Coronavírus

Pfizer e BioNTech revisam dados e anunciam que vacina pode ser mantida em refrigeradores tradicionais

Pfizer e BioNTech revisam dados e anunciam que vacina pode ser mantida em refrigeradores tradicionais

Compartilhar

Sanar

3 min há 160 dias

A farmacêutica norte-americana Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech revisaram dados de armazenamento da vacina contra a COVID-19 que desenvolveram. De acordo com as empresas, o imunizante pode ser conservado a -25ºC por até duas semanas.

Anteriormente, a recomendação era manter o produto a -70ºC, em freezers ultracongelados, e transportá-lo somente em bolsas com gelo seco, desenvolvidas pela própria Pfizer. Os novos dados foram submetidos à agência de saúde norte-americana Food and Drug Administration (FDA) na última sexta-feira (19/02).

Em comunicado oficial, o presidente e diretor executivo da Pfizer, Albert Bourla, afirmou que a novidade permitirá que a vacina seja mais acessível, já que freezers e refrigeradores farmacêuticos tradicionais conseguem alcançar temperaturas em torno de -20ºC.

“Se aprovada, esta nova opção de armazenamento oferecerá às farmácias e centros de vacinação maior flexibilidade na forma como administram o fornecimento da vacina”, afirmou Bourla.

Já o CEO e co-fundador da BioNTech anunciou que os estudos para aumentar a temperatura de manuseio da vacina seguirão. “Continuaremos explorando nossa expertise para desenvolver novas formulações que poderão tornar nossa vacina ainda mais fácil de transportar e usar”.

No modelo anterior, o medicamento poderia ser mantido por até seis meses nos ultracongeladores e por até 30 dias nas bolsas com gelo seco (com reabastecimento do gelo seco a cada cinco dias). Agora, se mantida a -25º C, a vacina pode ser conservada por até duas semanas.

Vale dizer que, apesar de conservada em temperaturas ultra baixas, a vacina da Pfizer/BioNTech é aplicada em temperatura ambiente. As empresas também informaram que os novos dados serão enviados às agências reguladoras globais nas próximas semanas.

Eficácia na primeira dose

Outra boa notícia sobre o imunizante da Pfizer/BioNTech partiu de um estudo preliminar publicado na última quinta-feira (18/02) na revista científica The Lancet. Segundo os autores, a vacina foi capaz de reduzir em 75% a transmissão do SARS-CoV-2 menos de um mês após a primeira dose.

Além disso, diminuiu em 85% os casos sintomáticos de COVID-19. A pesquisa, realizada com 9.109 profissionais de saúde do maior hospital de Israel, é uma das poucas que já mostraram a capacidade das vacinas de reduzir a transmissão do novo coronavírus.

Os autores do estudo pontuam, no entanto, que os resultados precisam de validação adicional e que as reduções observadas em profissionais de saúde podem ser diferentes das vistas na população em geral, por causa da maior exposição desses profissionais ao vírus.

Mesmo assim, a descoberta é importante porque dá suporte à possibilidade de adiar a segunda dose da vacina, que vem sendo estudada em todo o mundo em resposta a um cenário de escassez de imunizantes.

“As reduções precoces das taxas de Covid-19 fornecem suporte para o adiamento da segunda dose em países que enfrentam escassez de vacinas e recursos escassos, de modo a permitir maior cobertura da população com uma única dose”, avaliam os cientistas no artigo, pontuando também a necessidade de acompanhamento de longo prazo para avaliar a efetividade da dose única. 

*Com informações do G1.

Quer as principais notícias da Sanar no seu celular todos os dias? Então faça parte do canal Sanar News no Telegram agora mesmo!

Compartilhe com seus amigos:
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.