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Nova onda de COVID-19 na Alemanha | Colunistas

Nova onda de COVID-19 na Alemanha | Colunistas

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Camila Figueira

6 min há 7 dias

A Alemanha vem registrando números crescentes de infecção pela COVID-19, assim enfrentando mais uma onda da doença no país. Porém o país não é o único do continente europeu a enfrentar mais uma onda de infecção pelo Sars-Cov-2.

O aumento de casos na Alemanha

Na segunda semana do mês de novembro registrou números altos de novas infecções na Alemanha, tendo o dia 11/11 registrado o número recorde de 50.196 novas infecções nas últimas 24 horas, segundo a CNN Brasil. Além disso, o número de mortes passou de 234 para 97.198, de acordo com o Instituto Robert Koch.

Apesar do aumento de casos e número de mortes, o governo optou por não estender o estado de emergência pelo país. A decisão tomada frente a essa nova onda de infecções foi o uso de máscaras obrigatório e distanciamento social em locais públicos até março de 2022.

Fonte: GOOGLE

O que mudou para a Alemanha perder o controle sobre a pandemia?

Segundo Our World in Data da Universidade de Oxford, o motivo do aumento de casos na Alemanha desde outubro de 2021 é devido a baixa taxa de vacinação no país. Em 12 de novembro de 2021 o país atingiu 67,4 % de pessoas totalmente vacinadas, e 69,9 % de pessoas com apenas uma dose. Deixando o país atrás de Portugal, Espanha, Irlanda e Itália em relação à população totalmente vacinada.

A baixa taxa de vacinação na Alemanha não é reflexo de falta de insumos ou relutância do governo de comprar vacinas, mas sim da presença de grupos antivacinas. Mesmo mostrando que a maior parte dos internados por COVID-19 nessa nova onda são as pessoas que não tomaram vacina, o governo alemão acredita que será muito difícil de convencer as pessoas antivacinas a se vacinarem.

Fonte: GOOGLE

Aumento de casos na Europa

A Organização Mundial de Saúde alerta que a Europa é, novamente, o epicentro da pandemia. Apesar de termos visto um grande declínio de casos de infecção por Sars-Cov-2 nos continentes europeu e asiatico, a pouco tempo os países desses continentes vem apresentando uma nova onda de aumento de casos pela COVID-19.

“ Com um aumento no número de casos de mais de 55% nas últimas quatro semanas, o continente europeu voltou a ser epicentro da COVID-19 e tem puxado o aumento mundial da doença, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na última semana, a Europa e a Ásia Central foram responsáveis por 59% dos casos globais e 48% das mortes relatadas.´´, segundo Nações Unidas Brasil.

Segundo a publicação feita em 5 de novembro de 2021 no veículo de informação das Nações Unidas Brasil, estima-se que se os países continuarem nesse caminho, o continente atingirá a marca de meio milhão de mortes até fevereiro de 2022. E segundo o diretor geral da Organização Mundial de Saúde, por já haver ferramentas disponíveis para prevenir a transmissão da COVID-19 e salvar vidas, essa nova onda não deveria estar acontecendo.

Reflexos no Brasil

No final de outubro, a Europa e a Ásia foram responsáveis por 48% dos óbitos registrados no mundo,e 59% de todos os casos. Na matéria publicada recentemente no Agência Brasil, “Segundo a OMS, se for mantida esta tendência, essas regiões poderão registrar mais meio milhão de óbitos por covid-19 até 1º de fevereiro de 2022, e 43 países enfrentarão novamente o risco de colapso nas capacidades de resposta dos seus sistemas de saúde. Os casos graves da doença têm se concentrado entre grupos não vacinados, especialmente em países com baixa cobertura vacinal.“

Segundo a Fiocruz “Diante deste novo cenário, o boletim coloca em pauta o debate sobre a necessidade de manutenção das medidas de distanciamento físico e de proteção individual no Brasil e ressalta a desaceleração do ritmo de vacinação de primeira dose contra a covid-19 no país´´.

Mesmo que os dados recentes publicados no Brasil podemos ver uma melhora significativa dos casos e óbitos no Brasil, é preciso lembrar que a pandemia não acabou e que uma nova onda de infecções é muito provável de acontecer em tempos de festas e férias, devido a maior circulação de pessoas e pouca medidas de distanciamento social e uso de máscaras em locais públicos.

Conclusão

Afrouxamento de medidas de distanciamento social e resistência de grupos a tomarem as vacinas contra a COVID-19 consequentemente levam a um aumento significativo de casos, causando uma nova onda da doença no país, não só na Alemanha. Esses comportamentos fizeram com que a Europa presenciou mais uma onda após meses de controle da infecção.

Esses ocorridos devem servir como alertas para os cidadãos brasileiros e autoridades, pois mesmo vivenciando agora um efetivo controle da pandemia após meses de caos no país, os casos e óbitos podem voltar a aumentar muito se a população o mínimo de medidas durante as festas de final de ano e carnaval.

Autora: Camila  Figueira

Instagram: @camiifigueira

O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto

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Referências

https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/alemanha-registra-mais-de-50-mil-casos-diarios-de-covid-19-pela-primeira-vez/

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-59259453

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-11/fiocruz-onda-de-covid-19-na-europa-e-na-asia-e-alerta-para-o-brasil

https://brasil.un.org/pt-br/156993-europa-vive-aumento-de-casos-e-volta-ser-epicentro-da-covid-19

https://www.google.com/search?q=aumento+de+casos+de+covid+na+alemana&oq=aumento+de+casos+de+covid+na+alemana&aqs=chrome..69i57j0i13j69i60j5j69i60j69i61j69i60j69i65.6208j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/o-que-explica-a-alta-de-covid-19-na-europa-e-o-que-isso-representa-para-o-brasil/

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