Coronavírus

O Coronavírus e o risco da ciência feita as pressas

O Coronavírus e o risco da ciência feita as pressas

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Sanar Saúde

3 min há 529 dias

Em meio a pandemia do covid-19, as empresas de saúde e biotecnologia se viram em uma corrida para obtenção da cura. O problema é que a ciência feita as pressas pode não ser a mais assertiva.

Nesse sentido, duas revistas médicas mundialmente famosas, se retrataram por erros em seus estudos. Os quais desencadearam uma série de eventos baseados nesses artigos inverídicos. Saiba mais a seguir.

O uso da hidroxicloroquina e o coronavírus

Duas revistas de alto impacto na comunidade acadêmica fizeram retratações sobre os artigos publicados em seus periódicos.

A primeira revista que fez a retratação foi a The Lancet, e o artigo em questão fala justamente sobre o uso da Cloroquina no tratamento de pacientes com coronavírus. Como resultado, esse estudo demonstrava uma falta de eficiência do uso desse fármaco nos pacientes com COVID-19.

Esse resultado acabou entrando em uma polêmica sensível, e por isso a retratação teve uma grande repercussão. Além disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS), teria suspendido suas pesquisas por conta desse artigo.

No entanto, como houve essa retratação a OMS voltou atrás em sua decisão, e optou pela retomado dos estudos. A fim de cobrir os estudos em todos os medicamentos e tratamentos possíveis para o combate dessa doença.

Doenças cardiovasculares e o coronavírus

Outra revista, a NEJM, fez um estudo que afirmava que o uso de alguns anti-hipertensivos não aumentava o risco de morte por COVID-19. O estudo, no entanto, assim como o primeiro, apresentou discrepâncias importantes.

Havia erros nos dados que apontavam, por exemplo, o número de mortos por COVID-19 no Hospital o qual a pesquisa estava sendo feita.

Sendo assim, o jornal The Guardian publicou duas matérias sobre as inconsistências desses artigos. Vale ressaltar que, ambos utilizavam dados da Surgisphere. Pesquisando mais a fundo, o The Guardian publicou que a Surgisphere contratava funcionários sem conhecimento técnico – como uma modelo e um autor de ficção científica.

Por fim, as revistas publicaram notas de retratação desses artigos, a fim de minimizar os impactos daquele estudo incoerente na comunidade científica.

Confira o vídeo:

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