Questões na prática

Pediatria

Doenças Respiratórias

Criança de 2 ½ anos, apresenta tosse e febre há 5 dias associada a vômitos, com dificuldade respiratória e piora no estado geral há dois dias. O exame físico apresenta regular a bom estado geral, com frequência respiratória de 60min, frequência cardíaca de 140min, descorado ++/4+, acianótica. Pulmões com movimentos ventilatórios diminuídos à direita com estertores crepitantes e fígado a 2 cm do rebordo costal direito. O raio X de tórax: infiltrado homogêneo em quase todo o hemotórax inferior direito, com sinais de derrame pleural, confirmado pelo decúbito lateral direito. Em relação ao caso é CORRETO afirmar:

A
realizar punção pleural para ver necessidade de drenagem pleural
B
introduzir cefalotina ou oxacilina, mais cloranfenicol, para boa cobertura dos germes mais comuns em pneumonia na faixa etária (pneumococos, haemophilus, influenzae B e estafilococos aureus)
C
aguardar 48 horas com bom esquema de antibiótico (ex: cafalotina + cloranfenicol), então reavaliar necessidade de punção pleural, que no caso deve ser evitado pois o procedimento é invasivo
D
o quadro sugere criança com cardiopatia + insuficiência cardíaca, sendo o quadro pulmonar de edema de origem cardiogênica, mesmo lembrando que o derrame pleural é à direita
E
as alternativas a e b estão corretas
Paciente masculino, de 70 anos de idade, foi submetido a prostatectomia radical para tratamento de câncer de próstata. A cirurgia foi realizada sem intercorrências, o paciente levantou 8 horas após o término da cirurgia e a seguir apresentou dispneia, hipoxemia, taquicardia e hemoptise. O diagnóstico mais provável é;
Durante a vida fetal, a maior parte do sangue arterial pulmonar é desviada da esquerda para a direita, através do canal arterial da aorta. O fechamento funcional do canal, normalmente ocorre logo depois do nascimento, mas se o canal permanecer patente, quando a resistência pulmonar cai, o sangue aórtico é desviado da esquerda para a direita dentro da artéria pulmonar. A persistência do canal arterial é um problema comum em bebês prematuros e, pode ser explicada, da seguinte forma:
Lactente de 10 meses com peso de 11 kg é atendido no pronto-socorro pediátrico com queixas de que há 12 horas alterna momentos de irritabilidade e choro com sonolência. Vomitou duas vezes no início do quadro e apresentou uma evacuação amolecida. Há 2 horas piorou, ficando extremamente letárgico. Antecedentes de que há 10 dias apresentou um quadro respiratório alto com coriza, tosse e febre, sendo medicado com dipirona para “dor de ouvido”. Ao exame físico, observa-se uma criança com temperatura de 36,3°C, extremamente letárgica, que reage a estímulos dolorosos. No exame abdominal, palpa-se uma massa no quadrante superior direito. Esse quadro sugere:
M.F.I., 47 anos, sexo masculino, hipertenso e diabético tipo II não insulino-dependente, queixa-se de dificuldade de deambulação devido perda da sensibilidade nos membros inferiores há 3 horas. Apresenta extremidades inferiores frias bilateralmente, pulsos não palpáveis. Considerando um quadro de oclusão arterial aguda, o que torna o membro isquêmico inviável é:
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