Prevenção de Queda em Idosos | Colunistas.

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Jorge Henrique Teles
3 min4 days ago

As quedas estão entre os principais problemas associados ao envelhecimento e que trás importantes e graves complicações principalmente na população idosa. O trauma cranioencefálico é sem dúvida, um das preocupações em caso de queda, porém, a fratura de fêmur é considerada a mais importante na população maior de 60 anos, visto que é frequente nesse eventos e trás consigo grandes consequências negativas. Um idoso previamente independente pode se tornar dependente para suas atividades diárias por causa dessa fratura.

            Existem fatores intrínsecos e extrínsecos associados a quedas. Os intrínsecos são associados diretamente à pessoa e os extrínseco aos ambientes. Seguem alguns exemplos:

Fatores intrínsecos:

  1. Hipotensão ortostática (por medicamentos);
  2. Demência;
  3. Efeito adverso do uso de benzodiazepínico;
  4. Reduzida acuidade visual;
  5. Labirintopatia.

Fatores extrínsecos:

1. Iluminação inadequada;

2. Ausência de corrimão em banheiro e corredor;

3. Tapetes soltos;

4. Sapatos inadequados.

            Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), que analisou a prevalência e os fatores associados a quedas entre idosos brasileiros em áreas urbanas, mostram que entre 4.174 idosos avaliados, 25% já tiveram uma queda. A maior ocorrência foi em mulheres a partir dos 75 anos. O estudo foi financiado pelos ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação. De acordo com o estudo, os principais fatores associados a quedas, além do aumento da idade e do sexo, são:

  • Medo de cair devido a defeitos nos passeios;
  • Medo de atravessar a rua;
  • Artrite ou reumatismo;
  • Depressão;
  • Diabetes.

            Para evitar quedas em casa, a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa lista 11 medidas de prevenção de quedas:

  1. Evitar tapetes soltos;
  2. Escadas e corredores devem ter corrimão nos dois lados;
  3. Usar sapatos fechados com solado de borracha;
  4. Colocar tapete antiderrapante no banheiro;
  5. Evitar andar em áreas com piso úmido;
  6. Evitar encerar a casa;
  7. Evitar móveis e objetos espalhados pela casa;
  8. Deixar uma luz acesa à noite, para o caso de precisar se levantar;
  9. Esperar que o ônibus pare completamente para você subir ou descer;
  10. Utilizar sempre a faixa de pedestre;
  11. Se necessário, usar bengalas, muletas ou outros instrumentos de apoio.

            Além desses cuidados, a medicina do exercício e do esporte trás mais uma ferramenta essencial para a prevenir as quedas, notadamente em idosos que estejam sob maior risco desses eventos. Além de atuar de forma integral no tratamento da sarcopenia, existem protocolos de exercícios específicos para reduzir o risco de um idoso cair. Um dos mais conhecidos é o protocolo OTAGO, criado na Nova Zelândia. A adoção desse protocolo de exercícios reduziu a incidência de quedas e de lesões causadas pelas quedas em 35%, um número bastante expressivo. Trata-se de um conjunto de exercícios que inclui aeróbico, fortalecimento e exercícios de marcha e equilíbrio.

            Eu, como médico residente em medicina do exercício e do esporte e como neto preocupado com uma possível nova queda da minha avó, que inclusive fraturou o fêmur em um episódio prévio, traduzi o protocolo para o português para aplicá-lo. A quem interessar, eu posso disponibilizar o protocolo traduzido. É só entrar em contato comigo através do Instagram @jorgehenriqueteles.

Autor: Jorge Henrique Antunes Teles 


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Paciente do sexo feminino, 65 anos, com nódulo na tireoide identificado em exame físico, com 2,0 cm de diâmetro, endurecido, em lobo esquerdo. Realizada ultrassonografia da glândula tireoide, caracterizando nódulo sólido de 2,0 cm em lobo esquerdo e nódulo de 1 cm no lobo direito, e com laudo final de "bócio multinodular". A melhor conduta seria:

A
observação clínica.
B
tratamento com tiroxina em doses supressivas.
C
tomografia computadorizada para confirmar multinodularidade.
D
exame citológico de material obtido por punção biópsia aspirativa por agulha fina.
E
radioiodoterapia.
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