Kathleen Emerick

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Resumo de Resfriados e Infecções de Vias Aéreas Superiores (IVAS) mais comuns em Medicina da Família e Comunidade | Colunistas

RINITE ALÉRGICA Definição Inflamação da mucosa nasal, mediada por IgE que ocorre após a exposição à alérgenos, como poeira, ácaro, fungos, epitélio, pólen, barata). Epidemiologia Acomete de 10 a 30% da população em geral. Fisiopatologia Inflamação crônica de vias aéreas e pele, aumento de IgE, ativação de mastócitos. Quadro clínico Obstrução nasal, coriza, espirros, prurido nasal, que podem estar associados à prurido ocular e tosse. A mucosa fica congesta e pálida, as conhas nasais hiperplásicas e com secreção hialina. A movimentação de fricção do nariz para cima e para baixo dá origem à prega nasal. Diagnóstico É clínico: sintomas característicos, história familiar positiva, sazonalidade, associação com dermatite ou eczema atópico. Os testes alérgicos só devem ser realizados quando o paciente não responde ao tratamento empírico. Tratamento Medidas de controle ambiental, uso de medicamentos antihistamínicos oral, tópico ou corticoide tópico dependendo da gravidade e frequência dos sintomas. RESFRIADO COMUM (RINOFARINGITE AGUDA) Definição Infecção da via aérea superior causada por vírus (+de 200 tipos), sendo os mais prevalentes Rinovírus, Parainfluenza e Vírus Sincicial Respiratório. A complicação pode levar a instalação de infecção bacteriana secundária, sinusite, otite média aguda e pneumonia. Transmissão: por meio de gotículas produzidas pela tosse e espirros; pelo contato de mãos contaminadas com a via aérea e cavidade oral. Período de incubação: varia de dois a cinco dias. O resfriado comum dura em média sete dias. Epidemiologia As crianças apresentam em média seis a oito resfriados por ano, durante os primeiros cinco anos de vida. A

Minha Experiência no Internato das Especialidades: Hematologia e Oncologia | Colunistas

Minhas experiências no internato de Hematologia e Oncologia foram marcantes nos âmbitos acadêmico e pessoal. A oportunidade de reflexão sobre a forma de enfrentamento individual de cada pessoa diante das doenças e condições de vulnerabilidade é única. A empatia é a chave para lidar com essas situações, colocar-se no lugar do paciente, diante de sua história de vida, desejos e demandas; escolher todos os dias tratar o nosso próximo com amor, sem julgamentos, e com igualdade e respeito. São experiências que enriquecem nossa formação centrada na pessoa, e não na doença, e nos colocam em confronto com crenças e tabus sobre a morte, cuidados paliativos e a nossa forma de enxergar a terminalidade da vida. A importância da Hematologia e Oncologia no internato As duas especialidades nem sempre fazem parte do plano de ensino durante o internato das faculdades de medicina no geral, mas têm grande importância na formação acadêmica, pois na atualidade temos uma grande prevalência de doenças como o câncer, além da clínica ricamente presente nesses pacientes. Após o aprendizado teórico no ciclo básico anterior ao internato, tive o privilégio de passar por essas especialidades no hospital Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Dessa forma, pude consolidar o conteúdo com as vivências práticas da enfermaria. É imperativo ao médico generalista saber quando encaminhar seus pacientes diante de quadros clínicos sugestivos de doenças hematológicas e oncológicas, além de saber sobre exames que podem ser solicitados para guiar e antecipar o diagnóstico. A conduta, geralmente, fica na responsabilidade do especialista, mas cabe a qualquer outro médico saber como acompanhar esses pacientes concomitantemente ao tratamento e seu seguimento. Considero relevante também a vivência reflexiva diante das variadas histórias com as quais nos deparamos, desenvolvendo um olhar mais humano diante