Rian Barreto Rodrigues

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Cerebelo e Equilíbrio | Colunistas

Anatomia do cerebelo  O cerebelo, localizado entre o cérebro e o tronco cerebral, desempenha papel fundamental para a movimentação, controle da musculatura corporal e equilíbrio. Anatomicamente o cerebelo possui dois hemisférios conectados por uma linha chamada vérmis, cada hemisfério possui uma zona lateral e medial ou intermediária, além disso possui três lobos (anterior, posterior e flóculo-nodular), esses lobos são divididos por fissuras. Desses lobos o mais antigo é o lobo flóculo-nodular, que atua junto com o sistema vestibular para o controle do equilíbrio corporal. Sua composição é basicamente de substância cinzenta na área mais externa e, mais internamente, substância branca que é onde se encontra a maior parte dos seus núcleos de coordenação neural. FONTE: Guyton & Hall, Tratado de Fisiologia médica, 13° Edição, capítulo 56. As figuras demonstram a anatomia do cerebelo, dando ênfase aos lobos e hemisférios, de modo que o leitor possa identificar na peça a localização das partes e das suas funcionalidades. O cerebelo é grande importância no que diz respeito às atividades motoras e no desenvolver dos movimentos musculares. Além disso auxilia, também, no controle da contração muscular e na relação dos grupos de músculos agonistas e antagonistas. Dessa forma, podemos concluir que a remoção do cerebelo geraria uma anormalidade das funções fisiológicas, proporcionando uma perca total o quase total da coordenação. Parte importante de se compreender, no entanto, é que o cerebelo, por si só, não pode controlar a função muscular, ele precisa estar associado a outras circuitarias nervosas para funcionar corretamente, dentre elas o córtex motor e outras áreas do sistema nervoso central. Basicamente, funciona como um centro de correio postal, recebendo informação das áreas periféricas sobre o estado da musculatura (se está contraída

Resumo sobre oncogenética e covid-19 | Colunistas

ABORDAGEM GERAL SOBRE O COVID-19 O Sars-cov-2, desde seu surgimento catastrófico no final de 2019, trouxe grande preocupação para a comunidade científica pela sua alta capacidade de contágio pelas gotículas respiratórias de um indivíduo infectado para outro. Percebeu-se que a apresentação de sintomas se dava em média a partir do 5° dia e que o período incubatório do vírus variava de 2 a 14 dias. Dentre o quadro sintomatológico, as respostas variam desde indivíduos com sintomas gripais até crises de diarreia, mal-estar, náuseas e vômitos. Dada a frequência dos indivíduos sintomáticos, a doença foi caracterizada como uma síndrome respiratória, geralmente leve, mas que poderia evoluir para um quadro agudo de desconforto respiratório e choque séptico. ESTRUTURA DO VÍRUS A estrutura íntima do COVID-19 mostrou-se semelhante aa uma coroa, composta por um nucleocapsídeo e um envelope, dos quais o primeiro protege o material genético do vírus e o segundo está associado a sua capacidade de ligação com a célula hospedeira. A estrutura genética do Sars-CoV-2 é composta por uma fita única de RNA com carga positiva semelhante a um RNAm de células eucariotas, possuindo uma capa metilada de ponta 5’ e outra poliadenilada de ponta 3’. A grande diferença entre as duas estruturas comparadas é que o genoma do vírus pode ser divido em 3 partes, sendo as duas primeiras partes responsáveis pelo potencial replicativo do vírus e a última responsável pela criação das proteínas de conexão e acessórias. FONTE: http://www.rbac.org.br/artigos/diagnostico-laboratorial-do-sars-cov-2-por-transcricao-reversa-seguida-de-reacao-em-cadeia-da-polimerase-em-tempo-real-rt-pcr/ COMO SE LIGA NA CÉLULA? A patogênese do Sars-CoV-2 é diretamente ligada a sua capacidade de se ligar à membrana das célula hospedeira pela conexão das suas proteínas aos receptores da enzima de angiotensina

Hemangiomas no fígado | Colunistas

Introdução Hemangiomas são massas benignas formadas por vasos sanguíneos enovelados, não se sabe ao certo o que pode ocasionar esse enovelamento, mas acredita-se que ocorre durante a formação fetal, sendo considerado, portanto, um problema congênito. São relativamente comuns e assintomáticas na maioria das pessoas, há casos que causam algum desconforto no hipocôndrio direito, hemorragias intraperitoneais e até hepatomegalias. Sua incidência é em cerca de 1-5% da população adulta e, geralmente, são descobertos acidentalmente em algum exame de imagem do abdome. Intervenções só serão consideradas na mínima porcentagem dos casos, portanto é um quadro de excelente prognóstico. Epidemiologia A incidência de hemangiomas é pouco frequente, as estimativas estão em torno dos 3 a 5% da população adulta, na faixa etária dos 35-50 anos. Há casos em todas as idades, mas são mais raros. Estudos demonstraram que a população feminina é mais afetada que a masculina em torno de três vezes. Sinais e sintomas Por ser uma massa tão pequena e sem características malignas, os sintomas associados a elas não são frequentes, mas podem incluir: desconforto, edema, anorexia, náuseas, saciedade precoce e dor secundária ao sangramento ou trombose. Abordagem do paciente O exame físico dos pacientes com esse quadro, na maioria das vezes, é bem escasso se o paciente não apresentar sintomas. Em alguns casos a massa pode ser palpada no fígado, mas não é recorrente. Podem ser solicitados exames laboratoriais, mas não é o ideal, uma vez que há seletos casos de compressão da estrutura hepática, sangramentos e em casos de trombose que podem alterar taxas enzimáticas. A dificuldade que se pode ter é a exclusão de outros tipos

S2H97 capaz de prevenir contra uma série de variante do sars-cov-2 | Colunistas

INTRODUÇÃO Após cerca de um ano e meio do início oficial da pandemia de Covid-19, a capacidade do vírus de gerar modificações na sua estrutura gerou diversas ondas de contaminação pelos mais diversos locais causando cerca de 4,4 milhões de mortos segundo dados da Universidade Johns Hopkins nos EUA. Apesar disso, boa parte dos países já flexibilizam as medidas de segurança, possibilitando a volta das atividades sob a continuação do uso de EPI’s. FONTE: https://coronavirus.jhu.edu/map.html VACINAS  No final do ano de 2020, sob o investimento de diversas nações foram ofertadas no mercado mundial, uma gama de vacinas contra o Sars-CoV-2. O objetivo dessa imunização ativa é reduzir a mortalidade do vírus e, em alguns casos, prevenir. Muitos esforços foram desenvolvidos, para barrar a pandemia, no entanto o patógeno continua entrando em mutação e criando novas cepas, as quais nem todas as vacinas conseguem ser eficazes contra. Apesar de termos cerca de 5 bilhões de vacinados, uma parte da população não possui uma imunidade completa, uma vez que não tomou a dosagem completa da vacina, se essa for dividida em duas ou mais doses. A DESCOBERTA Em busca de um denominador comum, pesquisadores do mundo todo buscam soluções, dentre essas foi descoberto um superanticorpo que parece combater uma série de variantes do Sars-CoV-2 e de outros tipos de coronavírus. A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisadores da Fred Hutchinson Center, nos EUA, e apresenta um anticorpo chamado S2H97 que demonstrou ser eficaz não só contra as diversas cepas da Covid-19, mas também contra outros tipos de coronavírus. A pesquisa, liderada pelo bioquímico Tyler N. Starr, investigou 12 anticorpos diferentes encontrados

Acúmulos intracelulares e calcificações patológicas | Colunistas

INTRODUÇÃO Naturalmente as células de determinado tecido armazenam no seu interior, substâncias fundamentais para a manutenção de sua funcionalidade, os locais de acúmulo variam desde o próprio citoplasma até organelas especializadas, como o complexo de Golgi e o Retículo Endoplasmático. Não raro, as células também podem armazenar não só componentes fundamentais, mas também substâncias exógenas. Nos dois casos, deve haver um controle desse armazenamento, uma vez que a célula pode ser destruída por um processo de degeneração, caso o acúmulo intracelular não seja equilibrado.             A célula pode armazenar, em excesso, constituintes normais, como: água, lipídios, carboidratos e proteínas. Constituintes anormais sejam endógenas ou exógenas, no primeiro caso, destaca-se: produtos de sínteses anormais ou produtos metabólicos; no segundo caso destaca-se: minerais e produtos de agentes infecciosos. Além desses tipos de acúmulos pode-se citar os pigmentos, como melanina, hemossiderina, bilirrubina, pigmentos de carvão e lipofuscina. Portanto, esses acúmulos podem representar pouca ou nenhuma ameaça, mas também podem gerar riscos gigantescos, a depender da toxicidade.             A deposição anormal no interior da célula, geralmente está relacionado a algum processo entrópico que causa ou pode causar dano ao organismo, destacam-se: mutações genéticas na produção de proteínas que provoca um acúmulo no retículo endoplasmático rugoso; produção de uma substância endógena natural, mas metabolismo insuficiente para removê-la; mutações genéticas que causam problema no transporte ou na secreção de substâncias normais, gerando seu acúmulo; depósito de substâncias exógenas anormais, uma vez que a célula não possua enzimas necessárias para a degradação dessas. ACÚMULO DE LIPÍDIOS Caracterizada pelo acúmulo de triglicerídeos no interior das células, pode haver manifestação, no coração, nos rins, mas principalmente no fígado. O Acúmulo pode ser representado em formas de enormes vacúolos dentro do citoplasma que

Articulações do esqueleto axial | Colunistas

Introdução O complexo articular do corpo humano tem a função de conectar os ossos a outros ossos ou a cartilagens possibilitando o movimento entre eles por meio da atuação conjunta com músculos e ligamentos. Há muitos tipos de articulações no nosso corpo, que podem ser divididas de acordo com seu grau de mobilidade em: Sinartroses que são articulações fibrosas imóveis; Anfiartroses que são articulações cartilaginosas com pouca mobilidade e Diartroses que são articulações móveis.  A mobilidade das articulações se dá ao longo de um eixo (uniaxial), de dois eixos (biaxial), de três eixos (multiaxial). Também podem ser divididas segundo o tecido de ligação em: sinoviais em que os ossos estão ligados a uma cápsula articular que fecha uma cavidade sinovial; fibrosa na qual une os ossos por tecido conjuntivo fibroso denso e cartilaginosa que une os ossos por cartilagens, seja primária (sincondrose) que possui cartilagem hialina que no futuro será ossificada ou secundária (sínfise) que cobre os ossos com cartilagem hialina, mas é fibrocartilagem que une os ossos. FONTE: https://i.pinimg.com/originals/48/55/29/4855297a6f85241c598fda8484d947d8.jpg O esqueleto axial é formado por um complexo com cerca de 80 ossos, dentre eles, os ossos do crânio, da caixa torácica e coluna vertebral. Todos esses ossos são conectados por articulações dos mais diversos tipos que permitem a movimentação, sem que haja desgaste ósseo em condições normais. Os ossos da cabeça que protegem parte do sistema nervoso central são divididos em ossos do crânio e da face, sendo 8 do primeiro e 14 do segundo respectivamente, a caixa torácica é composta pelas costelas e pelo externo, sendo 12 pares de costelas, das quais temos costelas verdadeiras, falsas e flutuantes, todas elas são conectadas às vertebras, mas verdadeiras conectam-se ao externo, as falsas possuem cartilagens na

A pandemia está controlada? | Colunistas

Introdução Controlada. Apesar da humanidade ter sofrido uma pandemia, conhecida como Gripe espanhola no final da primeira guerra mundial (1918), o surto de coronavírus se espalhou pelo globo e não existiam mecanismos estratégicos de defesa para barrar seu crescimento, não havia o controle que evitou o surto de coronavírus no início dos anos 2000. Aos poucos, o conhecimento sobre o vírus, principalmente no tocante a sua transmissão e a seu mecanismo de ação, proporcionou um método de prevenção, com medidas de restrição e de educação em saúde para a população em escala global. Atualmente, têm-se inúmeros imunizantes que prometem, não extinguir, mas diminuir a incidência e controlar a pandemia. Os resultados são bons, apesar da grande capacidade de mutação do vírus, que já criou diversas cepas. Diversos países voltaram com a funcionalidade usual e consideram o cenário estável, mas de maneira geral, o mundo ainda possui diversos obstáculos para controlar a Covid-19. Início da pandemia Em dezembro de 2019, na província chinesa Wuhan, no centro do país, surgiu o que conhecemos hoje por novo coronavírus, um vírus altamente mutagênico que começou a infectar a população que frequentava o mercado público, onde eram vendidos animais para a produção de comidas típicas. O vírus chamou atenção do mundo pela rápida disseminação, diferente do Sars, que ameaçou a população mundial em 2003, mas logo foi controlada, causando cerca de 700 óbitos, a Sars-Cov-2, como foi nomeado pela ONU, em fevereiro de 2020, possui capacidade de transmissão mesmo no período incubatório e isso proporcionou, em poucos meses, um alcance de escala global. Evolução dos casos A evolução dos casos foi rápida, a capacidade do vírus de se propagar por aerossóis,