LAMEGE - Liga Acadêmica de Medicina Generalista

Medicina

A Liga Acadêmica de Medicina Generalista - UNIME é um órgão acadêmico formado por estudantes devidamente matriculados no curso de Medicina, a partir do 3º semestre, que tem como objetivo estabelecer a pesquisa, o ensino, a extensão e o aprofundamento dos conteúdos mais importantes e vistos na prática médica do Brasil, além de ampliar ao máximo o contato e a forma de lidar dos estudantes com os pacientes. Com isso, a LAMEGE aborda temas na perspectiva do médico generalista, englobando os temas mais relevantes da prática clínica e cirúrgica.

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41 publicações

Leucemia Linfóide Aguda com Mapa Mental | Ligas

Definição Leucemia Linfóide aguda (LLA) caracteriza-se pela proliferação clonal e pelo acúmulo na medula óssea e no sangue periférico de células imaturas denominadas linfoblastos. Essas células quando se proliferam e ocupam a medula óssea inibem o crescimento e a maturação normal dos precursores hematopoéticos da série vermelha, granulocítica e megacariocítica. Epidemiologia de LLA A maior incidência é em pacientes do sexo masculino e raça branca. A LLA é a neoplasia mais frequente na infância (responde por 80% dos casos de leucemia) e acomete principalmente crianças entre 2-10 anos, sendo o seu maior pico aos 4 anos. Em adultos é mais rara, representando apenas 15% de todas as leucemias. Compreende aproximadamente 15% das leucemias agudas, tendo maior incidência entre 25 e 37 anos. A sobrevida nas crianças pode chegar a 80 a 90% em 5 anos, já nos adultos é de 20-30% também em 5 anos. Etiologia A LLA pode estar associada a fatores ambientais ou genéticos: Contato com agentes químicos (ex: benzeno, agrotóxicos, tintas, solventes);Exposição a radiações ionizantes ou tratamento com quimioterapia por neoplasias prévias;História familiar de leucemia;Alta incidência de leucemia em gêmeos idênticos;Mutações no gene p53;Peso mais elevado ao nascimento;Síndrome de Down;Síndrome de Bloom;Anemia de Fanconi;Ataxia telangiectasia; Fisiopatologia A leucemia é considerada como resultado de anormalidades que ocorrem em uma célula progenitora do sistema linfo-hematopoiético. Essas anormalidades modificam o programa de diferenciação celular, determinando uma vantagem proliferativa do clone leucêmico sobre as células do tecido hematopoiético normal. Muitas evidências sugerem que as alterações genéticas que ocorrem nas células leucêmicas, comprometem genes que regulam a diferenciação celular e são importantes para o sistema hematopoiético, tanto

Diretrizes de Angina Instável e IAM sem Supra de ST da SBC 2021 | Ligas

A diretriz de Angina Instável e de IAMSST de 2021 tem como objetivo prestar informações à comunidade médica sobre esse relevante tema da área cardiológica e da emergência. A SBC traz nessa atualização da diretriz, novas recomendações que serão bastante importantes no manejo do paciente com angina instável, que é um quadro preocupante e que atinge uma parcela considerável da população brasileira. O que mudou na diretriz de Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST em relação à anterior Epidemiologia O IAM é a principal causa de morte no Brasil e no mundo. No ano de 2017, segundo o DATASUS, 7,06% (92.657 pacientes) do total de óbitos foram causados por IAM. O IAM representou 10,2% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo mais prevalente em pacientes com idade acima de 50 anos, em que representou 25% das internações. No registro BRACE, que avaliou as internações por SCA em 72 hospitais no Brasil, as SCASSST representaram 45,7% das internações, das quais cerca de 2/3 ocorreram por IAM e 1/3 por AI. O estudo revelou, no geral, uma taxa reduzida de uso de terapias que impactam o prognóstico de pacientes com SCA, com importantes diferenças regionais. Além disso, desenvolveu um escore de desempenho demonstrando que quanto maior a aderência a tratamentos comprovados, menor a mortalidade. Fisiopatologia A principal característica fisiopatológica da síndrome coronariana aguda é a instabilização da placa aterosclerótica que irá envolver erosão ou ruptura e subsequente formação de um trombo oclusivo ou suboclusivo. Essa limitação de fluxo, pode ocorrer por outros mecanismos como vasospasmo, embolia ou dissecção coronariana. Outros

Diretrizes Terapêuticas da Síndrome de Guillain-Barré | Ligas

O Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Síndrome de Guillain-Barré (SGB) possui grande relevância no âmbito da saúde, uma vez que a Guillain-Barré, apesar de rara, é uma doença que pode afetar diretamente a qualidade de vida do paciente e até mesmo levá-lo à morte em decorrência de complicações, como, por exemplo, a insuficiência respiratória. O Ministério da Saúde, juntamente com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde, por meio do PCDT, buscou padronizar o diagnóstico e tratamento dos pacientes com a SGB, para que assim, estes recebam um atendimento de qualidade, baseados nas melhores evidências existentes, evitando consequências maiores aos indivíduos acometidos por esta enfermidade. O que mudou na diretriz de Guillain-Barré em relação à anterior A diretriz atual (2020), quando comparada com a diretriz anterior (2015), apresenta mudanças nos critérios de exclusão e na definição da periodicidade do acompanhamento pós-tratamento.    Diretriz anterior (2015)    Diretriz atual (2020)      Critério de exclusão    Pacientes com mais de 30 dias de evolução.  Pacientes com mais de 8 semanas de evolução.    Acompanhamento pós-tratamento  Reavaliação do paciente uma semana e um ano após a administração do tratamento.  Reavaliação feita com periodicidade definida pelo médico, até o paciente apresentar uma melhora estabilizada.   Epidemiologia/Etiologia A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença de etiologia autoimune responsável pela maioria dos casos de paralisia flácida generalizada no mundo, apresentando uma incidência anual que varia de 0,81 a 1,89 casos por 100 mil habitantes. A doença possui incidência similar entre ambos os sexos e acomete principalmente os indivíduos que estão na faixa etária de 20 a 40 anos de idade. Fisiopatologia

Consenso sobre Anemia Ferropriva: mais que uma doença, uma urgência médica! | Ligas

O Consenso sobre Anemia Ferropriva apresenta uma enorme relevância social, visto que os índices dessa doença continuam muito altos. Nos países em desenvolvimento, a busca por projetos de intervenção é constante e envolve, por exemplo, a suplementação de sachês à base de vitaminas e minerais, a qual demonstra resultados satisfatórios para populações de alto risco, mas não para o uso individual. Uma vez que a faixa etária de maior risco engloba os lactentes, a intervenção relacionada a fortificação alimentar – especialmente a da farinha – não traz impactos para esta população que é mais vulnerável a adquirir a doença.  Por causa disso, é necessário aprimorar a orientação nutricional prescrita pelo pediatra, visando divulgar orientações que considerem o contexto socioeconômico ao qual o lactente está inserido. A Sociedade Brasileira de Pediatria buscou, em conjunto com outras instituições, atualizar as normas sobre a anemia ferropriva, com o intuito de incentivar o diagnóstico precoce, a profilaxia e o tratamento efetivo dessa emergência pediátrica. O que mudou na diretriz de anemia ferropriva em relação à anterior DIRETRIZ ANTIGA (2007)DIRETRIZ ATUAL (2018)A fortificação de alimento consistia em uso obrigatório de compostos de ferro e ácido fólico nas farinhas de milho e trigo (100g do produto contêm 4,2mg de ferro e 150 µg de ácido fólico).A política nacional de alimentos foi atualizada pela ANVISA, prevendo atualmente a fortificação das farinhas de trigo e milho com fumarato ferroso e sulfato ferroso (de boa disponibilidade) em 4 a 9 mg para cada 100g de farinha.Lactentes nascidos a termo, de peso adequado para a idade gestacional, em aleitamento materno exclusivo até 6 meses de idade: não era recomendado suplementação medicamentosa de ferro.Atualmente, a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta a suplementação profilática com dose de 1mg

Recomendações para o manejo da asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia- 2020 | Ligas

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia traz as mudanças no manejo farmacológico da asma nas últimas décadas, a partir do entendimento de que a asma é uma doença heterogênea e complexa, com diferentes fenótipos e endotipos. A asma é caracterizada por uma inflamação crônica das vias aéreas, sendo definida pela história de sintomas respiratórios, sendo esses associados à limitação variável do fluxo aéreo. Diversas diretrizes e recomendações internacionais recentes sumarizam os critérios para o tratamento da asma em etapas, permitindo visualizar o incremento do tratamento de controle à medida que aumenta a gravidade da asma. A heterogeneidade da asma é atestada por diversos fenótipos, como a asma eosinofílica ou não eosinofílica e asma alérgica ou não alérgica, assim como diversos endótipos, como a inflamação tipo 2 (T2) alta e baixa. A educação em asma e o manejo criterioso da terapia medicamentosa são intervenções fundamentais para o controle da doença, sendo que os fatores que influenciam a resposta ao tratamento da asma incluem: diagnóstico incorreto; falta de adesão; uso de drogas que podem diminuir a resposta ao tratamento; exposição domiciliar exposição ocupacional; tabagismo; e outras comorbidades. Epidemiologia Os dados epidemiológicos refletem que 12% da amostra tem diagnóstico prévio de asma. Em 2012, um estudo com 109.104 adolescentes confirmou taxas de prevalência de sintomas de asma de 23% e de diagnóstico prévio de asma de 12%. Em 2013, ocorreram 129.728 internações e 2.047 mortes por asma no Brasil. O custo da asma não controlada é muito elevado para o sistema de saúde e para as famílias, entretanto, várias intervenções municipais têm se mostrado eficazes no controle dos sintomas da asma, reduzindo o número de exacerbações e hospitalizações. Tratamento preferencial no controle da asma O tratamento da asma tem por objetivo

Caso Clínico de Asma | Ligas

Paciente de 8 anos de idade chegou a UPA acompanhado da mãe com sintomas respiratórios de “cansaço e tosse há 4 dias”. Identificação do paciente J.R.F, 8 anos, masculino, branco, brasileiro, natural de Vitória da Conquista e procedente de Salvador. Responsável acompanhante: mãe Queixa principal ‘’Cansaço e tosse há 4 dias’’ História da doença Atual (HDA) O responsável relata que há 4 dias o paciente vem apresentando um quadro de tosse com expectoração e dificuldade de realizar atividades diárias, principalmente pela manhã. Afirma que o filho já teve outros quadros assim quando mais novo e que sempre era tratado com nebulização com o fenoterol. Nega outros sintomas e nega alergia a medicamento. Antecedentes pessoais, familiares e sociais Fisiológicos:   Nasceu a termo de parto normal, sem complicações. Desenvolvimento neuropsicomotor ocorreu sem intercorrências. Tomou todas as vacinas recomendadas até a idade atual. Patológicos: Afirma ter mãe diagnosticada com bronquite e o pai sem comorbidades. Exame físico Geral: Bom estado geral, nutricional e bem hidratado; lúcido e orientado no tempo e espaço; fácies atípicas; taquipneico; taquicárdico; afebril; acianótico; anictérico; normocrômico.  Sinais Vitais: Temperatura axilar: 37ºC, FR: 28 ipm; FC: 119 bpm; PA: 120 x 80 mmHg.  Rinoscopia: coriza hialina, edema de cornetos inferiores bilateralmente. Aparelho Respiratório: Expansibilidade pulmonar normal. Presença de tiragem intercostal e subcostal moderadas. Frêmito toracovocal preservado. Murmúrios vesiculares audíveis e sibilos difusos em ambas as bases. Aparelho Cardíaco:  Precórdio normodinâmico; ausência de sopros; bulhas rítmicas e frêmitos não palpáveis. Suspeitas diagnósticas AsmaBronquiolitePneumonia Exames complementares Espirometria – Solicitado para diagnosticar

Caso Clínico: Herpes-Zoster | Ligas

Herpes-Zoster é a consequência da reativação de uma infecção latente pelo vírus varicela-zoster (VVZ), um alfa-herpes vírus, que remanesceu no sistema nervoso após uma infecção primária a partir dos gânglios das raízes dorsais. Identificação do paciente S. M. 50 anos, sexo feminino, natural e procedente de Feira de Santana, divorciada, brasileira, comerciante, negra, católica, ensino médio completo. Queixa principal “Vermelhidão e bolhas dolorosas nas costas” há 3 dias. História da doença Atual (HDA) Paciente procurou o PS relatando o aparecimento de vesículas eritematopapulosas na região do dermátomo torácico esquerdo há 3 dias, associado a dor em queimação, com intensidade de 7/10, sem irradiação, associado a prurido. Refere que a dor, de mesma característica, teve início súbito há 1 semana, acompanhada de mal-estar, febre de 37,5º e cefaleia autolimitadas. Não há fatores de piora. Conta que está fazendo uso de anti-histamínico (polaramine) há 2 dias e analgésico (dipirona) há 7 dias – no período de 12/12h -, sem prescrição médica prévia, mas denota pouca melhora. Antecedentes pessoais, familiares e sociais Paciente relata G3P3A0, 3 cesárias e acompanhamento de pré-natal em todas as gestações. Menarca aos 11 anos e menopausa aos 45 anos. Vida sexual ativa e faz uso de preservativo. Possui histórico de Varicela na infância. Calendário vacinal desatualizado. Relata HAS e rinite alérgica. Faz uso diário de Losartana 50mg. Nega alergias. Mãe diabética e hipertensa, pai falecido aos 60 anos de IAM. Refere hábitos alimentares rico em carboidratos e gorduras, insônia, tabagismo e sedentarismo. Mora com o filho mais novo, em moradia com saneamento básico e coleta de lixo. Afirma boa relação com a família

Caso Clínico: Insuficiência Cardíaca | Ligas

Identificação do paciente S.R.C, 56 anos, sexo masculino, casado, agricultor, natural e procedente de Guaramiranga Queixa principal Paciente chega à unidade apresentando dispneia e edema em membros inferiores. Referindo a dispneia e dificuldade para dormir a 07 dias. História da doença Atual (HDA) Paciente vinha bem quando há poucos meses começou a perceber dificuldade no trabalho e que há uma semana vem piorando ao ponto de ter que interromper a atividade várias vezes ao dia para descansar. Notou que as pernas começaram a ficar edemaciadas ao final do dia. Ainda refere que há uma semana acorda à noite com tosse e falta de ar, mas com alívio ao sentar-se na cama. O paciente relatou que nos últimos meses está urinando menos e sentido muita sede no período da noite. Antecedentes pessoais, familiares e sociais Paciente refere ter hipertensão arterial sistêmica (HAS) há 30 anos, que era controlada, porém há 6 anos apresentou um infarto do miocárdio, alterando o tratamento. Refere que possui o hábito de beber quase todos os dias uma dose de destilados e que foi tabagista por 40 anos, com 2 carteiras de cigarro ao dia, mas parou há 6 anos logo após o episódio de infarto. Ainda relatou que aos 20 anos apresentou doença reumática com quadro de cansaço, dores nas articulações e febre. Nega alergias alimentares e medicamentosas. História familiar Pai etilista e hipertenso, já falecido aos 80 anos por AVC isquêmico. Mãe, viva, diabética há 20 anos. Relata ter 2 irmãos e 2 irmãs, o irmão mais novo tem HAS e uma irmã com 49 anos em tratamento para Leucemia, desconhece comorbidades dos outros irmãos. Sua

Resumo: Asma | Ligas

Definição A asma é definida como uma síndrome caracterizada por obstrução das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e inflamação das vias aéreas, que pode gerar hipersensibilidade das vias aéreas, deixando-as mais suscetíveis a redução do fluxo respiratório, sibilos e dispneia. Epidemiologia A asma pode se desenvolver em qualquer etapa da vida do indivíduo, tendo seu pico de incidência aos 3 anos, sendo que durante a infância o número de meninos com asma é maior do que o de meninas, cenário que muda a partir da puberdade, fase em que as mulheres tem um aumento significativo de casos. Porém, na vida adulta se igualam. O número de casos em ambientes industrializados é maior do que em ambientes rurais, devido à quantidade de exposição à poluição. Etiologia A asma é uma síndrome desencadeada por causas multifatoriais, desde fatores genéticos a fatores ambientais, possuindo interação entre eles. Além desses, podemos citar fatores como a idade baixa materna, a prematuridade, o baixo peso ao nascer, o tempo em que o bebê se alimentou por aleitamento materno e a inatividade física, que são fatores etiológicos. Os principais fatores desencadeantes são os alérgenos e as infecções virais, mas além deles existem o exercício, a hiperventilação, o ar frio, o dióxido de enxofre, gases irritantes, fármaco (como B- Bloqueadores e ácido acetilsalicílico), estresse, aerossóis e outros fatores irritantes. Em relação a predisposição genética, ela é poligênica e as associações mais comuns são os polimorfismos dos genes do cromossomo 5q, de interleucinas, como a IL-4, IL-5, IL-9 e IL-13 das células TH2. Existem outras associações, mas ainda não estão bem elucidadas. As infecções pelo vírus sincicial respiratório possuem relação com o desenvolvimento da asma em lactantes.

Resumo de Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVEh)| Ligas

Definição AVE hemorrágico (AVEh) é uma doença cerebrovascular que é caracterizada pela ruptura de vasos sanguíneos que irrigam o cérebro. O AVE hemorrágico pode se apresentar de duas formas, hemorragia subaracnóidea (HSA) e hemorragia intraparenquimatosa (HIP). A primeira está relacionada com a ruptura de aneurismas e malformações vasculares e a segunda forma é causada pela ruptura de pequenas artérias no parênquima cerebral. Epidemiologia Acredita-se que, por ano, nos EUA ocorrem 37.000 a 65.000 casos de AVEh, constituindo 10 a 15% de todos os casos americanos de AVE. A prevalência do AVEh é maior em hispânicos, negros e japoneses nos EUA. Segundo a literatura médica, o AVEh apresenta uma mortalidade aguda de 30 a 40%, chegando a 50% após 1 mês. A maioria dos casos são relacionados a hipertensão arterial e apenas 20% apresentam independência funcional em 6 meses. No Brasil, embora haja carência de dados epidemiológicos, o AVE hemorrágico ocorre com mais frequência que nos EUA. Fisiopatologia do Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico A fisiopatologia do AVEh pode ser dividida em Hemorragia Intraparenquimatosa (HIP) e Hemorragia Subaracnóidea (HSA). Na primeira, ocorre um acúmulo de sangue no parênquima cerebral elevando a pressão intracraniana e com isso provocando alterações nos vasos. A letalidade do AVE hemorrágico intraparenquimatoso é alta, mais de 50% dos casos. Já a segunda, ocorre em apenas 25% dos casos, e é caracterizada quando há sangue no espaço subaracnóideo causando uma meningite química e assim aumentando a pressão intracraniana. As principais alterações para a gênese do AVEh ocorrem nas pequenas artérias e arteríolas por efeito da hipertensão arterial. No entanto, outras causas, como angiopatia amiloide, malformação vasculares, trombose, neoplasias e coagulopatias, podem ser encontradas no AVE hemorrágico.