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Mulheres na área da Neurologia | Colunistas

“O sucesso não tem a ver com o lugar de onde você veio, e sim com a confiança que você tem e o esforço que você está disposto a investir.”

Michelle Obama

A busca por novos mercados, desde o princípio, foi a grande responsável pela integração dos povos. Foi assim com as grandes navegações, as descobertas de novas terras e o colonialismo. Atualmente, as relações econômicas obtiveram diversos impulsos com os avanços nas tecnologias, telecomunicações e na ampliação da capacidade produtiva das empresas. Entretanto, no passado, os instrumentos de integração foram a caravela, o barco à vela e a vapor, o trem, seguidos do telégrafo e do telefone. Agora, esse momento chamado globalização atinge a cada dia a humanidade com a integração entre os povos, auxiliando na aquisição de novos medicamentos, vacinas, técnica de tratamento de doença e até uma segunda opinião para a enfermidade.

Nesse diapasão, observa-se que o mundo globalizado conta cada vez mais com o número de ingressos das mulheres no mercado de trabalho. A mulher vem conquistando a cada dia o seu espaço como gestora em seu meio de trabalho. A luta pelo reconhecimento e capacidade profissional não é dos dias atuais, mas encontra-se na história relatos de grandes mulheres que fizeram a diferença para que os trilhos do sucesso do futuro pudessem ser mais satisfatórios.

Como pode-se observar exemplos na Grécia Antiga e na Idade Média, respectivamente, Agnodice e Dororhea Erxleben, foram mulheres fortes, guerreiras, que lutaram pelo direito de exercer a medicina e, após suas próprias lutas pessoais, garantiram o seu espaço.

Não muito distante, no Brasil, encontra-se uma jovem cujo nome é Rita Lobato, que foi a primeira mulher a se tornar médica devido ao decreto intitulado pelo D. Pedro II, abrindo, assim, um novo cenário para as futuras médicas que iriam surgir a seguir.

O quadro de mulheres na faculdade de medicina superou os homens somente nos anos 2009 e o campo das especialidades médicas realizadas após a graduação encontra-se equipada com o seu arsenal feminino, principalmente, nas áreas de atenção básica a saúde, como ginecologia e obstetrícia, medicina da família e comunidade, pediatria e clínica médica, embora o mesmo não se encontre com maior precisão nas residências mais disputadas pelos médicos.

Apesar de ser a especialidade mais concorrida no Brasil, a neurologia e a neurocirurgia ainda compõem o quadro com aproximadamente 90% de profissionais do sexo masculino, segundo Takayanagui e Livramento. Porém, com o passar dos anos e as novas turmas de medicina que se formam, nota-se um crescente ingresso de mulheres nestes cenários mais concorridos.

Dentre os arquivos de neuro-psiquiatria, um artigo denominado “The increasing female participation in authorship of articles published in neurology in Brazil” demonstrou que, durante os últimos anos, observa-se um crescimento da atuação feminina na área médica na publicação de artigos científicos na temática da neurologia. Destaca-se que, no ano da sua publicação(2009), apenas 25,8% dos membros ativos da Academia Brasileira de Neurologia eram mulheres.

Ainda há a muito o que se conquistar e ser trilhado, mas a semente já foi plantada e as grande e poderosas mulheres a cada dia têm demonstrado capacidade profissional e excelência para ocupar cargos que antes só poderiam ser pleiteados por homens.

“É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta” – Simone de Beauvoir

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