Questões na prática

Clínica Médica

Gastroenterologia

Hematologia

Homem de 47 anos, com história de pancreatite alcoólica, chega ao setor de emergência com sintomas de tonteira, fadiga, desconforto abdominal leve e hematoquezia profusa. Relata diarreia, com fezes negras nas últimas duas semanas. Etilista crônico, estando em abstinência há quatro anos. Faz uso atual de acetaminofen, metoclopramida, lansoprazol, enzimas pancreáticas exógenas e octreotide, 100 mg subcutâneo três vezes ao dia. Nega uso de anti-inflamatórios não esteroidais. Ao exame físico apresenta pressão arterial de 69/37 mmHg, com hipotensão postural, taquipneia, com frequência de 24 irpm, sem esforço respiratório. Na avaliação inicial encontra-se pálido e fraco, com mucosa oral hipo-hidratada. Exame cardiopulmonar normal, exceto pelas alterações dos sinais vitais. Exame abdominal com dor leve em epigástrio e quadrante superior esquerdo, sem sinais de irritação abdominal; apresenta distensão leve, com exacerbação do peristaltismo abdominal. Toque retal revela fezes escurecidas no reto. Exames laboratoriais revelam hemoglobina de 3.9 g/dl (a última dosagem quatro semanas antes era de 14.9 g/dl). Provas de função hepática sem alterações. Foi tratado inicialmente com hidratação venosa vigorosa, hemotransfusão e inibidor de bomba de prótons intravenoso. Após estabilização hemodinâmica foi submetido à endoscopia digestiva alta que evidenciou saída de sangue pela ampola de Vater. Pergunta-se: qual o diagnóstico mais provável ?

A
Malformação arteriovenosa;
B
Varizes esofageanas;
C
Hemossuco pancreático;
D
Lesão de Dieulafoy.
Criança de 5 anos, sexo masculino, branco, previamente hígido é levado ao atendimento médico por aparecimento súbito de petéquias e equimoses em membros e tronco. Apresenta também epistaxe discreta. Nega febre, emagrecimento ou outras alterações. Exames complementares: anemia leve, normocítica e normocrômica, 7.100 leucócitos totais, plaquetas: 31.000. A hipótese diagnóstica mais provável é:
As doenças hepáticas crônicas cursam com complicações graves responsáveis por internações hospitalares e óbitos. Em relação à hemorragia digestiva alta no paciente cirrótico pode-se afirmar que:
Leia o caso e responda. Mecânico aposentado de 65 anos, antigo morador da comunidade do morro dos Macacos, retorna à consulta, após seis meses, com o médico de família na USF. Foi trazido pela agente comunitária (ACS), que, preocupada com a situação, agendou o atendimento. O paciente é hipertenso e, há dois anos, sofreu um infarto agudo do miocárdio. Antes do atendimento a ACS relatou ao médico que, desde o falecimento da esposa (oito meses antes), o paciente tem morado sozinho, parou de vir às consultas, tem saído pouco de casa e quase não conversa com os vizinhos. Na visita familiar ela notou que ele estava mais magro, com aparência suja e descuidada, dormindo pouco e bebendo quase todo dia. O único medicamento que tomava era captopril duas vezes ao dia. O paciente trouxe exames feitos há um mês na UPA, quando apresentou dor no peito: glicose = 116 mg/dl; CKmb = 10 U/I; troponina não reagente; colesterol total = 200 mg/dl; triglicerídeos = 300 mg/dl, creatinina = 1,1 mg/dl, Hb = 13 g/dl, Hto = 39%. O ECG mostrava área inativa em parede inferior e sobrecarga atrial esquerda. Na consulta o médico identificou uma pessoa de aparência triste e cansada. No exame físico: PA = 160 x 100 mmHg, FC = 80 bpm, IMC = 23; Ausculta cardiorrespiratória sem alterações. Com base nas observações feitas pela ACS e pelo médico sobre o paciente, é possível afirmar que se trata de um quadro de:
O aparecimento de queloides está influenciado por:
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