Luana Paraboni

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Demências | Colunistas

Demência é uma síndrome adquirida de declínio de memória e de outras funções cognitivas, a partir de um nível prévio mais elevado, importante o suficiente para interferir nas atividades de vida diária (capacidade funcional) e na independência.2 Também é caracterizada pelo surgimento de alterações comportamentais em um indivíduo alerta. De forma típica, o aparecimento dos sintomas é insidioso, e o padrão de progressão é gradual. A definição de disfunção cognitiva da demência exige pelo menos três déficits entre os seguintes domínios: memória recente, comunicação verbal/linguagem, função visuoespacial, função executiva e humor/personalidade. Na maioria dos pacientes idosos com demência, o comprometimento de memória recente é o sintoma dominante. 2 As demências podem ser divididas por diferentes categorizações: ¹ Degenerativas e não degenerativas;Corticais e subcorticais;Precoce (início antes dos 65 anos de idade) e tardio (após os 65 anos);Potencialmente tratáveis e irreversíveis;Rapidamente progressivas e lentamente progressivas. Demências Degenerativas ou Irreversíveis  A causa mais comum de demência degenerativa é a Doença de Alzheimer (DA). Caracteriza-se pelo início insidioso de comprometimento da memória (com déficit predominante de aprendizado de novas informações), seguindo-se alterações nas funções executivas, visuoconstrutivas e de linguagem. Inicia-se mais frequentemente após os 65 anos; portanto é, caracteristicamente, uma demência de início tardio.¹ Patologicamente caracteriza-se por degeneração neuronal, secundária ao acúmulo de proteínas anômalas, levando à formação das placas senis (proteína beta-amiloide insolúvel) e os novelos neurofibrilares (proteína tau hiperfosforilada). ¹ O diagnóstico se baseia na perda cognitiva suficiente para ter um comprometimento funcional e nas atividades sociais em relação ao nível prévio do indivíduo, pressupondo então o quadro demencial, desde que outras causas de comprometimento cognitivo sejam afastadas.¹ A duração média da DA é de 1O

Hipotálamo – uma revisão anatômica | Colunistas

O termo diencéfalo refere-se à parte do sistema nervoso central que, em conjunto com o telencéfalo, constitui o cérebro. O diencéfalo subdivide-se em quatro elementos: tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo.  Neste texto abordaremos sobre um destes quatro elementos: o Hipotálamo.  Introdução  O equilíbrio das concentrações de íons e outros constituintes dos fluidos corporais, dos fatores físico-químicos, como temperatura, pressão e volume, recebe o nome genérico de homeostase. O sistema nervoso autônomo, regido pelo hipotálamo, efetiva essas funções. Além disso, o hipotálamo controla e harmoniza as funções metabólicas, endócrinas e viscerais como se fosse uma interface entre o meio exterior e o meio interno. Participa ainda no controle do sono e influi no comportamento afetivoemocional. Sua interferência parece ser tão importante que há diferenças anatômicas entre o hipotálamo de homens e o de mulheres, e estudos recentes mostram que alguns homossexuais masculinos têm seus detalhes hipotalâmicos mais parecidos com os das mulheres. Macroscopia – estruturas hipotalâmicas O hipotálamo, o tálamo, o epitálamo e o subtálamo formam o diencéfalo. O hipotálamo forma parte das paredes laterais e o assoalho do terceiro ventrículo, e está situado ventralmente ao sulco hipotalâmico, apresentando massa de apenas 4 a 5 g. As estruturas hipotalâmicas principais visíveis são o quiasma óptico e os corpos mamilares, situados mais posteriormente. A região entre essas 2 estruturas configura o túber cinéreo, com duas eminências laterais e uma eminência média. Da eminência média, sobressai o infundíbulo hipofisário, representando a conexão anatômica entre o sistema nervoso central e o sistema endócrino-hipofisário. Temos assim 3 regiões hipotalâmicas no eixo craniocaudal: a supraóptica ou quiasmática, a tuberal e a mamilar. Figura 1. Localização do Hipotálamo em corte sagital contendo Estruturas Hipotalâmicas.Fonte:

Resumo sobre o sistema Nervoso Periférico | Colunistas

Introdução O sistema nervoso humano desempenha uma série de funções e, por isso, apresenta subdivisões especializadas que são fortemente conectadas. Primordialmente, divide-se o sistema nervoso em sistema nervoso central (SNC) e sistema nervoso periférico (SNP).  O sistema nervoso periférico (SNP) é a parte do sistema nervoso que, em uma classificação que observe um critério anatômico, situa-se além das meninges, sendo constituído por nervos, gânglios e terminações nervosas distribuídos pelo corpo humano.  Respeitando estes parâmetros anatômicos, portanto, admite-se que todo tecido nervoso encerrado em cavidades ósseas integra o sistema nervoso central (SNC). Dessa maneira, o encéfalo e a medula espinal localizados, respectivamente, dentro da caixa craniana e do canal vertebral, compõem o sistema nervoso central.  Componentes do SNP Nervo: um cordão esbranquiçado formado pela união de vários axônios;Gânglio: é um acúmulo (grupamento) de corpos de neurônios e células da glia situados fora do sistema nervoso central e envoltos por uma cápsula de tecido conjuntivo;Terminações nervosas: são estruturas simples ou complexas altamente especializadas na captação de estímulos; Mesmo sendo parte do SNP, os nervos penetram nas cavidades ósseas para fazer conexão com o SNC e possibilitar o fluxo de informações aferentes e eferentes. Assim, a definição anatômica de SNC e de SNP está intimamente relacionada com a embriogênese do sistema nervoso. Informação aferente: É a que chega a uma determinada estrutura do SNC, trazida por uma fibra aferente.Informação eferente: É a que deixa determinada estrutura do SNC, levada por uma fibra eferente. Classificação dos componentes do SNP Os Nervos e Gânglios que compõe o SNP se classificam em: nervos cranianos (distribuídos pela região da cabeça e do pescoço) e espinais (distribuídos ao longo

Perfusão Sanguínea |Colunistas

A Perfusão Sanguínea pode ser entendida como o fluxo sanguíneo da circulação pulmonar que passa pelos alvéolos e que vai estar disponível para permitir a troca gasosa neste nível. De maneira simplória, é o processo no qual o sangue desoxigenado vai até os pulmões e é reoxigenado. Ventilação x Perfusão Sistema Respiratório tem como principais funções a obtenção do oxigênio do ambiente externo para fornecimento às células do corpo e a remoção do corpo do dióxido de carbono produzido pelo metabolismo celular. Ele faz isso por meio da Perfusão Sanguínea.    Para que este processo ocorra, são necessários, basicamente, a ocorrência de dois mecanismos: a ventilação, que move o ar para dentro e para fora dos pulmões; e a perfusão pulmonar, que é o fluxo sanguíneo disponível para captar esse oxigênio para ser utilizado pelo organismo e devolver, ao meio externo, o gás carbônico. A soma desses mecanismos tem como objetivo fazer com que o organismo entregue oxigênio suficiente para os pulmões, e o sangue chegue de maneira eficiente a nível alveolar para receber oxigênio e substituí-lo por dióxido de oxigênio, estabelecendo uma troca gasosa. Quantidade de Oxigênio disponível O oxigênio é fornecido aos alvéolos pela ventilação alveolar e é removido dos mesmos à medida que se difunde para o sangue capilar pulmonar, sendo transportado ao restante do corpo pelo fluxo sanguíneo. De forma semelhante, o dióxido de carbono chega aos alvéolos pelo sangue venoso misto, difundindo-se a partir dos capilares pulmonares e sendo removido dos alvéolos pela ventilação alveolar. Contudo, para que tenhamos valores exatos do quanto de oxigênio estará disponível para que essa troca gasosa ocorra, você necessita saber que: o volume de ar