Questões na prática

Clínica Médica

Cardiologia

Paciente masculino, 45 anos, procurou serviço de emergência com dor precordial opressiva de forte intensidade iniciada há cerca de 30 minutos. Realizou eletrocardiograma (ECG) que evidenciou supradesnivelamento do segmento ST DE 2 mm de V1 a V4, o que fez com o plantonista optasse pelo tratamento fibrinolítico. Em relação ao benefício deste tratamento é correto afirmar que:

A
o benefício da fibrinólise desaparece ao longo dos anos.
B
não há benefício na população idosa.
C
o benefício não está associado a redução da mortalidade precoce, mas redução de reinfarto e da necessidade de angioplastia.
D
o maior benefício ocorre nos pacientes submetidos a fibrinólise nas primeiras 3 horas de infarto agudo.
E
o benefício consiste exclusivamente na diminuição do supra e alívio dos sintomas.
LHSV, 31 anos, masculino, pardo. Queixava-se a um mês de edema progressivo nos membros inferiores, associado à dor e limitação funcional. Vem fazendo uso de anti-inflamatório e diurético, porém evoluindo com intensificação do quadro álgico e comprometimento também de membros superiores, chegando a ter que retirar a aliança. Procurou Serviço de Urgência, sendo examinado: paciente lúcido, orientado no tempo e no espaço, normocorado e hidratado Tax: 37ºC; PA: 135x85 mmHg, Pulso radial: 92 bpm; Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações; exame do Abdome sem alterações. Infiltração cutânea na face e pavilhões auriculares (E>D); madarose. Edema (2+/4) com discreto eritema nos antebraços; edema/eritema nos dedos das mãos, com dor à palpação e mobilização ativa e passiva, nervos cubitais espessados (D>E), dolorosos à palpação. Edema depressível nas pernas e pés; nódulos e pápulas (de 3 a 1 cm), recobertos por pele normal, nas pernas. Hipoestesia nos antebraços e mãos e anestesia nas pernas. A etiologia do quadro neurológico deve ser:
Sobre os abscessos pulmonares, é correto afirmar:
Na Artrite Reumatoide, drogas modificadoras do curso da doença devem ser indicadas logo no início do tratamento, não havendo superioridade significativa de nenhuma destas. Entretanto, a toxicidade destas drogas deve ser monitorada da seguinte forma:
Homem de 47 anos, com história de pancreatite alcoólica, chega ao setor de emergência com sintomas de tonteira, fadiga, desconforto abdominal leve e hematoquezia profusa. Relata diarreia, com fezes negras nas últimas duas semanas. Etilista crônico, estando em abstinência há quatro anos. Faz uso atual de acetaminofen, metoclopramida, lansoprazol, enzimas pancreáticas exógenas e octreotide, 100 mg subcutâneo três vezes ao dia. Nega uso de anti-inflamatórios não esteroidais. Ao exame físico apresenta pressão arterial de 69/37 mmHg, com hipotensão postural, taquipneia, com frequência de 24 irpm, sem esforço respiratório. Na avaliação inicial encontra-se pálido e fraco, com mucosa oral hipo-hidratada. Exame cardiopulmonar normal, exceto pelas alterações dos sinais vitais. Exame abdominal com dor leve em epigástrio e quadrante superior esquerdo, sem sinais de irritação abdominal; apresenta distensão leve, com exacerbação do peristaltismo abdominal. Toque retal revela fezes escurecidas no reto. Exames laboratoriais revelam hemoglobina de 3.9 g/dl (a última dosagem quatro semanas antes era de 14.9 g/dl). Provas de função hepática sem alterações. Foi tratado inicialmente com hidratação venosa vigorosa, hemotransfusão e inibidor de bomba de prótons intravenoso. Após estabilização hemodinâmica foi submetido à endoscopia digestiva alta que evidenciou saída de sangue pela ampola de Vater. Pergunta-se: qual o diagnóstico mais provável ?
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