral do paciente, o que será necessário para atuar com precisão e indicar qual será o tipo de exercício mais adequado, sem que agrave ou desencadeie lesões.

                A Medicina do Esporte envolve as sub-especialidades: Traumato-Ortopedia Desportiva, Cardiologia do Esporte, Medicina do Exercício e Controle Anti-Doping, que focam desde problemas cotidianos, como um simples teste de pisada para verificar a força dos ossos na prática esportiva até a adequação do exercício para pacientes que apresentam algum problema cardiovascular. Assim, se auxilia tanto a indivíduos saudáveis quanto portadores de condições a alcançarem os benefícios da prática física com segurança e eficácia.

                Entretanto, quando se fala em medicina esportiva, muitas pessoas acreditam que a especialização se restrinja ao público formado apenas por médicos, mas o título de especialista pode ser obtido também por profissionais formados em outras áreas da saúde, como educação física, fisioterapia, nutrição, psicologia e enfermagem.

                No entanto, vale lembrar que cada um desses profissionais atuará em questões específicas e que competem à sua formação. O nutricionista, por exemplo, precisará contar com o trabalho de um cardiologista a fim de escrever um plano alimentar específico para o paciente com determinar doença cardíaca e que precisa praticar alguma atividade física.

                Atualmente, a Medicina Esportiva é referência mundial devido ao apoio da Federação Internacional de Medicina do Esporte (FIMS). No Brasil, o órgão que promove a Medicina Esportiva é a Sociedade Brasileira do Exercício e do Esporte, criado em 1962, que propõe ao especialista esportivo, atuar em clubes de futebol, associações atléticas, confederações desportivas, mas também em hospitais e clínicas, bem como fazer o atendimento em consultório particular, o que influencia de modo significativo no ganho salarial.

                Segundo o portal Nursing, a média salarial pode variar entre R$ 4 mil em pequenas organizações e R$ 16 mil em grandes empresas. No entanto, o valor não é algo fixo, fazendo com que as cifras possam ser diferentes dependendo do local, da experiência do profissional e de outros fatores.

                Desta forma, entende-se que antes de iniciar qualquer tipo de atividade física, é preciso avaliar o desempenho do corpo, com uma avaliação física que medirá a capacidade de esforço do coração, circulação, metabolismo e respiração, fazendo com o que a principal responsabilidade do profissional de Medicina Esportiva seja aliar saúde, prazer e esporte na vida de seus pacientes.

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Paciente do sexo feminino, 65 anos, com nódulo na tireoide identificado em exame físico, com 2,0 cm de diâmetro, endurecido, em lobo esquerdo. Realizada ultrassonografia da glândula tireoide, caracterizando nódulo sólido de 2,0 cm em lobo esquerdo e nódulo de 1 cm no lobo direito, e com laudo final de "bócio multinodular". A melhor conduta seria:

A
observação clínica.
B
tratamento com tiroxina em doses supressivas.
C
tomografia computadorizada para confirmar multinodularidade.
D
exame citológico de material obtido por punção biópsia aspirativa por agulha fina.
E
radioiodoterapia.
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