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O que o médico não deve nunca fazer na relação com os pacientes?

O que o médico não deve nunca fazer na relação com os pacientes?

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A prática médica é cheia de desafios, dos mais técnicos da profissão a forma de lidar com as pessoas. Isso porque a relação entre o médico e o paciente vai fazer toda diferença para um bom diagnóstico do problema do paciente e eficácia no tratamento.

Na série “Médico Prime”, a Dra. Maitê Dahdal, comentou sobre importância de estabelecer uma relação de confiança com o paciente.

“É essa relação que vai determinar tudo. Desde o paciente seguir o tratamento que você indicou até ele retornar para uma consulta de revisão. Isso porque quando o paciente fica insatisfeito com uma consulta ele tende a levar para casa as suas dúvidas, podendo, inclusive, desistir de cuidar do problema que precisa tratar”, reforçou a médica.

Maitê Dahdal ainda deu dicas de como fazer uma consulta médica de qualidade em 15 minutos. Que você pode conferir no vídeo abaixo:

Mas o foco deste texto é deixar claro para você o que o médico não pode fazer em seu relacionamento com o paciente. Pronto(a) para aprender tudo o que precisa para evitar erros?

O que diz o Código de Ética Médica sobre a relação com os pacientes?

Ao médico é vedado, entre outras coisas:

  • Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte.
  • Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação ao seu representante legal.
  • Exagerar a gravidade do diagnóstico ou do prognóstico, complicar a terapêutica ou exceder-se no número de visitas, consultas ou quaisquer outros procedimentos médicos.
  • Abandonar paciente sob seus cuidados.
  • Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto.

Alerta do especialista para não errar no atendimento

Em sua participação no Sanarcon, congresso de medicina da Sanar, o Dr. Saulo Ciasca falou sobre o que todo médico deve saber sobre LGBTQIA (independe da especialidade em que atua).

O psiquiatra explicou que os profissionais de saúde não estão preparados para atender essas pessoas.

“Não sabem o básico do atendimento, que é saber orientação sexual e identidade de gênero. Ao não saber lidar com essas pessoas, eles cometem erros. Erros que fazem com que as pessoas tenham barreiras de acesso na saúde e a saúde fica pior”.

O Dr. Saulo deu algumas orientações do que evitar durante o atendimento. São elas:

  • Lembre-se de perguntar o nome da pessoa, como ela prefere ser chamada, ao começar qualquer atendimento;
  • Não pressupoa que sabe qual é o sexo biológicodo paciente;
  • Evite supor a prática sexual da pessoa baseada na orientação sexual dela;
  • Não pressupoa que sabe qual é a identidade de gênero da pessoa.

Referências do texto: série Médico Prime, depoimento do Dr. Saulo e o Código de Ética Médica.

Sugestão de leitura complementar sobre a relação com os pacientes

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