Thiele Zuculoto

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Hipotireoidismo congênito: apresentação clínica, diagnóstico e tratamento | Colunistas

Introdução O hipotireoidismo é um distúrbio metabólico que se caracteriza pela redução da produção dos hormônios da tiroide ou pela diminuição da ação desses hormônios nos tecidos ou órgãos. O hipotireoidismo congênito (HC) ocorre desde o período neonatal e pode ser permanente ou transitório. O hipotireoidismo congênito permanente é o distúrbio endócrino congênito mais frequente, tendo incidência que varia de 1:2.000 a 1:4.000 crianças nascidas vivas, sendo uma das principais causas de retardo mental que pode ser prevenido. A principal causa são as disgenesias tireoidianas (agenesia, ectopia e hipoplasia da tireoide). Já o hipotireoidismo congênito transitório possui como principais causas a ingestão excessiva ou deficiente de iodo pela mãe, ingestão de tionamidas por mães portadoras de hipertireoidismo e passagem de anticorpos maternos bloqueadores do receptor de TSH. Apresentação clínica A quadro clínico depende da gravidade do hipotireoidismo e da idade em que for diagnosticado.  – Recém-nascidos: a apresentação clínica pode variar desde a ausência completa dos sintomas até o quadro clínico clássico de icterícia prolongada, constipação intestinal, pele fria e seca, levedo reticular, sonolência, cianose, macroglossia, choro rouco, dificuldade para mamar, fontanelas amplas, hérnia umbilical e bócio. – Lactentes: podemos observar os sintomas presentes nos neonatos, associado com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM), redução do ritmo de crescimento, palidez decorrente de anemia, bradicardia e abafamento de bulhas cardíacas por mixedema ou derrame pericárdico) e persistência fontanela posterior – Crianças mais velhas: observa-se baixa estatura, desproporção do segmento superior/inferior do corpo, retardo mental e fácies de cretinismo.  Triagem neonatal A triagem neonatal para HC é obrigatória no Brasil para todos os recém-nascidos. Atualmente a dosagem de TSH em amostra

Instrumentação cirúrgica: pinça de Kocher | Colunistas

Introdução O procedimento cirúrgico é realizado por meio de três operações fundamentais: a diérese dos tecidos, a hemostasia de vasos sangrantes e a síntese, a qual possibilita a cicatrização por primeira intenção. Para a realização dessas operações são necessários instrumentos cirúrgicos, os quais realizam ações específicas dentro do procedimento cirúrgico.  Diérese: consiste na criação de uma via de acesso através dos tecidos. Pode através de uma incisão, secção, divulção, punção, dilatação ou serração. Podemos classificar a diérese em mecânica e física, sendo a última realizada com o auxílio de recursos especiais, como o bisturi elétrico e nitrogênio líquido. Hemostasia: é o processo que consiste em impedir, deter ou prevenir o sangramento, garantindo, assim, uma boa visibilidade do campo operatório e melhor condição técnica. Caso haja falha nessa operação, além de prejudicar o reconhecimento dos elementos anatômicos, pode prejudicar a cicatrização, induzir infecção e até causar choque e hipóxia tecidual. Podemos dividir os métodos de hemostasia em físicos, químicos e biológicos. O primeiro e mais utilizado pode ser realizado por meio da compressão circular, da compressão digital, da compressão indireta, de pinças hemostáticas, entre outros. Síntese: é o conjunto de métodos utilizados para a aproximação final dos tecidos por planos seccionados, desde o foco da cirurgia até o tecido cutâneo. O objetivo dessa operação é manter a contiguidade dos tecidos, facilitando o processo de cicatrização, a fim de que a continuidade tecidual possa ser restabelecida. A sutura é o método mais frequentemente empregado para a síntese. Tipos de instrumentos cirúrgicos  Existem vários tipos de instrumentos cirúrgicos e eles podem ser agrupados em: Instrumentais de Diérese: utilizados para criar uma descontinuidade de tecidos.Instrumentais para hemostasia: destinados a função objetivo

Osteoporose: fatores de risco, diagnóstico e tratamento | Colunistas

INTRODUÇÃO A osteoporose é uma doença óssea crônica e progressiva que acomete preferencialmente idosos. Caracteriza-se por redução da massa óssea, ruptura da microarquitetura e fragilidade do esqueleto. A consequência mais importante é a ocorrência de fratura por fragilidade, sendo as mais comuns as fraturas verterias, do punho e do fêmur. Estima-se que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com idade igual ou superior a 50 anos sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida e cerca de 5% dos indivíduos que apresentam fratura de quadril morrem durante a internação hospitalar, 12% morrem nos 3 meses subsequentes e 20% morrem no ano seguinte ao da fratura, de acordo com dados norte-americanos. CLASSIFICAÇÃO A osteoporose pode ser classificada em primária (idiopática) ou secundária, sendo a primária classificada ainda em tipo I e tipo II. A osteoporose primária tipo I ocorre em mulheres pós-menopausa e ocasiona uma rápida perda óssea, afetando principalmente o osso trabecular e associada a fraturas de rádio distal e vertebras. Já a tipo II, ou senil, é relacionada com o envelhecimento e aparece por deficiência crônica de cálcio, aumento da atividade do paratormônio e diminuição da formação óssea. A osteoporose secundária é decorrente de processos inflamatórios como artrite reumatoide, alterações endócrinas e desordens adernais. Uso de drogas como corticoides, os quais inibem a absorção de cálcio intestinal e aumentam sua eliminação urinária; entre outros. FATORES DE RISO Sexo feminino, idade avançada, brancos e asiáticos, história familiar de osteoporose, história de fratura prévia, deficiência de estrogênio, menopausa prematura (<40 anos), tabagismo, etilismo, sedentarismo, corticoterapia por mais de 3 meses, IMC <19 kg/m². As mulheres correm um risco maior