Questões na prática

Clínica Médica

Nefrologia

Em relação à IRA (insuficiência renal aguda), assinale a alternativa INCORRETA.

A
Hiponatremia na IRA pode ser tratada com restrição de água livre pela via oral, sem necessidade da via venosa.
B
Hiperuricemia é comum em IRA, e quando os níveis forem menores que 15 mg/dL não implica tratamento.
C
Acidose metabólica não é de grande preocupação, devendo ser tratada quando o pH for menor que 7,2 e o HCO3 for menor que 15.
D
Tratamento inicial na hipercalemia da IRA: insulina, agonista beta2 adrenérgico e glicose hipertônica.
E
Hipofosfatemia e hipocalcemia não acontecem em IRA, motivo pelo qual não necessitam ser pesquisadas.
Paciente, 31 anos de idade, G3P2A0, com o tempo de amenorreia de 25 semanas queixava-se de dor lombar há 3 dias, associada com polaciúria. Relatou também calafrios, náuseas e vômitos há 12 horas. Trouxe ultrassom de primeiro trimestre com a idade gestacional. Ao exame: temperatura axilar 39,1ºC, atividade uterina não perceptível; BCF = 136 bpm: colo fechado, grosso posterior. A hipótese diagnóstica e a conduta são:
Paciente com 26 anos de idade, G4P0A3, apresentou abortos anteriores espontâneos, acima de 10 semanas com fetos morfologicamente normais. Ultrassom mostra gestação tópica de 7 semanas. Foi encaminhada ao Setor de Gestação de alto risco para investigação da Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide e para terapêutica necessária. Quais exames você solicitaria e qual a conduta terapêutica?
Paciente com 42 anos de idade, com ciclos menstruais regulares, procurou atendimento com queixa de dor em fossa ilíaca direita, há 6 meses, de leve a moderada intensidade, diária. O exame clínico ginecológico não evidenciou alterações significativas. O ultrassom evidenciou cisto ovariano à direita, sugestivo de teratoma e CA 125 = 4,0. Foi submetido à laparoscopia, com ooforectomia direita, e o exame anatomopatológico intraoperatório evidenciou diagnóstico de carcinoma de ovário. Sabe-se que nesses casos está indicada a realização de estadiamento cirúrgico, no mesmo ato, o que inclui histerectomia e ooforectomia contralateral. Do ponto de vista ético, qual a conduta mais adequada do cirurgião?
Mulher, 28 anos de idade, solteira, G1P0A1, referiu dor intensa em hipogástrio, com irradiação para região lombar bilateral. A dor iniciou há 3 dias e piorou nas últimas 12 horas, quando apresentou febre de 39,5°C. Nega vômitos e a última evacuação foi há 36 horas. Ao exame, apresentava-se gemente, em posição antálgica e, à palpação do abdome, sinais de peritonismo, principalmente em fossa ilíaca direita. Ao toque vaginal, mostrava dor intensa à mobilização do colo uterino, não sendo possível palpar anexos. Hemograma com 21.000 leucócitos/ml e desvio à esquerda. Ultrassonografia revelou massa anexial à direita de 5 cm de diâmetro sugestiva de abscesso no tubo ovariano. Qual a primeira conduta a ser tomada?
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