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Por que não há um padrão de tratamento para a Covid? | Colunistas

Por que não há um padrão de tratamento para a Covid? | Colunistas

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Megan Grazielly

18 min há 50 dias

Por mais de um ano da pandemia COVID-19, há diversos documentos relevantes para auxiliar a população e os profissionais da saúde a compreender a quantidade de pesquisas sobre o COVID-19. Médicos estão mundialmente abordando, no momento atual, a utilização potencial de medicamentos e possibilidades de tratamento, mas as evidências para a maior parte se mantém insuficiente e continuamente anedóticas, assim, muitos não avançam para grandes ensaios de tratamento.

O tratamento para Covid-19 tem sido uma questão polêmica em diversos países, alguns chefes de governo e estado assumiram algumas posições decididamente anticientíficas. No Brasil, como o presidente é de extrema direita e apresenta sucessivos desrespeitos pela ciência – que poderia, no que lhe concerne, influenciar eleitores de direita a defender tal ponto de vista – durante a pandemia, recusou vacinas, recomendações de saúde pública de especialistas, enalteceu tratamentos contra o Covid-19 não evidenciados e desacreditou a eficácia das máscaras, para a exasperação dos apoiantes da ciência.

A sociedade científica praticou variados estudos meticulosos para avaliar a eficácia de medicamentos apresentados como possíveis tratamentos da COVID-19. O nomeado “Kit COVID”, no Brasil, é composto por hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina se mostraram ineficazes ou até mais prejudiciais do que benéficos quando administrados nos quadros leves, moderados e graves da doença.

Mesmo com essas informações o suporte ao kit covid por parte da população e profissionais tem percorrido nas mídias e em grupos do WhatsApp, com boatos de que os remédios estão sendo vetados propositalmente. Em frente às incertezas e discordâncias do assunto, a população sai perdendo, se arriscando. O esforço por um tratamento correto e a vacina se mantêm mais difíceis quando especialistas, divulgadores e políticos não atingem um compromisso para orientar a população de forma correta.

Influência do partidarismo no tratamento

Logo após o então presidente americano Donald Trump comunicar mundialmente o uso profilático de hidroxicloroquina, o presidente do Brasil Jair Bolsonaro iniciou uma série de propagandas e chegou até a solicitar à Fiocruz a orientação para indicar por prescrição o uso do medicamento contra a Covid19. Bolsonaro se justificou embasado no estudo do especialista francês em doenças infecciosas Didier Raoul que mostravam resultados positivos do uso da hidroxicloroquina, mas a Associated Press publicou dados de estudos americanos em que a análise das histórias de casos de pacientes que foram tratados com o medicamento mostrou que a hidroxicloroquina foi menos útil do que os medicamentos convencionais. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o Instituto Nacional de Saúde do país retiraram o medicamento, originalmente criado para combater a malária, do coquetel de drogas recomendado contra a covid-19. A agência reguladora de medicamentos e alimentos (FDA), revogou a autorização do uso emergencial, para que os hospitais americanos ministrassem hidroxicloroquina aos pacientes com covid-19. No Brasil, médicos apoiadores do presente formaram a Associação Médicos Pela Vida, que assinou a publicação de um comunicado pró-cloroquina, de cunho negacionista e anticientífico sobre a pandemia de covid-19, em jornais. Entre os 70 profissionais que consistem no site da associação, encontra-se o médico Carlos Eduardo Nazareth Nigro, famoso por postagens reforçando o discurso de Bolsonaro contra o isolamento social e a vacinação. Nigro é apontado como referência em uma das notícias falsas mais divulgadas sobre a covid, a que afirma que o “uso de máscaras é prejudicial à saúde, não reduz o risco de contágio e tem como único objetivo instaurar o pânico”. A informação é falsa. O negacionismo sobre as medidas de biossegurança na pandemia e o uso constante das redes sociais são traços comuns a quase todos os nomes da lista de adeptos do Kit Covid.

Os médicos devem ser guiados por órgãos técnicos que estão na linha de frente.

Mesmo com entidades médicas e científicas advertindo sobre o uso do “kit covid”, médicos apoiantes de Bolsonaro encaram as conclusões e indicações da OMS e alta-roda da ciência mundial em defesa da opinião do presidente. Nise Yamaguchi, a médica bolsonarista paulistana por antonomásia, se apresentou para defender a cloroquina até mesmo no Senado Federal. Isso ocorre quando a atuação política ocupa a área de Saúde e apodera uma parte dos seus agentes. 

O Kit Covid

Com a hidroxicloroquina conquistando manchetes e debate mundial, médicos comprometidos com a medicina baseada em evidências declaram que o remédio é um imunomodulador usado para tratar a artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico e malária. Pesquisas já expuseram que o uso da hidroxicloroquina não reduz a mortalidade dos pacientes com Covid-19. A Organização Mundial da Saúde (WHO/OMS) afirmou que as evidências científicas disponíveis sobre benefícios do uso de cloroquina ou hidroxicloroquina são insuficientes para que seja feita uma recomendação. Outros remédios surgiram como profilaxia e cura para Covid-19. A Ivermectina, por exemplo, foi até mesmo apelidada de “nova hidroxicoloroquina ”, após um tratamento obter quantidade expressiva de suporte online.

A Ivermectina

 No início de 2020, uma matéria publicada (sem revisão por pares ) mostrou que a ivermectina limita a replicação do SARS-CoV-2 , em circunstâncias laboratoriais. No final do mesmo ano, uma pesquisa na Índia foi capaz de concentrar efeitos de quatro pequenos estudos de ivermectina como complementação no tratamento dos pacientes. Esta revisão apresentou uma boa evolução estatisticamente considerável na sobrevida entre os que usaram ivermectina além de outros tratamentos. Mas até mesmo os autores do estudo comunicaram abertamente que a qualidade das evidências era baixa e que os resultados precisam ser discutidos com cuidado. Como é o caso para revisões de diversos estudos pequenos, o próprio estudo sugere mais ensaios para indicar se a ivermectina era de fato clinicamente eficaz. Mais tarde, uma polêmica sobre um artigo da Front Line COVID-19 Critical Care Alliance surgiu, médicos e pesquisadores que estariam em atividade de lobby para o uso de ivermectina. O artigo que traz o resumo dos ensaios sobre os efeitos da ivermectina, foi momentaneamente aceito e publicado na revista Frontiers in Pharmacology em janeiro de 2021, mas recusado e retirado do site da revista dois meses depois da publicação por ser impreciso. Após um  ensaio clínico randomizado maior foi constatado que não há fundamento em usar ivermectina durante os sintomas de adultos com COVID-19 leve .

Azitromicina

O uso de azitromicina em pacientes internados no hospital com covid-19 deve ser restrito a pacientes nos quais há uma indicação antimicrobiana clara, não havendo evidência disponível até o momento que favorece seu uso de forma empírica apenas pelo diagnóstico de covid-19. Quanto ao uso de AZT e outras drogas para profilaxia da COVID-19, essa prática é desencorajada pela SBI, pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e pela OMS. A SBPT se posicionou no final de junho alertando que não há evidências científicas que apoiem o uso de nenhum medicamento para impedir a instalação da doença. Ademais, a AZT é um fármaco antibiótico, assim, não há indicação para sua utilização em infecções virais, havendo a possibilidade de propiciar a seleção de cepas bacterianas resistentes. apenas até a confirmação ou descarte de uma infecção bacteriana concomitante.antibioticoterapia é mantida mesmo após a confirmação da síndrome respiratória viral, o que poderia resultar nesse aumento no risco de infecções bacterianas futuras na internação. O tratamento com antibióticos empíricos deve ser indicado quando houver suspeita de coinfecção bacteriana e deve ser baseado no diagnóstico clínico (pneumonia adquirida na comunidade, pneumonia hospitalar, associada à ventilação mecânica ou sepse), epidemiologia local e dados de suscetibilidade

Medicamentos Autorizados

Atualmente há aprovação para dois remédios para o tratamento da COVID-19 no Brasil, o Remdesivir e o Regn-CoV2, igualmente divulgados como coquetel de anticorpos. Estas drogas são apropriadas só para alguns pacientes e são capazes de ajudar a eliminar o vírus do corpo, aligeirando a cura da infecção. Apenas medicações para o alívio de sintomas são indicados para o tratamento de casos leves, estes são: Antipiréticos: em casos de febre; Analgésicos: para dores musculares no corpo; Antibióticos: em eventuais infecções bacterianas que possam decorrer da COVID-19.

Remdesivir

Cientistas canadenses da Universidade de Alberta descobriram que a droga bloqueia a multiplicação do coronavírus . Estudos comprovaram a eficácia de um agente antiviral no tratamento da síndrome respiratória MERS e SARS-CoV, cuja estrutura de RNA é semelhante à do coronavírus19. Os virologistas obtiveram resultados idênticos com o SARS-CoV-2, que causa o COVID-19, e concluíram que o Remdesivir poderia ser usado para o tratamento. O New England Journal of Medicine também publicou os resultados de um estudo em que o uso da droga melhorou o estado de saúde de 68% dos pacientes. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou no parlamento em 28 de abril que planeja autorizar o uso de remdesevir para o tratamento de COVID-19. Nos Estados Unidos, o medicamento foi testado com sucesso e o FDA emitiu uma licença de emergência para seu uso.. No entanto, em outubro de 2020, a Organização Mundial de Saúde desaconselha seu uso para a Covid, dizendo que “parecia ter pouco ou nenhum efeito na Covid hospitalizada”, em termos de taxas de mortalidade, tempo de permanência no hospital ou gravidade da doença  trabalho feito para encontrar tratamentos

Investigação e aplicação medicamentosa

O Reino Unido está realizando o maior ensaio clínico do mundo , chamado Recovery, com a participação de mais de 12.000 pacientes – é um dos poucos ensaios que deu uma visão definitiva sobre quais drogas funcionam e não funcionam

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está realizando o estudo Solidariedade para avaliar tratamentos promissores em países ao redor do mundo

Várias empresas farmacêuticas estão realizando testes de seus próprios medicamentos

Drogas antivirais que afetam diretamente a capacidade do coronavírus de se desenvolver dentro do corpo, Medicamentos que acalmam o sistema imunológico (Covid-19 grave é causado pela reação exagerada do sistema imunológico dos pacientes e danificando o corpo) e Anticorpos que podem atacar o vírus, retirados do plasma sanguíneo dos sobreviventes ou feitos em um laboratório. Drogas diferentes funcionam melhor em estágios diferentes – como antivirais no início e drogas imunológicas em doenças em estágio avançado. Combinações de terapias também serão investigadas.

Dexametasona e Hidrocortisona

mostrou reduzir o risco de morte em um terço para pacientes em ventiladores e em um quinto para aqueles em oxigênio. Outros dados sugerem que outro esteróide, a hidrocortisona, também é igualmente eficaz. Ambos acalmam a inflamação (parte da resposta imunológica) no corpo, que pode ser prejudicial em casos graves.

Dois tipos principais, ambos imunomoduladores para pacientes tratados internados no hospital. O uso dessas drogas para covid-19 ainda é off-label e de emergência. Os corticosteróides, especialmente a dexametasona barata e facilmente disponível, aparece como provável intervenção mais importante para tratar sintomas graves até agora diminuindo a inflamação. O serviço nacional de saúde britânico calculou que um milhão de pessoas foram salvas de covid-19 mundialmente devido à dexametasona..

Em um estudo envolvendo quase 6.500 pacientes recuperados no Reino Unido, a dexametasona reduziu um terço das mortes em pacientes ventilados e um quinto em pacientes recebendo oxigenoterapia. Essas averiguações foram consentidas por uma revisão adicional de sete ensaios pelo Grupo de Trabalho de Avaliação Rápida de Evidências da OMS para Terapias Covid-19 (React), que incluiu que outro corticosteróide, a hidrocortisona, era tão eficaz quanto a dexametasona e poderia ser usado como alternativa . O NHS recomenda o uso de esteróides apenas em pacientes com as seguintes doenças críticas..

Tocilizumab e Sarilumab

Os pesquisadores relataram resultados encorajadores de dois medicamentos antiinflamatórios, Tocilizumabe e Sarilumabe.

Em um ensaio realizado em seis países diferentes, incluindo o Reino Unido, com cerca de 800 pacientes de terapia intensiva, os medicamentos reduziram o número de mortes de 36% para 27%.

Outro estudo, denominado Recovery, também descobriu que o tocilizumabe se soma aos efeitos da dexametasona que salvam vidas .

O tocilizumabe e o sarilumabe diminuem a inflamação, que pode irromper em pacientes com Covid e causar danos aos pulmões e outros órgãos.

Os médicos podem dá-los a um paciente Covid que, apesar de receber dexametasona, ainda está se deteriorando e precisa de cuidados intensivos.

Os resultados da pesquisa não foram revisados ​​por pares ou publicados em revistas médicas.

Os anticorpos monoclonais até alcançaram algum êxito em auxiliar a resposta imunológica do corpo para destruir o vírus. Tocilizumab é um tratamento tipicamente utilizado no tratamento de artrite reumatóide, ainda que seja caro em comparação a outras medicações, como por exemplo a dexametasona. No Reino Unido, o NHS aconselha tocilizumabe concomitante com dexametasona ou medicação análoga para pacientes hospitalizados. Os dados preliminares do Recovery revelaram que o tocilizumab pode salvar uma pessoa em cada 25 que receberam o medicamento. Outro anticorpo monoclonal, Sarilumabe, foi identificado para aprimorar os resultados, englobando sobrevivência e dependência de suporte de órgãos no ensaio internacional Remap-Cap.

Interferon beta

O interferão beta, uma proteína que o corpo produz quando contrai uma infecção viral, está no centro de um grande ensaio no Reino Unido.

Ele está sendo administrado em de um spray que é inalado por pacientes que se encontram no hospital. A esperança é que a droga estimule o sistema imunológico, preparando as células para que estejam prontas para combater os vírus.

As primeiras descobertas sugerem que o interferon beta (que normalmente é usado para tratar a esclerose múltipla) pode reduzir as chances de um paciente de Covid no hospital desenvolver doença grave – como a necessidade de ventilação – em quase 80%.

O estudo Principle apontou alguns sinais favoráveis em comparação ao budesonida inalado, que usualmente é utilizado para tratar asma e DPOC. Dados temporários do estudo de pré-impressão, que ainda não foi revisado por pares, indicaram que usar budesonida em casa por quatorze dias reduziu os tempos médios de recuperação em uma média de três dias.

Por que apenas a vacina não basta?

Embora as vacinas possam impedir que as pessoas contraiam o vírus fiquem gravemente doentes, os tratamentos ainda serão necessários para aqueles que já contraíram.

Ter um tratamento tornaria o coronavírus uma doença mais branda.

Se isso impedisse que as pessoas internadas em hospitais precisassem de ventilação, haveria menos risco de sobrecarga nas unidades de terapia intensiva dos hospitais

Os tratamentos atuais

Covid-19 é uma doença viral. Consequentemente, os cientistas têm procurado antivirais que têm foco em enfraquecer o SARS-CoV-2 ou impossibilitar sua ação no corpo humano.

Os médicos também buscam intervenções que consiga suplantar a doença causada pelo vírus e a resposta imune hiperativa que normalmente se revela nos

casos mais graves. É esse estágio decorrente do adoecimento que possivelmente  é motivo de uma série de complicações, como falência de órgãos ou sepse, sendo capaz de levar à morte. Para tal, analises examinaram a eficácia de medicamentos antiinflamatórios para suspender a reação imunológica e tratamentos para trabalhar com outras complicações, como a coagulação sanguínea.

Outra conduta abrange o uso de drogas, como tratamentos com anticorpos, para impedir que a infecção por covid-19 aconteça em primeiro lugar

As falhas do tratamento

Não existe remédio recomendado para profilaxia contra infecção e admissão hospitalar, visto que nenhum constatou impedir a infecção por covid-19 em ensaios clínicos de larga escala. Os antivirais, que teriam potencial em ser administrados a pacientes hospitalizados que não chegaram a uma fase crítica da doença, quem sabe conseguissem ter uma função profilática. Este foi um dos motivos de entusiasmo com o remdesivir, mas, lamentavelmente, ainda não há um antiviral decente.

Depois, há complicações que os pacientes correm o risco de desenvolver enquanto estão no hospital. Pacientes com graves comorbidades em geral apresentam coágulos sanguíneos, que podem levar à morte. São pacientes que recebem anticoagulantes para dificultar a formação desses coágulos, no entanto, como a causa pode ser inflamação, os médicos às vezes não têm segurança da eficácia da medicação.

Por exemplo, a fibrose pulmonar em decorrência da covid19. Em teoria, médicos são hábeis para presumir com precisão quais pacientes têm mais chances de desenvolver fibrose, de maneira que os remédios designados a tratar com isso pudessem ser utilizados de forma cautelosa, antes do agravamento.

Conclusão

É obrigação do  Conselho Federal de Medicina (CFM) supervisionar e padronizar a prática médica no Brasil para preservar os cidadãos de más práticas e de charlatanismo. Mas ao invés de pedir pela medicina baseada em evidências em benefício dos pacientes, muitas publicações em discordância com a ciência têm sido difundidas para sustentar a autonomia médica. Autonomia essa que respaldada na concordância científica, nunca foi questionada. O presidente da Associação Médica Brasileira , Dr. César Fernandes, declarou na Folha de S. Paulo que ao prescrever tratamento precoce os médicos atuam motivados por suas concepções individuais, desprezando os melhores estudos e o consenso da área. A publicação do presidente do CFM apontando médicos contra o tratamento profilático da Covid-19 de serem ‘ideológicos’ é falacioso e negacionista. Ao encobrir os absurdos do governo federal no controle de uma pandemia sem precedentes, o conselho reconhece um silêncio ideológico. Uma das inclinações preocupantes para as pessoas afetadas pela dispersão do vírus é que ainda existe uma desunião entre os especialistas sobre como lidar com esse surto. Inicialmente, muitos salientaram abordagens de “ manada ” que pretendia expor a população menos vulnerável ​​à infecção para criar imunidade social. Depois se articulou o “achatamento de curva” para ganhar tempo para hospitais, tecnologias e vacinas se ajustarem e se consolidarem. Os países que implementaram a quarentena visando o achatamento de curva conseguiram reagir de forma proativa. Já os que apostaram na imunidade em rebanho ainda estão tentando se recuperar dos surtos massivos.

Enquanto isso, o presidente do Brasil diz que independentemente das evidências científicas sobre a pandemia, é imprescindível a economia do país se manter aberta. Segue desdenhando do vírus em favor da conservação da atividade econômica. Quase todos os países alteraram sua conduta em resposta a novas sugestões de

especialistas em meio à incerteza e ao entendimento em progresso sobre a epidemiologia da doença. Cabe aos médicos executarem a medicina de forma apartidária e não negligenciar a saúde e a vida de seus pacientes.

Autora: Megan Grazielly

Instagram: @Megangrazielly

O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto

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Referências

Insistência em “tratamento precoce” nega gravidade da Covid-19 e ofende linha de frente – https://www.nsctotal.com.br/colunistas/evandro-de-assis/tratamento-precoce-nega-gravidade-covid-19-ofende-linha-de-frente

Corticosteroids for COVID-19, Journal of Intensive Medicine – https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667100X21000037

Medication Use Among Patients With COVID‐19 in a Large, National Dataset: Cerner Real‐WorldData™,ClinicalTherapeutics – https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0149291821001594

Where are we with drug treatments for covid-19? BMJ 2021 – http://www.bmj.com/content/373/bmj.n1109.abstract

Ivermectin’s politicisation is a warning sign for doctors BMJ 2021- https://www.bmj.com/content/373/bmj.n747

UK launches antivirals taskforce to deliver home treatments by autumn BMJ 2021 – https://www.bmj.com/content/373/bmj.n1077

Médico não é cientista! A batalha da cloroquina chega à CPI – https://revistacult.uol.com.br/home/batalha-da-cloroquina-chega-cpi/

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