Questões na prática

Clínica Médica

Gastroenterologia

Cardiologia

Paciente com 56 anos de idade, previamente dislipidêmico, sem uso de medicação específica e história de trombose venosa de membros inferiores há 2 meses, em uso de varfarina. Apresenta mal-estar epigástrico vago, sensação de plenitude pós-prandial e dor em queimação epigástrica que iniciou há 3 meses. Refere acordar por causa da dor. Ao procurar a unidade básica de saúde, recebeu o diagnóstico clínico de gastrite e foi medicado com cimetidina. Como a dor não passava, resolveu, por conta própria, acrescer o uso de omeprazol. Quatro dias após o início do omeprazol, deu entrada na emergência por hematêmese e melena. Nesse momento, ao exame físico, apresentava palidez extremamente intensa e se encontrava em choque hipovolêmico. Evoluiu com parada cardíaca e não foi possível reverter a situação, indo a óbito no mesmo dia. Com base nesse caso, assinale a alternativa INCORRETA:

A
Omeprazol tem a capacidade de inibir o citocromo P450 e potencializar a ação da varfarina.
B
O diagnóstico mais comum para dor epigástrica é a dispepsia não ulcerosa.
C
Dois terços dos pacientes com úlcera duodenal se queixam de dor que os faz acordar de noite, entre meia-noite e 3h da madrugada.
D
O tratamento empírico em pacientes com mais de 45 anos de idade pode ser tentado por curto espaço de tempo, inicialmente, mesmo com sintomas como despertar noturno, pois a chance de resposta ao tratamento é alta.
E
Cimetidina tem a capacidade de inibir o citocromo P450 e potencializar a ação da varfarina.
Vinícius, 45 anos, é empresário e viajará para Manaus a trabalho por 6 meses. Queixa-se de rouquidão pela manhã e azia há 4 anos. Sua mãe contava que ele apresentava episódios de diarreia na infância, acompanhados de distensão abdominal, cólica e assaduras (dermatite) persistentes. Na época foram retirados de sua alimentação o leite e seus derivados, sendo permitido o uso de iogurte. Evoluiu sem sintomas até a adolescência quando abandonou a dieta. Ao exame físico está eutrófico. Foram prescritos alguns medicamentos sintomáticos e inibidor de bomba de próton (IBP), proposta a investigação diagnóstica e a profilaxia de doenças do viajante. Vinicíus permaneceu quatro meses em viagem e retorna antecipadamente com fadiga, febre elevada e dor articular intensa, calor e edema em joelho direito, tornozelo direito, dorso do pé e punho esquerdo, além de lombalgia, há uma semana. Deambulava com grande dificuldade e havia recebido diagnóstico de tendinite do Aquileu bilateral. Ao retornar, revela ao médico ter tido relações sexuais sem preservativos com uma colega de trabalho, durante a viagem, seguida, algumas semanas após, de disúria autolimitada. O médico recomenda que Vinícius faça contato com a colega para que ela procure orientação médica. A conduta indicada para ela é:
Heloísa, 24 anos, gesta III, para 0, aborto II (duas perdas fetais no 2º trimestre), atualmente na 34ª semana de gestação, procura a emergência com cólica, dores em membros inferiores e perda líquida há duas horas, sem sangramento. No exame obstétrico inicial, observa-se líquido amniótico claro e sem grumos saindo pela vagina. Nos membros inferiores nota-se trombose venosa profunda (TVP). A cardiotocografia realizada 1h após a internação evidencia padrão periódico, desaceleração da frequência cardíaca fetal, cujo intervalo de tempo entre o início da contração e o princípio da desaceleração é de 35 segundos com linha de base em 130 bpm. Heloísa está agora com 6 cm de dilatação, colo 100% apagado,apresentação em plano“0” de De Lee, líquido de tinto de mecônio. BCF de 110 bpm e cardiotocografia não reativa. No puerpério imediato, a trombose venosa profunda (TVP) de Heloísa se agrava por ter permanecido muito tempo acamada apesar das recomendações médicas para a deambulação precoce. No terceiro dia de puerpério, Heloísa amanhece com as mamas doloridas, muito ingurgitadas, levemente hiperemiadas e temperatura axilar de 37,8°C. Diante deste quadro clínico a conduta é:
A dor neural inguinal mais comum pós hernioplastia inguinal é decorrente da lesão do:
Paciente com 23 anos, foi vítima de estupro por agressor desconhecido na mesma data em que procurou o atendimento no pronto-socorro de Ginecologia e Obstetrícia. Mora em zona rural e não tem a carteira de vacinação em dia. O atendimento à mulher vítima de violência sexual prevê: I. encaminhamento obrigatório a serviço de medicina legal, para exame e registro. II. coleta de material biológico pelo médico ginecologista. III. introdução de medicação antirretroviral. IV. investigação de DSTs, contracepção de emergência, antibióticos e imunoglobulina anti-hepatite B. Assinale a alternativa que aponta somente a (s) afirmativa (s) CORRETA (S).
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