Residência Médica

O que é ser um bom residente? Veja atitudes indispensáveis para o sucesso

O que é ser um bom residente? Veja atitudes indispensáveis para o sucesso

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Quer ser um bom residente? Continue lendo esse post para ver várias orientações valiosas.

Passou no processo seletivo para residência médica? Se sim, agora, chegou o momento de se preparar para o que vai enfrentar durante o programa. Afinal, são dois ou três anos de intenso aprendizado e muitas experiências únicas. 

O primeiro passo para se preparar é refletir sobre o que é ser um bom residente e quais atitudes são indispensáveis para aproveitar ao máximo a residência. 

Bom residente: o aprendizado é contínuo 

O residente precisa determinar objetivos de aprendizado para todo o programa e isso vai além do que será explanado no cotidiano da residência. Você precisa ter sempre em mente quais áreas você tem dúvidas ou fraquezas, quais conhecimentos técnicos ou práticos precisa mais fortalecer.

Com isso estabelecido, converse com seus mentores sobre suas dificuldades e tire dúvidas sempre que surgirem. Nunca se esqueça que toda dúvida é válida e esse é o momento de ter dúvidas, de sanar questionamentos. 

Aproveite para pedir conselhos, indicações de livros ou artigos sobre tópicos específicos que deseja aprender mais. Além disso, esteja preparado para ouvir feedback, analisá-los e tirar delas as ponderações que você pode aplicar na rotina. 

Como ser um bom residente e garantir uma carreira de sucesso? 

A Sanar Residência Médica convocou o Dr. Vinícius Côgo, que é professor da Sanar e especialista em carreira médica, para falar sobre o assunto. O médico reuniu quatro atitudes indispensáveis para o sucesso. Confira: 

1- Tenha compromisso com o paciente

“O paciente não sabe que você é um residente. Ele vê você como médico. Você é a única pessoa que ele confia e acredita que esteja ali, então não pode usar a desculpa que você é só um residente. Você precisa assumir 100% o seu paciente e conduzi-lo até o final”, explica o Dr. Vinícius. 

2- Cuidado com os colegas

“Cuide dos seus colegas de residência. Lembre que são somente dois ou três anos que você vai estar ali com ele, mas no final das contas vocês vão ser colegas de 40 anos de vida. E o que conta na verdade não vai ser sua habilidade técnica com o paciente e sim a sua habilidade social com o paciente e com seus próprios colegas”, indica o médico. 

“Quem você acha que as pessoas vão indicar [para uma vaga de emprego] no futuro? Aquele colega que é extremamente bom, mas é arrogante ou aquele colega que talvez não seja tão bom, mas é extremamente amável? O amável. As pessoas indicam os amáveis, então cuide dos seus colegas de residência”, complementa. 

3. Menos competição e mais cooperação

“Não seja competitivo, seja muito mais cooperativo. A residência é o início de uma grande maratona da sua vida profissional. Seja cooperativo com seus colegas de profissão, seja com as outras pessoas – os técnicos de enfermagem, os fisioterapeutas, os fonoaudiólogos, administradores e todos os outros times do hospital. Inclusive, é com as pessoas que nem da área de saúde são que a sua vida profissional é formada”, detalha. 

“As pessoas vão lembrar de você muito mais pela sua simpatia e cooperação com o sistema do que pela competição por ser melhor. O melhor é lembrado por alguns momentos, mas a pessoa amável é lembrada para sempre”, aconselha. 

4. Aproveite cada paciente

“Durante a residência, você terá vários pacientes e pensa que cada um deles vai te ensinar algo. Sempre pense que ao final da residência você vai estar sozinho para atender e tomar decisões. Na residência você tem uma pessoa te ajudando – o assistente, o preceptor -, então aproveite para tirar todas as suas dúvidas. Aprender o máximo possível e usar a capacidade de outras pessoas junto com a sua para poder saber como conduzir da melhor forma os pacientes”, orienta Vinícius Côgo. 

5. Trabalhe e descanse

“Tenha uma rotina de exercícios e de alimentação equilibrada, se cuide. A residência não é desculpa para você ganhar 10 quilos em 2 anos. Ela é o início da sua vida profissional, que é o espelho que você vai ser. É essencial que você encontre tempo para tudo e não fique apenas focado em ser residente. Afinal, antes de ser médico você é um ser humano”, inicia.

“Dos colegas que conheci, os que conseguiram equilibrar a vida pessoal e profissional, cuidar da saúde física e mental na residência foram os que se tornaram pessoas agradáveis e bem-sucedidas na vida depois de residentes”, completa.

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