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Nefrologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Nefrologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

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A nefrologia é uma especialidade clínica da medicina, que estuda a função dos rins e trata as doenças relacionadas a esse órgão e ao trato urinário. 

Os rins possuem funções importantes para a manutenção da homeostase. Eles são responsáveis pela produção da urina, regulam eletrólitos e água e mantém os equilíbrios da pressão arterial e ácido-base. Muitas medicações e substâncias exógenas são processadas nos rins. Já o néfron é a unidade funcional do órgão, com capacidade de filtrar as impurezas do sangue.

Se você se interessa por essa especialidade e quer saber mais sobre ela, continue lendo este artigo! aqui, vamos falar sobre a rotina do especialista, mercado de trabalho e residência médica em nefrologia. Acompanhe!

O especialista e sua rotina

O nefrologista pode trabalhar em diversas áreas de atuação:

  • injúria renal aguda: patologia caracterizada pela súbita perda de função renal;
  • doença renal crônica: perda lenta e progressiva da função renal;
  • terapia renal substitutiva: dividida entre centros de hemodiálise, hemodiálise noturna/domiciliar, diálise peritoneal e transplante renal;
  • nefrologia intervencionista: área crescente, onde o especialista é responsável por alguns procedimentos como implantação de cateteres;
  • consultório: além do acompanhamento da doença renal crônica, o nefrologista também lida com os cuidados para hipertensão arterial sistêmica, infecção urinária, calculose renal.

Boa parte dos nefrologistas costuma fazer plantão em clínicas de hemodiálise e atender pacientes portadores de insuficiência renal crônica. Também existe a possibilidade de trabalhar fazendo visitas em UTIs e enfermarias em um período e, no outro, retornar às clínicas de terapia, consultórios ou unidades de transplante.

As clínicas de hemodiálise geralmente oferecem empregos em regime de plantão, que costuma durar 14 horas. Nesses lugares são realizados três turnos, onde os pacientes fazem o tratamento por quatro horas. Enquanto estiverem na máquina de hemodiálise, os pacientes recebem visitas do nefrologista para uma breve conversa sobre o estado de saúde. Mensalmente, o profissional deve informar os resultados dos exames e fazer uma consulta prolongada e a realização de um exame físico mais detalhado.

Além da clínica, a rotina de visitas em hospitais também é um parte considerável das atividades do nefrologista. Essas visitas podem acontecer tanto nas enfermarias quanto na emergência. Em UTIs, o especialista sempre é solicitado para avaliar pacientes graves e prescrever tratamentos.

Já no consultório, as patologias mais frequentes são as infecções urinárias e doença calculosa renal, além de doença renal crônica e hipertensão. De modo geral, os pacientes são encaminhados de centros de atenção primária ou de outras especialidades.

No transplante renal, o nefrologista participa do preparo do paciente para a cirurgia. Em caso de doador vivo, ele e o receptor são avaliados clinicamente para afastar comorbidades que comprometam a saúde após o procedimento.

Mercado de trabalho e remuneração

Quando termina a residência, o mais comum é que o profissional comece a trabalhar em clínicas de hemodiálise, onde há maior oferta de vagas, recebendo pagamento por turno. Já na UTI, o pagamento é feito por sessão de diálise e por visita, o que pode ser vantajoso se ele for o dono do equipamento.

A nefrologia também tem um campo vasto para a realização de pesquisa, seja em programas de pós-graduação específicos ou dentro de programas para clínica médica. Já em concursos públicos, há poucas vagas para a área e a concorrência costuma ser alta.

No Brasil, existem 4.474 nefrologistas, segundo os dados mais recentes do Conselho Federal de Medicina (CFM), sendo que 52,4% deles atuam na região sudeste e 18,5%. No sul do país estão 15,2% dos profissionais, enquanto o centro-oeste tem 9,7%. A região brasileira com menos nefrologistas é o norte, onde trabalham apenas 4,3% dos especialistas.

Remuneração

De acordo com um levantamento feito pelo site Trabalha Brasil, o nefrologista no início da carreira ganha uma salário que pode variar entre R$ 6 e R$ 11 mil. Esse número, no entanto, pode passar de R$ 28 mil quando se trata de profissionais experientes.

A residência médica em nefrologia

A residência médica em nefrologia dura dois anos e tem como pré-requisito outros dois anos de residência em clínica médica. O conteúdo dos programas pode variar, mas a Associação Médica Brasileira (AMB) faz algumas recomendações, como você confere a seguir:

  • unidade de internação: 25% da carga horária;
  • ambulatório de nefrologia geral e especialidades: 20% da carga horária;
  • serviço de terapia renal substitutiva (hemodiálise e diálise peritoneal): 20% da carga horária;
  • estágios opcionais: 10% da carga horária;
  • atividades didáticas: 10% da carga horária.

Além desse tópicos, que são obrigatórios, a AMB também indica alguns estágios opcionais:

  • imagem em nefrologia;
  • laboratório clínico;
  • nefrologia intervencionista;
  • nefro-pediatria;
  • nutrição;
  • unidade de terapia intensiva;
  • urologia;
  • transplante renal.

A residência tem carga horária de 60h semanais e uma bolsa de R$ 3.330,43.

A vida de um nefrologista pode ser muito agitada ou mais tranquila – tudo depende das escolhas feitas para a carreira. Independentemente do caminho escolhido, o médico precisa se dedicar muito aos estudos, ser persistente e gostar do contato com pacientes para ter sucesso como nefrologista.

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