Questões na prática

Clínica Médica

Cardiologia

Em uma consulta ambulatorial de clínica médica verificou-se, durante o exame físico em um paciente com 22 anos de idade assintomático cardiovascular, a presença de discreto abaulamento e impulsão sistólica da região paraesternal esquerda baixa, ritmo cardíaco regular em 2 tempos, com hiperfonese e desdobramento amplo e fixo da segunda bulha cardíaca (que não varia com as manobras de Rivero-Carvallo e de Valsalva) no foco pulmonar, sopro sistólico ejetivo no segundo espaço intercostal esquerdo, sem irradiação, ausência de cliques e estalidos. O eletrocardiograma convencional e radiografia de tórax mostraram, respectivamente, ritmo sinusal, eixo do QRS desviado para a direita, leve sobrecarga do ventrículo direito e bloqueio completo pelo ramo direito do feixe de His; as imagens radiológicas evidenciaram vasos pulmonares periféricos e centrais dilatados, aumento moderado da área cardíaca à custa das câmaras direitas e botão aórtico pequeno. Nesse caso clínico, a principal hipótese diagnóstica é de:

A
hipertensão arterial pulmonar.
B
comunicação interatrial.
C
estenose na valva pulmonar, grave.
D
comunicação interventricular.
E
persistência do canal arterial.
Paciente com quadro de dor de início súbito em abdômen superior, irradiada para o dorso. Procura serviço de emergência de hospital geral, onde realiza ecografia abdominal, que diagnostica pancreatite aguda edematosa com presença de cálculos em vias biliares. O manejo inicial deverá ser:
Um menino de 11 dias de vida, nascido de parto cesáreo a termo, foi levado à emergência devido à diarreia, pobre sucção, edema e vermelhidão palpebral bilateral. A secreção ocular surgiu dois dias após o parto e foi tratada com tobramicina colírio. Com cinco dias de vida, foi levado ao seu pediatra, devido à persistência da secreção ocular, temperatura de 39°C, diarreia e pobre sucção. O hemograma nesta ocasião mostrou valores normais e proteína C reativa elevada de 1,7 mg% (valor normal 1,2 mg%). Ele recebeu hidratação oral, colírio de tobramicina e gemidos e choro fraco, fontanela normotensa e não abaulada, edema e pequena lesão violácea bilateral na região Periorbitária associada a uma secreção amarelada sem cheiro, abdome flácido e ausência de hepatoesplenomegalia. A pele mostrava perda do turgor e elasticidade, sem evidências de petéquias ou rash; a criança foi submetida a uma completa avaliação para sepsis e foi iniciado o tratamento com ampicilina e ceftaxime. Um swab ocular e a hemocultura revelaram o agente etiológico. Um exame oftalmológico mostrou córnea e retinas intactas bilateralmente. Qual é o diagnóstico mais provável?
Uma paciente de 36 anos apresenta dor abdominal e diarreia crônica associada à enterorragias paroxísticas. Durante a entrevista médica, os dados obtidos à anamnese e ao exame físico permitiram formular a hipótese diagnóstica de uma doença inflamatória intestinal. Os dados abaixo anotados foram assinalados pelo médico assistente. Todos sugeriam como mais provável o diagnóstico de doença de Crohn, EXCETO (mais sugestivo de retocolite ulcerativa):
Escolar de 9 anos apresenta tosse produtiva há 4 semanas. Refere ter apresentado astenia, febre baixa e coriza nos primeiros 2 dias. Evoluiu com otalgia no terceiro dia e foi medicado com Amoxicilina por 7 dias com melhora, porém a tosse persistiu e se tornou coqueluchoide. Nega febre, coriza nas últimas semanas. Ao exame: BEG, corado, eupneico, afebril, com roncos e ESC em bases. RX de tórax com padrão broncopneumonico na base D. O provável agente etiológico e tratamento são:
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