Questões na prática

Clínica Médica

Hematologia

Paciente de 75 anos, sexo masculino, procurou serviço médico por estar apresentando uma discreta fraqueza há 6 meses, sem outras queixas. No exame físico, apresentava-se descorado +/4+, fígado palpável a 3 cm do RCD e baço palpável a 13 cm do RCE sem outros achados. Exames laboratoriais: Hemograma com Hb 10,0 g/dl HT=30% VCM=87 u³. Leucócitos de 3.000-0-0-3-60-2-0-33-2, Plaquetas 550.000/mm³. Função Renal e Hepática normal. Ácido Úrico=11,0. Endoscopia Digestiva Alta dentro da normalidade. USG de Abdômem presença de esplenomegalia maciça. Mielograma com medula hipocelular com dificuldade na punção. Biópsia de medula óssea: hipercelular, com proliferação megacariocítica, com fibras reticulínicas. Estudo citogenético-ausência de translocação 9;22. O quadro clínico acima sugere Mielofibrose Idiopática. Qual das assertivas abaixo auxiliaria no diagnóstico?

A
Presença da mutação da JAK 2.
B
Presença do rearranjo BCR/ABL.
C
CD55 e CD 59 diminuidos.
D
Translocação (15;17).
E
Inversão do cromossomo16.
Peri, 35 anos, é atendido pelo GSE em via pública, após acidente automobilístico. Está alcoolizado, apresenta trauma torácico, com desconforto respiratório e hipotensão (PA 90/60mmHg), que responde a infusão de cristaloides; FC 100 bpm, FR 28 irpm. Submetido a cateterismo vesical que dá saída a 50 ml de urina sanguinolenta, a ultrassonografia abdominal que revela moderada quantidade de líquido livre na cavidade peritoneal; radiografia de tórax com hipotransparência difusa em hemitórax esquerdo. Após dez dias de internação na UTI, como se mantinha dependente de ventilação mecânica, foi realizada traqueostomia. Doze horas após o procedimento,o alarme do respirador indica “baixa pressão”. O paciente está cianótico e há deslocamento da cânula de traqueostomia. Neste momento deve-se:
A tuberculose (TB) é um problema de saúde prioritário no Brasil. No que diz respeito a esse agravo, assinale a alternativa INCORRETA:
Mulher, 52 anos de idade, 1,65 m de altura, 60 kg, procurou o médico por conta de linfadenomegalia cervical, sendo diagnosticado linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B. Foi iniciado tratamento quimioterápico, com regressão da massa cervical e sem intercorrências durante os dois primeiros ciclos. Entretanto, 11 dias após o terceiro ciclo de quimioterapia, a paciente procura o médico com queixa de equimoses e petéquias em membros inferiores e superiores, além de cansaço aos esforços. Também apresentou um pico febril não aferido 2 dias antes. Ao exame, estava descorada, sem adenomegalias, com várias equimoses numulares em braços e pernas. Pressão arterial de 105 x 65 mmHg e frequência cardíaca de 80 bpm. O hemograma revelou: hemoglobina de 8 g/dl; hematócrito de 25%; glóbulos brancos = 3.500/ml; neutrófilos = 2.000/ml e plaquetas = 48.000/ml. Em relação ao quadro hematológico, a conduta mais adequada é:
Homem, 42 anos de idade, procurou atendimento médico em unidade básica de saúde, com história de diarreia há três meses, com fezes pastosas em grande volume, com restos alimentares e presença de gordura. Perda ponderal de 10 kg no período. Refere ingestão de meia a uma garrafa de aguardente por dia, desde a adolescência. Ao exame físico: bom estado geral, mau estado nutricional, consciente, orientado e hipocorado +/4+. Pressão arterial: 90/60 mmHg e frequência cardíaca: 102 bpm. Abdome escavado, flácido, discretamente doloroso à palpação profunda de epigástrio, sem sinais de defesa, sem visceromegalias ou massas palpáveis, ruídos hidroaéreos normativos. O mecanismo fisiopatológico que mais, provavelmente, explica a diarreia é:
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