Questões na prática

Pediatria

Neonatologia

Cardiopediatria

Um recém-nascido é transferido de outro hospital e transportado pelo SAMU. Quando solicitado o leito, o médico relatou se tratar de um recém-nascido a termo, nascido após cesárea marcada a pedido da gestante. O líquido amniótico foi claro. O Apgar foi 6 e 8. Recebeu oxigênio inalatório devido à cianose. Como persistiu com cianose, com hipótese de cardiopatia congênita, o oxigênio foi suspenso. Após transporte, que demorou em torno de três horas, o recém-nascido chegou a este serviço com 7 horas de vida, em más condições, cianose generalizada, saturação de oxigênio variando de 55 a 60% e má perfusão. Um médico socorrista relata que foi mantido sem oxigênio no transporte. Imediatamente foi intubado, colocado em ventilação mecânica com FiO2 = 100%; houve melhora progressiva com saturação chegando a 92%. Pelo exame físico, a idade gestacional foi de 36 semanas. RX de tórax evidenciou pulmões hiperinsuflados, com infiltrado difuso bilateral e área cardíaca um pouco aumentada. Diante deste relato, pode-se afirmar:

A
A presença de sopro cardíaco na sala de parto poderia justificar a hipótese de cardiopatia e contraindicar a oxigenioterapia.
B
Em recém-nascido a termo ou limítrofe de pré-termo para termo, a presença de líquido nos pulmões pode explicar a evolução observada.
C
Antes da realização de ecocardiograma, com hipótese de cardiopatia congênita cianosante, o oxigênio é contraindicado por estimular o fechamento do canal arterial.
D
A cesárea realizada sem trabalho de parto prévio pode levar o recém-nascido a não se adaptar ao ambiente extrauterino, mantendo a circulação fetal e justificando a contraindicação do oxigênio inalatório.
E
Para o adequado manejo deste recém-nascido, a recomendação é de se dispor de maior número de leitos de UTI neonatais, pois o transporte de recém-nascidos é crítico e as três horas de duração, neste caso, justificam as más condições do recém-nascido na chegada.
Os pacientes com insuficiência arterial periférica e claudicação intermitente podem aumentar a distância percorrida livre de dor com o uso de:
Mãe leva seu filho de 4 anos de idade ao atendimento médico por queixa de “testículo direito inchado”, progressivo há 3 meses. Relata que este “inchaço” é observado principalmente ao final do dia. Quando a criança acorda, os testículos aparentam ter praticamente o mesmo tamanho, pois praticamente não se observa tal "inchaço" . Não há queixa de dor, vômitos ou de aumento de volume em região inguinal aos esforços. Também nega história de trauma recente na região. Ao exame, observa-se que ambos os testículos são tópicos, com superfície lisa, tamanho e consistência normais, sendo que o esquerdo é retrátil. À palpação do testículo direito, detecta-se hidrocele moderada, confirmada por transiluminação. Não há sinais inflamatórios e, mesmo à manobra de Valsalva, não se observa abaulamentos inguinais. A melhor conduta para essa criança é:
Uma mulher de 76 anos iniciou nitrofurantoína há 1 dia para tratamento de infecção urinária sintomática. De manhã, a filha teve dificuldade para acordá-la e procurou o pronto-socorro. A paciente está rebaixada, letárgica, sem déficits neurológicos focais, P: 112 bpm, rítmico, PA: 86 × 50 mmHg, T: 37,9 ºC, FR: 24 mr/min, com saturação de oxigênio = 88% em ar ambiente. A conduta inicial mais adequada será:
Criança, 3 semanas de vida, nascida a termo, de parto cesárea sem intercorrências, apresenta vômitos não biliosos há cerca de 5 dias, com aumento progressivo em frequência. Ao exame físico, encontra-se desidratada e irritada. No abdome, o peristaltismo é visível no epigastro e palpa-se uma tumoração arredondada no hemiabdome direito, abaixo do fígado. Foi submetida a exames complementares, que evidenciaram hipopotassemia e hipocloridria. Na radiografia contrastada de abdome, evidenciou-se o “sinal do bico do seio”. Em relação a esse caso, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a principal hipótese diagnóstica.
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