Coronavírus

Pesquisadores aumentam para 7 os sinais que podem indicar a presença de COVID-19

Pesquisadores aumentam para 7 os sinais que podem indicar a presença de COVID-19

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Sanar

4 minhá 54 dias

O rol de sintomas que orienta os pedidos de exame diagnóstico para detectar a presença de COVID-19 é composto por febre, tosse e perda de paladar ou olfato. Agora, pesquisadores do Reino Unido pedem que as autoridades de saúde incluam na lista mais quatro sinais: fadiga, dor de cabeça, dor de garganta e diarreia.

Os autores da proposta estão à frente do aplicativo Zoe, que estuda os sintomas da COVID-19 em parceria com o King’s College London, em Londres. O grupo indica que ao ampliar a lista de sintomas seriam identificados 40% mais casos da doença.

A equipe esteve entre as primeiras a identificar a perda de olfato e paladar como sintoma provocado pelo novo coronavírus, o que foi possível graças ao volume de informações cadastradas no aplicativo.

Os sete principais sintomas foram filtrados a partir dos dados fornecidos por 120 mil adultos ao aplicativo. Do total, 1,2 mil foram diagnosticados com COVID-19. Para os pesquisadores, o paciente que apresente qualquer um dos sete sintomas deveria estar elegível ao teste de PCR, padrão ouro no diagnóstico da doença.

“Os principais sintomas foram cuidadosamente selecionados para identificar aqueles com maior probabilidade de terem COVID-19, ao mesmo tempo em que excluem uma grande quantidade daqueles que não têm a doença”, afirmou um porta-voz do Departamento de Saúde e Serviço Social, segundo informações da BBC Brasil.

Teste para todos

Apesar do alerta do estudo, as autoridades de Saúde do Reino Unido temem que ampliar a lista de sintomas aumente a procura pelos testes, o que pode sobrecarregar o sistema de saúde.

Como os sintomas são bastante comuns e podem surgir a partir das mais diferentes causas, um volume maior de pessoas que não estão infectadas com o coronavírus também serão testadas.

Ainda de acordo com a BBC Brasil, os próprios pesquisadores envolvidos no estudo estimam que o total de resultados negativos para cada positivo aumentaria de 46 para 95, mas argumentam que o país hoje tem condições de fazer frente ao aumento de demanda.

“Quando os testes de PCR eram escassos, fazia sentido uma maior restrição”, afirma Claire Steves, que lidera o estudo. “Agora, o Reino Unido tem testes o suficiente, graças ao esforço feito pelos laboratórios em todo o país, e cada diagnóstico positivo ajuda a salvar vidas”.

Outro pesquisador que coordena o estudo, Tim Spector, disse que focar a testagem apenas nos três sintomas clássicos – tosse, febre e anosmia [perda de olfato] – significa perder uma proporção significativa de casos positivos. “Para nós, a mensagem para o público é clara: ‘Se você não estiver se sentindo bem, isso pode ser COVID e você deveria ser testado’”.

Nova variante

Segundo Spector, o aumento do rol de sintomas para diagnóstico de COVID-19 se faz ainda mais necessário com a identificação de variantes mais transmissíveis do SARS-CoV-2.

Um estudo conduzido pelo Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido identificou tosse, fadiga, dor de garganta e dor muscular como os sintomas mais comuns entre os infectados pela nova variante.

Em entrevista ao programa Inside Health, da BBC Radio 4, a médica Margaret McCartney propôs que se levasse em conta a gama mais ampla de sintomas para requisição de testes em regiões onde há sabidamente maior circulação do vírus.

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