Coronavírus

O que esperar do “novo normal” depois da Covid-19?

O que esperar do “novo normal” depois da Covid-19?

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Sanar Saúde

4 minhá 298 dias

O que vai ser do futuro depois da pandemia é a pergunta de um milhão de dólares. Não dá pra dizer ao certo, visto que nem mesmo conhecemos o novo coronavírus por completo. No entanto, o presente nos dá pistas do que pode vir a ser o famigerado “novo normal” que muita gente espera.

O neurocientista Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, compartilhou alguns insights interessantes em entrevista à Veja Saúde. De acordo com o especialista, tendemos, por exemplo, a abandonar os dois beijinhos no rosto do cumprimento e a aderir de vez ao uso das máscaras. Este último tem tudo para ser um dos novos hábitos mais desafiadores.

“Mas a gente tem capacidade de se adaptar muito grande. Isso já está acontecendo durante a pandemia. Claro que tem choque muito grande em todo esse processo, mas a gente vai acabar mudando”, afirmou.

Separamos abaixo algumas pistas do que será o “novo normal” depois da pandemia.

Nova etiqueta

Vamos ter que abandonar os dois beijinhos e o abraço que costumávamos usar ao cumprimentar conhecidos. O neurocientista Stevens Rehen acredita que essa restrição deve ser mais aguda logo que for superado o estado de pandemia, mas não deve durar muitos anos. Nesse período deverão surgir alternativas.

Quem sabe não normalizamos o toque de cotovelo mesmo?!

Bares vão se adaptar

Nada de bares apertados, todas as mesas muito próximas ou aquela aglomeração no banheiro da balada. O distanciamento mínimo entre as pessoas deverá virar regra. Os bares vão ter mesmo que se adaptar, criar novas dinâmicas para receber o público.

Rehen chama a atenção para os banheiros. Em sua avaliação, será preciso pensar formas de abrir e fechar as portas, para que se evite usar as mãos.

Uma aposta: alguma forma de abrir e fechar com os pés. O que poderia ser?

Máscaras para tudo

Um hábito simples, mas certamente o mais desafiador. Usar máscaras em 90% do tempo será necessário para que possamos nos proteger da Covid-19 e de outras doenças, mas essa “nova normalidade” deverá trazer algumas consequências que exigirão um pouco mais de habilidade de nossa parte.

O neurocientista Stevens Rehen lembra que nós precisamos de informação das regiões dos olhos, abaixo dos olhos, nariz e boca para entender o estado emocional do outro. Se perdemos de vista algum desses elementos, já limitamos nossa capacidade de decodificar uma expressão facial.

“Como vai ficar a relação de negócios? A parte da comunicação não-verbal vai estar comprometida. Da mesma forma, num julgamento. Isso vai mexer com as relações sociais, e também quanto ao próprio aprendizado; no teatro. Isso tudo vai mudar. Vamos ter que ser criativos”, constata.

Home office pra valer

Desde o início da pandemia, muitas categorias profissionais passaram a exercer suas atividades de casa. O home office, antes uma possibilidade para poucos, se tornou a saída que muitos encontraram para seus negócios continuarem funcionando.

Rehen acredita que a tendência é o fortalecimento dessa modalidade. É, sim, possível que a sociedade incorpore o home office como uma estratégia funcional.

Embora o que tenha sido apresentado seja mera especulação a partir da observação do entorno, o neurocientista Stevens Rehen tem certeza que pelo menos a possibilidade de mudar é real. Voltar a ser o que era antes é uma questão de escolha, assim como adotar para nossas rotinas o que é útil de alguma forma.

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