Questões na prática

Clínica Médica

Gastroenterologia

Uma paciente de 56 anos é submetida a uma ileocolectomia direita devido à adenocarcinoma apendicular por uma incisão mediana infraumbilical, com anastomose íleo-cólica latero-lateral por sutura manual. Profilaxia de trombose venosa é instituída com heparina de baixo peso via subcutânea e antibioticoprofilaxia parenteral é iniciada na indução anestésica. Com a conduta correta, a paciente evolui bem e recebe alta. Meses após desenvolve distensão abdominal. Uma tomografia computadorizada de abdome mostra a presença de volumosa quantidade de líquido na cavidade peritoneal, formando coleções loculadas de densidade elevada. O tratamento inicial mais adequado neste caso é:

A
Paracentese abdominal.
B
Peritoniectomia.
C
Quimioterapia adjuvante.
D
Radioterapia.
Vinícius, 45 anos, é empresário e viajará para Manaus a trabalho por 6 meses. Queixa-se de rouquidão pela manhã e azia há 4 anos. Sua mãe contava que ele apresentava episódios de diarreia na infância, acompanhados de distensão abdominal, cólica e assaduras (dermatite) persistentes. Na época foram retirados de sua alimentação o leite e seus derivados, sendo permitido o uso de iogurte. Evoluiu sem sintomas até a adolescência quando abandonou a dieta. Ao exame físico está eutrófico. Foram prescritos alguns medicamentos sintomáticos e inibidor de bomba de próton (IBP), proposta a investigação diagnóstica e a profilaxia de doenças do viajante. Vinicíus permaneceu quatro meses em viagem e retorna antecipadamente com fadiga, febre elevada e dor articular intensa, calor e edema em joelho direito, tornozelo direito, dorso do pé e punho esquerdo, além de lombalgia, há uma semana. Deambulava com grande dificuldade e havia recebido diagnóstico de tendinite do Aquileu bilateral. Ao retornar, revela ao médico ter tido relações sexuais sem preservativos com uma colega de trabalho, durante a viagem, seguida, algumas semanas após, de disúria autolimitada. O médico recomenda que Vinícius faça contato com a colega para que ela procure orientação médica. A conduta indicada para ela é:
Dorival, 68 anos, em pré-operatório de carcinoma bem diferenciado localizado no colo esquerdo. História de colonoscopia há dez anos, com remoção de pólipo de 1 cm de diâmetro. Seu irmão mais velho foi operado de câncer no colo aos 80 anos. Tem história prévia de trombose venosa profunda fêmoro-poplítea direita há 10 anos após fratura de ossos de perna e imobilização com aparelho gessado. O ecodoppler venoso recente mostra total recanalização do sistema venoso profundo direito, com discreto refluxo na veia femoral superficial. A heparina de baixo peso molecular devera ser utilizada em dose:
Anália, 58 anos, internada com febre, náusea e dor abdominal de forte intensidade em hipocôndrio direito com irradiação para o dorso há 36 horas, com piora nas últimas 12. Exame físico: FC 92bpm, FR 23 irpm, Tax 39ºC, dor abdominal intensa à palpação do hipocôndrio direito. Exames laboratoriais: leucograma: 19.000/mm3 (eosinófilos 0%, bastões 10%, segmentados 78%), bilirrubina total 1,2mg/dL, direta 0,7mg/gL, indireta 0,5mg/dL; EAS normal. Após duas semanas, Anália apresenta febre e calafrios e é reinternada. A hemocultura evidencia bacteremia por Gram negativo. O médico punciona a veia subclávia, inicia empiricamente ceftriaxona (1 g IV de 8/8h) e reposição volêmica. Não há melhora, mantendo febre e taquicardia e, 48 horas depois, o resultado da hemocultura é positivo para E.coli, sensível a ceftriaxone, cefotaxime e imipenem, e resistente a ceftazidime e aztreonam. A radiografia de tórax e o EAS são normais. A estratégia antimicrobiana adequada neste momento é:
Anália, 58 anos, internada com febre, náusea e dor abdominal de forte intensidade em hipocôndrio direito com irradiação para o dorso há 36 horas, com piora nas últimas 12. Exame físico: FC 92 bpm, FR 23 irpm, Tax 39°C, dor abdominal intensa à palpação do hipocôndrio direito. Exames laboratoriais: leucograma: 19.000/mm³ (eosinófilos 0%, bastões 10%, segmentados 78%), bilirrubina total 1,2 mg/dl, direta 0,7 mg/gL, indireta 0,5 mg/dl; EAS normal. Anália está na pós-menopausa em terapia hormonal (TH) combinada há 3 anos. Três meses após a alta, queixa-se de incontinência por urgência, nictúria e polaciúria, com prejuízo da sua qualidade de vida. O exame, indicado para confirmar a suspeita diagnóstica é:
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