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Meta-análise buscou reunir evidências sobre acurácia do teste de saliva para diagnóstico da COVID-19

Meta-análise buscou reunir evidências sobre acurácia do teste de saliva para diagnóstico da COVID-19

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Sanar Medicina

4 minhá 29 dias

A Organização Mundial da Saúde não recomenda o uso de amostras de saliva como rotina para diagnóstico da COVID-19. O teste atualmente utilizado consiste em amostra de SWAB nasofaríngeo ou orofaríngeo.

Alguns estudos, porém, afirmam que a amostra de saliva pode servir como alternativa aos SWAB’s atuais. Como estes estudos foram feitos com pacientes com diagnóstico confirmado, a utilidade do teste se limitou ao follow-up de pacientes infectados.

Para avaliar a sua utilização como teste diagnóstico, uma meta-análise buscou reunir os resultados da acurácia diagnóstica da amostra de saliva de pacientes sem diagnóstico de COVID-19.

Metodologia do estudo com teste de saliva

A meta-análise buscou avaliar os resultados de acurácia diagnóstica de 14 estudos ,com pacientes sem diagnóstico de infecção pelo SARS-CoV-2 no momento da inscrição. A busca foi realizada nos sites do PubMed, medRxiv e bioRxiv.

A última busca foi realizada em 15 de setembro. Estudos com menos de 50 pacientes, ou com pacientes diagnosticados com COVID-19, ou sem dados de sensibilidade e especificidade foram excluídos. O número total de pacientes para comparação de sensibilidade e especificidade foi de 5863 pacientes.

Resultados

O teste de saliva, quando comparado ao teste de referência de SWAB nasofaríngeo ou orofaríngeo, revelou sensibilidade de 0,85 (IC 95% 0,77 a 91) e especificidade de 0,99 (IC 95% 0,98 a 1,00).

Sensibilidade e especificidade do teste de saliva comparado ao teste de referência com SWAB nasofaríngeo ou orofaríngeo para diagnóstico de infecção do SARS-CoV-2 com amplificação de ácido nucleico, baseado em 14 estudos.

Implicações dos resultados

Os resultados da meta-análise evidenciam que o teste de amplificação de ácido nucleico feito a partir de amostras de saliva possui sensibilidade menor e especificidade equiparada no diagnóstico de infecção pelo SARS-CoV-2.

Os resultados são provenientes de aproximadamente 5900 pacientes assintomáticos, ou sintomáticos mas sem diagnóstico de COVID-19 no momento da inscrição no estudo, o que reflete o cenário de testes da população em geral.

Discussão sobre o teste de saliva

A amostra de saliva requer condições específicas de coleta, transporte e método de análise para que seja utilizada de forma otimizada, e estes são fatores que podem influenciar os resultados dos testes.

Além disso, uma menor carga viral na saliva pode explicar porque a saliva se mostrou amostra inferior em comparação com o SWAB para detecção do vírus.

Sua implantação traria vantagens como, por exemplo, a não necessidade de profissional de saúde para coleta. Ademais, necessitam de menos recursos, menos experiência técnica, além de causar menor desconforto aos pacientes.

Nos resultados da presente meta-análise, o teste de saliva mostrou ser menos sensível. Porém suas vantagens podem ainda torná-lo mais vantajoso para utilização em determinados cenários.

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