Questões na prática

Clínica Médica

Pediatria

Neurologia

Lactente de 10 meses apresenta crise convulsiva generalizada em vigência de febre (T. axilar de 39°C), com duração inferior a 15 minutos. Não apresenta sinais de irritação meníngea, exame neurológico sem alterações, sem evidência de foco infeccioso. Apresentara quadro semelhante aos 6 e 9 meses, sendo atendido em hospital nos dois episódios. Não usa medicação profilática. Após estabilizar o paciente, seria fundamental a realização de qual exame complementar para confirmação diagnóstica?

A
eletroencefalograma.
B
tomografia computadorizada de crânio.
C
exame do líquido cefalorraquidiano.
D
fundoscopia.
E
não seria necessário nenhum exame complementar para o caso.
Miguel tem 12 anos, estatura desproporcionalmente elevada, aracnodactilia e leve deslocamento do cristalino. Seu pai faleceu subitamente durante um exercício físico. Dra. Patrícia desconfiou de uma possível alteração genética no gene que codifica a fibrilina-1. Solicitou, então, um ecocardiograma que evidenciou uma dilatação da aorta ascendente com regurgitação aórtica. Em que patologia Dra. Patrícia deve ter pensado?
Paciente de 75 anos, tabagista, com doença pulmonar obstrutiva crônica, otite média crônica em tratamento com amoxacilina, hipertenso há 12 anos e diabético há 8 anos, em uso de glimeperida 4 mg/dia, metformina 850 mg/dia, amilorida 10 mg/dia, captropil 75 mg/dia, cavedilol 25 mg/dia e sinvastatina 40 mg/dia, sequelado de AVC (hemiparético à E), chega ao pronto-socorro do SUS com história de cefaleia holocraniana e constante há 9 dias; disfasia há 4 dias; náuseas, vômitos e confusão mental há 2 dias. Há 3h, apresentou crise convulsiva tonicoclônica generalizada. Apresenta ainda dispneia de repouso e ortopneia, astenia e anorexia. Nega febre. Ao exame, PA de 150/90 mmHg, FC de 68 bpm, FR de 27 ir/min, afebril, hipocorado (++/4), edema de MMII, ++/4; AR: murmúrio vesicular universalmente diminuído com estertores difusos; ACV; RCR, 3T, bulhas normofonéticas, sopro sistólico em foco aórtico de +/4; ABD; hepatomegalia a 2 cm do RCD, dolorosa e macicez móvel à percussão; Sistema nervoso: força grau III à E, desorientado, disfásico, sem sinais meníngeos. Exames complementares: leucócitos de 3.100 cél/mm3, plaquetas de 746.000, proteína c reativa de 32 mg/dl, creatinina de 1 mg/dl, sódio de 130 meq/l, potássio de 6,1 meq/l. Radiografia de tórax: presença das linhas B de Kerley e infiltrado Peri-hilar bilateral. Em relação ao caso clínico, responda: Em relação à causa base do quadro clínico atual do paciente, marque a melhor opção:
Paciente feminina, 46 anos, proveniente de Pedro Rosário-MA, chega ao ambulatório. Refere diagnóstico de enxaqueca crônica e nega outras patologias conhecidas. Queixa de cefaleia unilateral pulsátil, retro-orbitária, intensa, que lhe acorda à noite e dura cerca de 1 hora, sudorese fria; refere cerca de três crises ao dia, durante cerca de dois meses, todos os anos, há 2 anos. Refere alcoolismo crônico. Ao exame, ptose palpebral, miose e congestão ocular unilateral e ipsilateral ao local da dor; sem outras alterações ao exame físico. Qual o provável diagnóstico e conduta adequada?
Em relação às doenças infecciosas, julguem os itens a seguir e marque a resposta correta. 1- A biópsia hepática deve ser indicada para todos os pacientes com RNA do vírus da hepatite C detectado. A genotipagem deve ser feita no início do tratamento para definir a duração do mesmo. Isto porque, segundo os protocolos de terapêutica, os pacientes infectados pelos genótipos 1 e 2 devem ser tratados por 24 semanas, enquanto aqueles com infecção pelo genótipo 3 devem ser tratados por 48 semanas. 2- Segundo o II consenso brasileiro de tuberculose, um paciente de 46 anos que apresentou escarro negativo para BAAR, com tosse produtiva, perda de peso > 15% do habitual e cavitação pulmonar em lobo superior na radiografia tem indicação de teste terapêutico com esquema RIP. 3- O teste com maior sensibilidade para diagnóstico para parasitológico da Leishmaniose visceral é o mielograma. Em pacientes sem contraindicações clínicas, a primeira opção terapêutica é o antimonial pentavalente. 4- Paciente com dispneia, sialorreia, rouquidão, lesão ulcerada na mucosa nasal, adenomegalia cervical há 6 semanas, em uso de esquema RIP sem melhora clínica há 4 semanas, deve ser investigado para paracoccidiomicose.
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