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O Sonho de ser médico nos EUA: passo a passo | Colunistas

Com muitas instituições de saúde vistas em diversos seriados médicos, muitos institutos de pesquisa (e pesquisadores de vanguarda) e tecnologia de ponta, faz se tornar médico nos Estados Unidos parecer um sonho.

Imagine-se no lugar daqueles médicos, até mesmo como algum residente em atendimentos de emergência (ou outros) como nos seriados. Entretanto, cursar medicina nos EUA pode ser uma tarefa muito desafiadora. Há alguns relatos práticos de que esse sonho pode ser inviável, vejamos o porquê.

                O curso de medicina nos Estados Unidos, quando concluído, outorga o título de Medical Doctor (MD). Desta maneira, ela é, comparando ao Brasil, como uma pós-graduação. Se compararmos com os próprios cursos de pós-graduação americanos, equivaleria à um doutorado ou PhD.

                Um outro fator limitante para conseguir cursar medicina nos EUA é o fato de, diferentemente do Brasil, onde temos faculdades públicas de boa qualidade, a pós-graduação é paga. Em três anos de formação, o estudante tem que arcar com custos (apenas com a formação) que podem chegar à $ 250.000 dólares.

                Como dito acima, uma vez que o curso é uma pós-graduação, é necessário cursar uma graduação anteriormente, o que prolonga o tempo necessário para formação para mais de seis anos (duração do curso de medicina no Brasil). Nesta graduação, então, é necessário cursar as disciplinas do Pre-Med. Essas disciplinas não estão reunidas em um único curso, de forma que o estudante precisa se inserir em áreas correlatas, como física, química, biologia, neurociência, química orgânica e ciência do comportamento.

                Além disso, é necessário construir um currículo respeitável, com atividades como pesquisa, voluntariado e experiência clínica observacional. Tudo isso é necessário para se preparar para o MCAT (Medical College Admission Test – Teste de admissão na faculdade de medicina, em tradução livre), um teste realizado em computador, com múltiplas questões e que dura quase 8 horas.

                Outra condição que dificulta o processo para quem não tem nacionalidade americana é o fato de que há poucas vagas para alunos internacionais. Além disso, as limitadas bolsas oferecidas para estudantes de medicina são do Governo Federal americano e são direcionadas exclusivamente a estudantes com nacionalidade americana. Os empréstimos, em média, com aqueles valores de 250 mil dólares, não deixam de ser uma opção, embora sejam também difíceis, pois são exigidos fiadores com nacionalidade americana.

                Depois de todo o Pre-Med e se envolver em diversas atividades, fazer uma boa pontuação no MCAT, é importante enviar cartas de recomendação e comprovação dos estágios e atividades realizados pelo estudante para as universidades pretendidas. A partir daí, ele pode ou não ser selecionado para uma entrevista em que terá o seu futuro decidido (se será aceito ou não naquela universidade). Nessa última etapa, relatos falam sobre a dificuldade em ser aprovado na entrevista pelo fato de ser estrangeiro.

                Não pretendia, neste texto, desmotivar aqueles que tem o sonho de cursar medicina nos EUA. Entretanto, pode ser que o que você busque por lá, nessa esfera profissional, possa ser alcançado de outras maneiras. Quem sabe uma residência médica por lá? Podemos conversar sobre isso depois…

 Um abraço, do seu colega Érico


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