Nathália Salvi Merlotti

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O corpo amigdaloide | Colunistas

Introdução A amígdala é uma pequena estrutura que possui um complexo de núcleos com formato de uma amêndoa. Sua localização na porção dorsomedial do lobo temporal e anteriormente à cauda do núcleo caudado. O corpo amigdaloide como muitos desconhecem não são aquelas estruturas localizadas na região da faringe (corretamente denominadas tonsilas) e sim o componente mais importante do sistema límbico, responsável por nossas emoções e também por transtornos como ansiedade e estresse pós-traumático. Estruturas e conexões da amígdala Possui 12 núcleos que se dispõem em três grupos: corticomedial, basolateral e central (algumas literaturas consideram somente dois grandes grupos que seriam o núcleo amigdaloide cortical ou lateral e o núcleo amigdaloide medial). Grupo corticomedial: recebe conexões olfatórias, projeções do bulbo e parece estar envolvido com comportamentos sexuais. A sua estimulação causa reação defensiva e agressiva.Grupo basolateral: recebe a maior parte das conexões aferentes e sua estimulação causa reações de medo e fuga. Esse grupo recebe extensas projeções de sistemas sensoriais além de emitir projeções ao grupo central.Grupo central: dá origem às conexões eferentes, os axônios que emergem desse grupo estabelecem conexões com o hipotálamo, núcleos bulbares e com a substância cinzenta periaquedutal. Imagem 1. Fonte: MACHADO, A.B.M. Neuroanatomia Funcional. 3 ed. São Paulo: Atheneu, 2014 A amígdala é a estrutura subcortical com o maior número de projeções de todo sistema nervoso. Suas conexões aferentes se conectam com todas as áreas de associação secundária do córtex, onde trazem informações sensoriais que já foram processadas. Além disso, são recebidas aferências de alguns núcleos hipotalâmicos, do núcleo dorsomedial do tálamo, dos núcleos septais e do núcleo do trato solitário. As conexões da amígdala são essenciais para todo o organismo devido a

A Hipótese da Higiene: a prova que limpeza não é sinônimo de saúde | Colunistas

Introdução Em 1966 foi relatada a prevalência de esclerose múltipla correlacionada positivamente com o saneamento básico de Israel. Assim como Matricardi et al relacionaram a menor incidência de reações alérgicas entre militares com infecções atribuíveis à transmissão fecal-oral. Na década de 80, ocorreu um aumento significativo de pessoas com doenças autoimunes e alérgicas. Da mesma maneira que as reformas sanitárias impostas diminuíram os surtos de doenças infecciosas, o contrário ocorreu com as enfermidades relacionadas à imunidade. Devido a essa inversa proporção, diversos pesquisadores concentraram seus trabalhos em estabelecer uma relação entre o ambiente e o sistema imune do indivíduo, além da influência do fenótipo TH1 e TH2. Com isso, a hipótese da higiene sugere uma relação essencial entre a exposição precoce à microrganismos e ao aumento das doenças. Essa primeira hipótese sofreu mudanças e refinamentos com o passar do tempo e hoje em dia esse assunto está sendo amplamente discutido por meio de pesquisas atuais que buscam identificar a origem das alergias e intolerâncias alimentares e sua relação com a exposição ao ambiente devido ao aumento dessas doenças em vários países. A hipótese da higiene Em 1989, o epidemiologista Dr. David Strachan observou uma relação entre a rinite alérgica (febre do feno) e a prevalência da doença em centros urbanos e rurais. Postulada como hipótese da higiene, a mesma dependia de vários fatores como idade em que o indivíduo fora exposto, resposta imunológica primária, predisposição genética e o tempo entre as exposições. Com isso, foi possível relacionar o aumento da suscetibilidade de doenças alérgicas a indivíduos que não foram previamente expostos a agentes patogênicos. Então, sem a estimulação devida, o sistema imune não estaria preparado para diversas doenças que grande