Emily S. Silveira

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6 publicações

Micologia: características gerais e estrutura da célula fúngica | Colunistas

São organismos heterotróficos de variadas dimensões que pertencem a um reino próprio (Reino Fungi), desta forma, é papel da Micologia estudar todas as características dos fungos, incluindo suas propriedades genéticas e bioquímicas, sua taxonomia e seu uso para os humanos. Eles são organismos eucariontes, ou seja, providos de núcleo celular, onde se encontram o material genético, DNA (ácido desoxirribonucleico) e RNA (ácido ribonucleico), uma das características que os inclui no domínio Eukarya. Nutrem-se por absorção através da liberação de enzimas que auxiliam na degradação de matéria orgânica e inorgânica. Assim, favorecendo sua colonização em diferentes ambientes seja na água, solo ou ar. Além de habitarem regiões com temperaturas acima de 100ºC, ou abaixo de zero. Além disso, produzem inúmeras substâncias conhecidas como metabólitos secundários que são utilizados em diversos setores industriais, como alimentício, farmacêutico, bebidas, têxteis etc. CURIOSIDADES GERAIS SOBRE OS FUNGOS São imóveis, de fácil cultura. Sua parede celular é constituída por polissacarídeos (glicanas e quitina) e proteínas (ligadas a moléculas de manose – manoproteínas). São de fácil crescimento, aeróbios (maioria) ou anaeróbios facultativos (leveduras). Eles têm glicogênio como material de reserva. Organizados em células únicas (leveduras) e colônias filamentosas multicelulares (bolores e cogumelos). Crescimento lento de 7-15 dias, e a sua colônia já tem características específicas da espécie. Sua identificação pode ser feita através de uma lâmina e hidróxido de potássio que geram resultados de identificação de fungos (porque são dimórficos). Os fungos apresentam esporos que podem ser sexuados ou não, eles se desprendem do fungo e vão para o meio ambiente (solo, animais e ar). Por isso a transmissão de micose é muito fácil, mas a grande maioria das micoses são oportunistas. O problema dos fungos é o tratamento, pois muito uso de antifúngicos acaba com a flora bacteriana intestinal que pode abaixar mais a

Erro médico em processos ético-profissionais|Colunistas

O erro médico se caracteriza por um defeito na prestação do serviço pelo profissional e ou hospital, de modo a agravar o estado do paciente ou mesmo lhe causar danos, atingindo a vida do ser humano e sua integridade física. O principal artigo do Código de Ética Médica que caracteriza o erro médico é o Artigo 29. Dentre as especialidades mais denunciadas, no Brasil desde o ano de 2007, por eventos desagradáveis em ordem crescente temos Ginecologia-Obstetrícia (24,8%), Cirurgia Geral (9,4%) e Anestesiologia (7,4%). Além disso, a maioria das denúncias de erro médico se deram em atendimentos públicos (80,1%), e relacionadas a atos cirúrgicos (66%). As queixas diante de erros médicos são uma causa frequente, sendo a maioria por negligência, o que justifica a necessidade de discutir e valorizar este tema cada vez mais na graduação médica. Classificação dos erros médicos Imperícia:  O médico realiza procedimento para o qual não é habilitado, o que corresponde a um despreparo teórico e/ou prático por insuficiência de conhecimento.Imprudência: O médico assume riscos para o paciente sem respaldo científico para o seu procedimento, agindo sem a cautela necessária.Negligência: O médiconão oferece os cuidados necessários ao paciente, sugerindo inação, passividade ou um ato omissivo. Implicações na educação médica Um ato de grande importância é investir na prevenção dos erros, sendo necessário estimular, desde a graduação em Medicina Humana, discussões que visem formar profissionais mais comprometidos com a prática médica e menos sujeitos a esse tipo de problema. A Educação Médica, neste contexto, tem dois papéis. O de informador com a função de fornecer ao estudante conhecimentos científicos e de natureza técnica essenciais ao exercício da futura profissão, e o de formador que é responsável pelo amadurecimento de uma personalidade

Escoliose idiopática juvenil | Colunistas

Também chamada de Escoliose Idiopática Adolescente (EIA), trata-se de uma curvatura lateral estruturada da coluna vertebral, presente na faixa etária de 10 a 18 anos, de causa desconhecida. Sendo possível visualizar que as curvas de menor magnitude são semelhantes em ambos os sexos, e as curvas de maior magnitude predominam no sexo feminino. As chances de progressão da patologia dependem das características da curva, de seu critério de classificação (que são 5 ou 10 graus), do potencial de crescimento do paciente (relacionado com a idade do paciente no momento do diagnóstico e puberdade) e de fatores específicos da curvatura (padrão, magnitude e localização).  FISIOPATOLOGIA A maioria das curvaturas são convexas para a direita na região torácica e para esquerda na região lombar, de modo que o ombro direito fica mais elevado que o esquerdo. A curva é mais pronunciada quando os pacientes se curvam para frente. Consequentemente quanto maior a curva, maior é a probabilidade de progressão após a maturação esquelética do jovem. Por isso, curvas maiores que 10 graus são consideradas significativas, com a possibilidade de intervenções cirúrgicas serem necessárias. A Escoliose Idiopática Juvenil pode ser classificada em:  Curvatura Significativa: de 10 a 20 graus.Curvatura Moderada: de 20 a 40 graus. Curvatura Grave: acima de 40 graus. DIAGNÓSTICO O primeiro sinal da patologia geralmente é a visualização de um ombro mais elevado do que o outro e quando roupas não ficam alinhadas corretamente. Sendo assim, durante um exame físico de rotina, o médico pode ter outros achados como uma discrepância aparente do comprimento dos membros inferiores e uma assimetria da parede torácica. Dentre seus sintomas, são relatados cansaço na região lombar após os jovens permanecerem sentados ou em posição ortostática

Farmacologia radiológica: a utilização de radiofármacos na medicina nuclear | Colunistas

A Medicina Nuclear é atualmente utilizada para diagnóstico e terapia de diversas doenças, onde protagonizam os radiofármacos (compostos sem ação farmacológica em si, que são constituídos por radionuclídeos emissores de radiação gama ou beta/pósitrons), que têm a função de gerar a Radiação Eletromagnética Penetrante, capaz de atravessar os tecidos e ser detectada externamente (uma ação que se baseia na destruição seletiva de tecidos). No entanto, a Farmacologia Radiológica tem sido aplicada em outras situações além da Medicina Nuclear, como em Radioterapias Convencionais (gerando fonte de radiação externa ao organismo), na radioesterilização de produtos e materiais médicos e no doseamento de hormônios. CLASSIFICAÇÃO DOS RADIOFÁRMACOS Os radiofármacos podem ser respectivamente classificados em: De 1ª geração (de perfusão): São transportados no sangue até atingirem o órgão alvo, sempre na proporção do fluxo da corrente sanguínea.De 2ª geração (específicos): Contêm uma molécula biologicamente ativa, que ao se ligar em receptores celulares mantêm sua bioespecificidade (mesmo que ocorra ligação de um radionuclíneo). Logo, a fixação destes fármacos em tecidos e órgãos, independente de classificação, pode ser definida através da capacidade da molécula em reconhecer os receptores presentes nas estruturas. RADIOFÁRMACOS FUNCIONAM PARA OBTENÇÃO DE IMAGENS Os procedimentos são feitos através da administração de radiofármacos e medição externa de uma radiação emitida que atravessará o organismo (diferente de técnicas radiológicas convencionais que medem a absorção da radiação aplicada externamente). Em geral, envolvendo doses muito baixas de radiofármacos para a realização de exames, quando comparadas à outras técnicas de diagnóstico (como a Ressonância Magnética Nuclear). Além disso, a vantagem é que se trata de técnicas simples que apenas requerem administração endovenosa, inalatória ou oral do radiofármaco, com reações adversas excepcionais.

Impactos neuropatológicos do covid-19 | Colunistas

Apesar de atualmente a população ter pelo menos um breve conhecimento de que a Covid-19 se trata de uma infecção respiratória aguda com uma alta taxa de transmissibilidade pelo mundo, e que pode se manifestar de diversas maneiras em indivíduos diferentes, as sequelas que a doença pode deixar são pouco comentadas ou muitas vezes podem ser distribuídas de forma farsante – principalmente as sequelas neurológicas. Mesmo que outros sistemas do corpo humano também venham sendo afetados por este problema, o Sistema Nervoso Central apresenta sua imparcialidade, por ter uma maior dificuldade de contaminação (devido a Barreira Hematoencefálica), e mesmo assim, está gerando grandes impactos neurológicos nos pacientes. Devido a isso, provavelmente no futuro os médicos ainda terão que lidar com as alterações para garantir qualidade de vida aos pós-infectados. A SINTOMATOLOGIA NEUROLÓGICA Os sintomas neurológicos mesmo que não retratados em todos os pacientes, quando surgem, comumente trata-se de tonturas, cefaleias, alterações de consciência, convulsões, síndromes neuropsiquiátricas, ataxias e eventos cerebrovasculares agudos. Visto que, a brutalidade de cada manifestação pode variar de leve (cefaleias), até a predisposição de Doenças Cerebrovasculares Agudas (principalmente em pessoas com diagnóstico de comorbidades como Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus). Em casos mais raros, também já foram relatados o aparecimento de Síndromes como de Guillain-Barré e de Miller-Fisher. Entretanto, as intercorrências neuropatológicas têm surgido em média de 3 a 4 dias após o início dos sintomas respiratórios frequentes ou em pacientes já com estado de agravo. OS PILARES FISIOPATOLÓGICOS DA VIRULÊNCIA NEURAL Estudos ainda seguem em produção sobre essa questão, assim como sobre o vírus inteiramente, porém recentemente foi elaborada uma confirmação de Três Pilares Fisiopatológicos capazes de explicar essa Virulência Neural, que estão apresentados na literatura médica. São

Qual a real importância de atividades acadêmicas complementares para estudantes de medicina? | Colunistas

É muito comum que os estudantes de medicina tenham uma única perspectiva sobre as atividades de extensão acadêmicas exigidas pela faculdade. Geralmente, acreditam que se trata apenas de uma obrigação burocrática de formalidade, mas será mesmo que é apenas sobre isso? Elas têm muito mais a te oferecer do que meras horas complementares no currículo, basta descobrir quais são e como realmente podem te ajudar profissionalmente e pessoalmente – mudando sua perspectiva de vida. O que pode ser considerada uma atividade acadêmica complementar? Congressos;Seminários;Palestras;Conferências;Atividades Culturais;Trabalhos Voluntários;Estudo de Idiomas;Iniciação Científica;Publicações de Artigos Científicos;Participação em Ligas Acadêmicas;Monitoria;Estágios em hospitais ou com médicos autônomos;Apresentação de trabalhos/pôsteres em congressos etc. São inúmeras as ações que podem ser realizadas para contabilizar as horas exigidas em instituições de ensino ou em um currículo ideal para residência, além disso, muitas já podem ser feitas pelo estudante desde o começo do curso, sem a necessidade de uma experiência prévia. O que existe em comum entre as atividades acadêmicas complementares é que a escolha fica a critério do aluno, ou seja, você pode decidir o que executar e quando, diferente das matérias da faculdade que devem ser cumpridas independente de apreciação e com horários pré-determinados. Você ganha muito mais do que certificados de horas complementares Existe uma demanda em concluir as horas complementares solicitadas dentro do próprio curso de Medicina Humana (obrigatórias em todas as faculdades, podendo variar em quantidade), para que assim a formação acadêmica de Medicina Generalista tenha êxito. Entretanto, as atividades acadêmicas complementares também têm sua finalidade após a graduação, sendo esta, a ajuda no ingresso da Residência Médica desejada – agora não mais obrigatórias, ficando a critério do estudante expandir seu potencial