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Prescrição médica hospitalar: entenda o que é e faça seu modelo!

Sem dúvidas um dos grandes desafios do interno e do médico recém formado é interpretar e preencher a sua primeira prescrição médica hospitalar. Aprendemos uma quantidade enorme de condutas na faculdade, e quando chega o momento de reunirmos todo esse conjunto de informações, podemos nos embaralhar bastante.

Não sabe do que estamos falando ou quer acabar de uma vez por todas com esse receio? Então você está no lugar certo!

Saiba por onde começar!

Existem dois tipos de prescrição médica: ambulatorial (receita simples) e hospitalar.

A prescrição médica hospitalar é um documento com todas as condutas que o médico deve passar para um paciente (exceto solicitações de exames) a partir do momento em que ele é internado ou mesmo estando em observação por um curto período em um hospital.

Nele vai ficar registrado tudo que foi feito – com o carimbo, assinatura e CRM do médico – e irá guiar todo o cuidado com o paciente. Essa ferramenta vai servir tanto para os outros profissionais de saúde identificarem (e executarem) as condutas previamente escritas pelo médico, quanto para os outros residentes, médicos e internos que sucederem no cuidado com o paciente.

Utilizaremos não necessariamente em casos de internação, e sim, para qualquer ação médica ou observação. Resumindo: no momento em que o paciente entra na emergência e o médico define uma conduta, já deve ser feita a prescrição inicial.

Esse documento varia esteticamente de hospital  para hospital, porém, os dados a serem preenchidos estabelecem um padrão. Como uma forma de facilitar sua estrutura, podemos dividi-la em três componentes: A, B e C.

Prescrição Médica, Prescrição médica hospitalar: entenda o que é e faça seu modelo!

PASSO A PASSO

No componente A temos um espaço reservado para preenchimento dos dados específicos do paciente: nome completo, unidade de atendimento em que se encontra (setor), leito, número de registro do prontuário e a data da admissão da ficha no hospital.

No componente B corresponde ao espaço destinado para o preenchimento das condutas e o aprazamento (local destinado a equipe multidisciplinar).

A ordem da prescrição é estabelecida conforme a sequência: repouso, dieta (alimentação), quando necessários: oxigenoterapia, fármacos relacionados ao paciente, controles gerais e específicos.

Prescrição Médica, Prescrição médica hospitalar: entenda o que é e faça seu modelo!

Em sentido vertical a ordem dos medicamentos são baseadas através de sua via de administração. Começamos com as medicações EV/IV, depois as de VO e por conseguinte, as restantes, se necessário.

Para facilitar a sua memorização, costuma-se usar o recurso de como eu DEVO prescrever: Dieta, Endovenoso, Via Oral e Outras vias.

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Em sentido horizontal deveremos ordenar o nosso item da medicação administrada da seguinte maneira:

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Exemplo: Clexane 40mg, SC (subcutâneo), 12/12hrs.

 

Ao final deverão ser postos condutas referentes aos controles gerais e específicos ao paciente como, monitorização dos sinais vitais, fisioterapia motora, profilaxia de úlceras, antiemético/laxantes se necessário etc.

Por último, mas não menos importante, aliás, muito pelo contrário… o componente C será reservado para a assinatura e identificação (com letra legível) de quem foi o médico responsável por realizar a prescrição.

Muita coisa né? Sabemos que é muita informação e muitas vezes podemos esquecer. Mas para isso foi criado um mnemônico capaz de reunir todos os itens que deveremos lembrar no momento da realização de uma prescrição hospitalar: o FAST HUG BID.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

  1. Guia de Prescrição Hospitalar – Gilson Soares Feitosa-Filho
  2. PAZIN-FILHO, A.; FREZZA, G.; MATSUNO, A.; ALCÂNTARA, S.; CASSIOLATO, S.; BITAR, J.; PEREIRA, M.; FÁVERO, F. Princípios de prescrição médica hospitalar para estudantes de medicina. Medicina (Ribeirão Preto. Online), v. 46, n. 1, p. 183-194, 30 mar. 2013.
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