Questões na prática

Ginecologia e Obstetrícia

Obstetrícia

Paciente de 30 anos foi submetida há 4 dias à operação cesariana por parada de progressão e desproporção cefalopélvica em gestação a termo. Na história clínica a amniotomia ocorreu 2 horas antes do nascimento. Há 48 horas vem apresentando queda do estado geral, cansaço e febre de 39º C. Ao exame físico, além da febre, identifica-se útero amolecido com seu fundo 2 cm abaixo da cicatriz umbilical, doloroso à palpação e com lóquios amarelados, espessos e fétidos. As mamas e a ferida operatória estão com aspecto normal. Neste quadro a infecção puerperal é compatível com:

A
Tromboflebite pélvica, devendo ser tratada com antibioticoterapia em que a gentamicina deve fazer parte do esquema associado ao uso eventual de heparina e o INR (International Normalized Ratio) deve ser mantido entre 1,0 e 1,5.
B
Endometrite, que tem seu risco elevado pela cesariana em 60 vezes e o estreptococos do grupo A é o agente mais frequente.
C
Endometrite, devendo ser tratada com antibioticoterapia venosa de largo espectro e a gentamicina deve fazer parte do esquema, com melhora ocorrendo em cerca de 90% dos casos nas primeiras 48 a 72 horas após o início do tratamento.
D
Tromboflebite pélvica, que tem seu risco elevado pela cesariana em 30 vezes, sendo a cultura de grande valor propedêutico e a ressonância magnética um exame desnecessária.
Lactente de 9 meses apresenta febre, diarreia e vômitos há dois dias. Mora em área rural e só consegue transporte para serviço de saúde no terceiro dia de doença. Segundo a mãe, está sem urinar há mais de 12 horas. Quando a criança é examinada, percebe-se que está afebril, respiração gemente e curta, frequência respiratória de 72 irpm, palmas das mãos e plantas dos pés rosadas, pulso fino, perfusão periférica rápida e mucosas secas. A frequência cardíaca é de 168 bpm, e a PA é de 60 x 20 mmHg. Apresenta ainda edema em face interna das coxas e abdome distendido com discreto edema de parede. Ausculta cardíaca e respiratória são normais. A gasometria arterial em ar ambiente mostra pH: 7,16; PaCO2: 22; PaO2: 75; BE: -9; HCO3: 12. O sódio sérico é 138, e o potássio, 5,5. No caso acima, doze horas após a admissão, o paciente estava intubado, em ventilação mecânica, em uso de dopamina na dose de 5 mcg/kg/min, com diurese de 1,8 ml/kg/hora e com sangramento digestivo intenso, pulmonar e pelos locais de venopunção. A PA está acima do percentil 10 para idade. O coagulograma mostra plaquetas séricas de 72.000, TP e TTPA alargados, AE de 32%, INR de 1,8 e fibrinogênio baixo. O paciente está com saturação de 98% com FiO2 de 0,45, gasometria com pH de 7,35, PaO2 de 94, paCO2 de 30, HCO3 de 18 e BE de -2. O diagnóstico que se impõe é:
Em relação ao tratamento farmacológico dos transtornos de ansiedade, assinale a assertiva correta:
Paciente de seis meses de idade, apresentando tumoração redutível em cicatriz umbilical, sendo diagnosticada hérnia umbilical. Qual a melhor conduta?
A reposição de potássio deve ser evitada no pós-operatório imediato porque:
Compartilhar