Coronavírus

4 pontos importantes sobre vacinas contra COVID-19

4 pontos importantes sobre vacinas contra COVID-19

Compartilhar

Sanar

5 minhá 69 dias

Faz dois meses que as primeiras vacinas contra a COVID-19 começaram a ser aplicadas em todo o mundo. Até a última sexta-feira (29/01), mais de 90 milhões de doses de vacinas haviam sido aplicadas, segundo dados do projeto da Universidade de Oxford Our World in Data. No Brasil, são cerca de 1,6 milhão de vacinados.  

Embora a vacinação do maior número de pessoas possível seja consenso entre os cientistas, efeitos adversos, efetividade para frear a pandemia e os impactos das novas variantes do coronavírus ainda são pouco conhecidos. A BBC Brasil separou quatro dúvidas que ainda restam sobre o assunto e conversou com especialistas de vários países. Confira a seguir os principais apontamentos: 

1. Quanto tempo dura a imunidade oferecida pelas vacinas?

Cientistas estimam que dure de seis meses a um ano, mas ainda não se sabe ao certo. O Instituto La Jolla de Imunologia, na Califórnia, anunciou que várias das respostas imunológicas permanecem ativas por, pelo menos, seis meses após o paciente superar a infecção pelo Sars-CoV-2.

Autoridades de saúde da Inglaterra também anunciaram que pacientes que tiveram a COVID-19 estão protegidos por pelo menos cinco meses. “É difícil dizer por quanto tempo a imunidade pode durar, porque acabamos de começar a vacinação”, afirmou o virologista Julian Tang, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, à BBC News.

Os especialistas enfatizam também a importância de analisar detalhadamente como os pacientes infectados com as novas variantes do coronavírus reagem aos imunizantes.  

2. A vacina realmente impede a transmissão do coronavírus?

A proteção oferecida pela maioria das vacinas só acontece após duas ou três semanas depois da aplicação da primeira dose. Se a pessoa se expõe ao vírus antes desse período, ela pode pegar a infecção e transmiti-la aos outros.

Além disso, apesar das vacinas protegerem de forma satisfatória um número considerável de indivíduos, algumas pessoas podem continuar sendo infectadas mesmo após a vacinação, embora os especialistas considerem isso raro.

“É um vírus muito heterogêneo e produz sintomas muito diferentes, dependendo do paciente. O mesmo acontecerá com as vacinas. Alguns terão uma reação imunológica muito potente, que impedirá que o coronavírus se reproduza. Porém, em outros não haverá uma resposta tão completa e poderá haver um pouco da reprodução e transmissão do vírus”, disse José Manuel Bautista, professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Complutense de Madrid, na Espanha.

3. As vacinas contra covid-19 protegerão contra as novas mutações e variantes do coronavírus?

É comum os vírus sofrerem mutações constantes, o que pode deixá-los mais resistentes às vacinas. Não se sabe ainda se isso ocorrerá com os imunizantes que já estão sendo disponibilizados para a população. Os especialistas alertam, no entanto, que quanto mais rápido os países conseguirem vacinar suas populações, menor a chance de o coronavírus mutar para variantes mais potentes.

Como já noticiamos aqui, a variante encontrada em Manaus é uma das que estão preocupando cientistas globalmente. Além disso, um estudo da Universidade Feevale, em Nova Hamburgo (RS), encontrou cinco linhagens diferentes do Sars-Cov-2 circulando na região sul do Brasil, além de dois casos de coinfecção (quando o mesmo indivíduo apresenta infecção por dois genomas distintos).

4. Qual o limite de tempo para tomar a segunda dose das vacinas contra covid-19?

A maioria das vacinas liberadas para uso emergencial são administradas em duas doses, com a diferença de 21 dias entre as aplicações. É o caso da CovonaVac e dos imunizantes da Pfizer, Moderna e Oxford/AstraZeneca.

Porém, a falta de insumos disponíveis para fazer a quantidade desejada de vacinas tem feito com que alguns locais, como o Reino Unido, priorizem a vacinação do maior número possível de pessoas com a primeira dose antes da reaplicação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que a segunda dose seja aplicada 21 ou 28 dias após a primeira, mas admitiu que o intervalo entre as doses pode ser estendido até, no máximo, seis semanas em casos excepcionais.

Posts relacionados:

Compartilhe com seus amigos:
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.