Questões na prática

Cirurgia

Cirurgia Geral

Alberto tem 32 anos e viajava de carro com sua esposa Ana, de 30 anos, e seus dois filhos Mário e Luis de 6 e 4 anos, respectivamente. Os pais ocupavam os assentos dianteiros e os filhos estavam acomodados no banco traseiro. Somente Alberto não usava o cinto de segurança. Durante discussão entre as crianças, Alberto se distraiu e cruzou a pista colidindo de frente com outro automóvel que vinha em sentido contrário e era ocupado por José de 60 anos. Socorridos após 20 minutos pelo Grupamento de Socorro de Emergência, após estabilização foram levados para hospital municipal público da região. Ao dar entrada no pronto-socorro Alberto apresentava dor em região costal anterior direita e dispneia leve com PA = 110 x 75 mmHg e pulso de 132 bpm. Ao exame físico notava-se lesão em abrasão na região de 9o a 11o arcos costais anteriores direitos com pequena depressão da parede torácica e dor à palpação profunda do abdome com defesa voluntária. Ana encontrava-se hipocorada (++/4+), PA 90 x 50 mmHg, pulso de 144 bpm, dor de forte intensidade em cintura pélvica com dificuldade de mobilização dos membros inferiores. As crianças não apresentavam lesões ao exame físico e José faleceu imediatamente após dar entrada no PS apesar de todas as manobras de manutenção da vida. Após realizarmos RX de tórax e abdome e US abdominal em Alberto, constatou-se fratura de 10o e 11o arcos costais direito, nível líquido compreendendo 1/3 do espaço pleural direito e não foram identificadas lesões abdominais nos exames realizados. Para Alberto a melhor alternativa de tratamento, neste momento, é:

A
punção do EIPD e antibiótico profilático.
B
clínico com controle do derrame pleural e analgesia.
C
drenagem torácica em selo d’água e antibioticoterapia.
D
toracotomia exploradora e correção da lesão pulmonar.
Um homem de 25 anos de idade procurou a unidade de emergência devido a importante redução da diurese. No exame físico, constatou-se pressão arterial de 110 mmHg x 70 mmHg e durante a inspiração profunda verificou-se que a pressão arterial sistólica era igual a 95 mmHg, frequência cardíaca de 98 bpm, turgência jugular a 45° (com aumento da pressão venosa central - PVC - durante a inspiração), ritmo cardíaco regular, com bulhas hipofonéticas e ruído sistólico semelhante a “ranger de couro novo” em borda external esquerda baixa, sem sopros, pulmões limpos, edemas de membros inferiores (+1/+4), com diurese de 24 horas igual a 80 mL. Resultados de exames laboratoriais: creatinina plasmática = 4,8 mg/dL, ureia plasmática = 110 mg/dL, sódio urinário = 80 mEq/L, osmolalidade urinária = 298 mOsm/kg, fração excretada de sódio (FENa) = 2,3%, potássio plasmático = 5,1 mEq/L. Foi solicitada a realização de eletrocardiograma (ECG) convencional. Considerando as informações apresentadas, julgue o item. Neste caso, a verificação de redução do nível da pressão arterial sistólica durante a inspiração constitui o pulso paradoxal, que, de fato, representa um fenômeno oposto ao que ocorre na fisiologia cardiovascular normal, qual seja, aumento da pressão sistólica durante o ato inspiratório.
Menino de sete anos chega ao pronto-socorro com queixa de falta de ar. Sua mãe informa que a criança tem asma e que já foi internada duas vezes no último ano devido à gravidade das crises. Ao exame, encontra-se com sibilos difusos; FR = 32 irpm e oximetria de 92%. A melhor conduta, neste momento, é a nebulização com agonista ß2 adrenérgico e:
É considerado condição de baixo risco para complicações pulmonares no pós-operatório:
Qual o ritmo de parada cardíaca mais comum na criança, sua causa e qual a droga de escolha para o tratamento?
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