Coronavírus

OMS alerta para sequelas da COVID-19 que podem surgir meses após infecção

OMS alerta para sequelas da COVID-19 que podem surgir meses após infecção

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Sanar

4 min há 275 dias

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Observatório Europeu de Sistemas e Políticas de Saúde alertaram para a necessidade de cuidados continuados e prolongados para pessoas que tiveram sequelas da COVID-19.

De acordo com as entidades, a cada dez pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2, uma sofre com problemas de saúde que persistem por até 12 semanas. O diretor-geral da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, disse que esses casos são “um motivo extra de preocupação”.

Ele informou ainda que até o momento não se sabe a porcentagem dos doentes que sofrem com sequelas de longo prazo, mas que a OMS está trabalhando para recolher essas informações rapidamente, o que também deve ser prioridade de todos os sistemas de saúde.

Muitos pacientes afetados estão reclamando de estigmas e de dificuldade para acessar os serviços de saúde e cuidados especializados. Associações de paciente da Europa pedem o reconhecimento dos impactos da COVID-19, sejam médicos, psicológicos ou sociais, e uma maior conscientização entre os profissionais da saúde.

Sintomas de sequelas de COVID-19

Embora as informações ainda sejam escassas, o documento da OMS destacou um conjunto de sintomas físicos preocupantes, como fadiga severa e aumento do risco de danos ao coração, pulmões e cérebro.

O que os especialistas já mapearam é que um quarto das pessoas com COVID-19 sofre com sintomas persistentes entre quatro e cinco semanas após o teste positivar. Isso pode impactar a qualidade de vida dos pacientes e, inclusive, a capacidade de voltar às atividades do dia a dia.

A OMS destaca ainda que essas informações devem ajudar a definir políticas de saúde, com abordagens multidisciplinares, novas vias de atendimento, serviços apropriados, incluindo reabilitação, envolvimento de pacientes para promover autocuidado, além de criação de sistemas de vigilância.

A compreensão do impacto clínico das condições pós-COVID-19, porém, só será atingida com estudos multidisciplinares e longitudinais, com grandes populações. Alguns já estão em andamento, mas ainda não tiveram tempo de coletar informações suficientes.

A autora principal do documento, Selina Rajan, disse que a pandemia “demonstrou a importância de envolver os pacientes na pesquisa, mas que “ainda há muito a ser compreendido sobre as consequências de longo prazo das infecções em crianças e adultos, e as intervenções necessárias para tratá-las”. As informações são do Uol.

Sequelas cognitivas

Um levantamento inédito do Instituto do Coração (InCor) com recuperados de COVID-19 descobriu que, das 4.500 pessoas que responderam um questionário online, 80% relatam sequelas cognitivas.

Dentre elas, dificuldade de concentração e atenção, sonolência diurna, dores de cabeça, perda de memória e até diminuição da coordenação motora. Segundo o estudo, os problemas aparecem porque o vírus baixa o nível de oxigênio do infectado, o que acomete diretamente o sistema nervoso central.

Médicos de diversas especialidades estão recomendando check-up geral para pacientes recuperados, mesmo aqueles que tiveram sintomas leves da doença ou que ainda não identificaram sequelas.

Neste post você encontra mais informações sobre alguns fatores que explicam a persistência de sintomas da COVID-19.

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