Questões na prática

Ginecologia e Obstetrícia

Obstetrícia

Heloísa, 24 anos, gesta III, para 0, aborto II (duas perdas fetais no 2º trimestre), atualmente na 34ª semana de gestação, procura a emergência com cólica, dores em membros inferiores e perda líquida há duas horas, sem sangramento. No exame obstétrico inicial, observa-se líquido amniótico claro e sem grumos saindo pela vagina. Nos membros inferiores nota-se trombose venosa profunda (TVP). A cardiotocografia realizada 1h após a internação evidencia padrão periódico, desaceleração da frequência cardíaca fetal, cujo intervalo de tempo entre o início da contração e o princípio da desaceleração é de 35 segundos com linha de base em 130 bpm. Heloísa está agora com 6 cm de dilatação, colo 100% apagado,apresentação em plano“0” de De Lee, líquido de tinto de mecônio. BCF de 110 bpm e cardiotocografia não reativa. No puerpério imediato, a trombose venosa profunda (TVP) de Heloísa se agrava por ter permanecido muito tempo acamada apesar das recomendações médicas para a deambulação precoce. No terceiro dia de puerpério, Heloísa amanhece com as mamas doloridas, muito ingurgitadas, levemente hiperemiadas e temperatura axilar de 37,8°C. Diante deste quadro clínico a conduta é:

A
manter o aleitamento e iniciar cefalexina oral por 10 dias
B
suspender o aleitamento, indicar anti-inflamatórios e antibiótico de largo espectro
C
manter o aleitamento, aumentar a frequência das mamadas e realizar ordenha manual
D
realizar ordenha manual e administrar o leite em copinho até a melhora do quadro
Paciente de 38 anos, masculino, portador de hepatite C apresenta há 6 semanas lesões papulares eritematovioláceas em tornozelos e punhos e lesões reticulares esbranquiçadas em mucosa jugal e lábios. Refere prurido intenso e aparecimento de lesões lineares em áreas de escoriação. Ao exame, é possível perceber linhas esbranquiçadas reticuladas no topo das pápulas. Com relação a esse caso, é INCORRETO afirmar:
Qual tratamento é o mais efetivo na púrpura trombocitopênica trombótica?
Paciente portadora de vírus da hepatite C apresenta ecografia recente com heterogeneidade do parênquima hepático e biópsia com perda da arquitetura histopatológica. Refere há 24 horas hematêmese e melena em grande quantidade, com astenia progressiva e desconforto abdominal. Ao exame, está pálida, sonolenta, PA 70/30 mmHg, FC 140, FR 24, afebril. Na abordagem inicial de emergência, qual a conduta mais apropriada?
O tratamento da hepatite C deve ser feito com a associação de interferon e ribavirina. Há contraindicações bem estabelecidas ao uso de ribavirina. Assinale a alternativa que NÃO se caracteriza como contraindicação.
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