Fernanda Moreno

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Resumo de Colecistite Aguda: epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento

Definição A colecistite aguda é definida como o processo inflamatório da vesícula biliar, secundário, geralmente, a impactação de um cálculo no ducto cístico. Logo, é uma complicação da doença calculosa biliar, a colelitíase. Imagem: Vesícula BiliarFonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:GallbladderAnatomy-pt.svg Epidemiologia da Colecistite Aguda Mais de 90% das colecistites agudas ocorrem em associação com a colelitíase, sendo a sua complicação mais comum. A colecistite alitiásica corresponde aos outros 10% dos casos de colecistite e está associada a uma maior morbimortalidade. A doença tem uma prevalência maior nos pacientes do sexo feminino, considerando até os 50 anos de idade. Fisiopatologia A impactação de um cálculo no ducto cístico leva a estase biliar, resultando em um aumento da pressão intraluminal e danificação da mucosa da vesícula. Esse dano estimula a liberação de fosfolipase A2, que converte a lecitina, um constituinte normal da bile, em lisolecitina. A lisolecitina é um irritante químico responsável por desenvolver todo o processo inflamatório da vesícula biliar. Quadro clínico da Colecistite Aguda Os pacientes com colecistite aguda, geralmente, referem uma dor contínua em abdome superior, sobretudo em hipocôndrio direito e epigástrio, podendo irradiar para o dorso. Essa dor costuma piorar após ingesta de alimentos gordurosos, devido ao estímulo de contração da vesícula biliar. Além do quadro álgico, náuseas, vômitos, anorexia e febre também são sinais e sintomas comuns. É importante ressaltar que a colecistite aguda não causa icterícia, logo, quando esse sinal clínico está presente, devemos pensar em outras complicações, como coledocolitíase, colangite ou síndrome de Mirizzi, por exemplo. Raramente, nos