Questões na prática

Clínica Médica

Gastroenterologia

Infectologia

Vinicius, 45 anos, é empresário e viajará para Manaus a trabalho por 6 meses. Queixa-se de rouquidão pela manhã e azia há 4 anos. Sua mãe contava que ele apresentava episódios de diarreia na infância, acompanhados de distensão abdominal, cólica e assaduras (dermatite) persistentes. Na época foram retirados de sua alimentação o leite e seus derivados, sendo permitido o uso de iogurte. Evoluiu sem sintomas até a adolescência quando abandonou a dieta. Ao exame físico está eutrófico. Foram prescritos alguns medicamentos sintomáticos e inibidor de bomba de próton (IBP), proposta a investigação diagnostica e a profilaxia de doenças do viajante Vinicius está assintomático após um mês de tratamento diário com IBP. A endoscopia digestiva mostra esôfago de Barret e a histopatologia afasta displasia. A esofagomanometria revela pressão normal do esfíncter esofagiano inferior e ausência de distúrbios motores. Com relação à quimioprofilaxia de malária deve-se:

A
vacinar para Plasmodium falciparum e Plasmodium vivax até sete dias antes da viagem
B
contraindicar, independentemente do acesso a serviços de saúde
C
informar ao paciente sobre proteção individual e os riscos de efeitos colaterais e de resistência à medicação
D
indicar, independentemente do tempo de estadia e do acesso a serviços de saúde
Para aquisição de imagens pela ressonância magnética usa-se:
Paciente de 24 anos, gestante de 20 semanas, em uso de sulfato ferroso, foi encaminhada ao hematologista para investigação de anemia microcítica e hipocrômica, com RDW (índice de variabilidade dos glóbulos vermelhos) normal, mas que apresenta diminuição gradativa de hemoglobina e do hematócrito apesar da reposição de ferro. Apresenta ferritina normal, mas não trouxe dosagem do ferro sérico. Qual o diagnóstico possível e conduta adequada?
Antonio Carlos, 35 anos, tem cirurgia eletiva programada devido à otoesclerose estapediana (estapedectomia). Mãe com diabetes tipo II e pai saudável. Exame físico: peso 91 kg, altura 1,80 m e circunferência abdominal 106 cm. PA 140 x 80 mmHg; PR 90 bpm. Aparelhos cardiovascular e respiratório sem alterações. Hérnia em região inguinocrural à direita, diagnosticada há cerca de 5 anos, assintomática. Exames: hemácias 4.980.000/mm³, Hb 15g/dl, Ht 45,4%, leucócitos 5500/mm³, plaquetas 320.000/mm³, TAP 100%, INR 1,0; glicemia 114 mg/dl, creatinina 1,3 mg/dl, (clearance creat 102 ml/min), ácido úrico 8,3 mg/dl, Na 140 mEq/l, K 4,7 mEq/l; triglicerídeos 160 mg/dl, HDL 35mg/dl, LDL 136 mg/dl; microalbuminúria 100 mg/24h. Níveis elevados de ácido úrico estão associados à obesidade, dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica e diabetes. Um estudo, no qual 9.125 trabalhadores foram acompanhados por 23 anos, investigou a associação entre ácido úrico elevado e risco para doença coronariana. Os indivíduos com uricemia mais elevada tiveram risco maior de morrer por doença cardiovascular do que aqueles com ácido úrico mais baixo, sendo o risco relativo = 1,29 e IC 95% 1,05 - 1,58. Em relação ao perfil glicídico, a conduta é:
Carlos, 65 anos, relata que seu irmão faleceu recentemente de dissecção aguda de aorta e pergunta ao médico se pode ter a mesma doença e se deve fazer exames. Nega hipertensão, diabetes ou cirurgias prévias. Uma meta-análise reviu estudos para avaliar a acurácia da história clínica, do exame físico e da radiografia de tórax no diagnóstico de dissecção aguda da aorta torácica. Alguns dos resultados encontrados foram: (1) dor torácica intensa de início súbito mostrou sensibilidade de 84%; (2)o sopro diastólico mostrou razão de verossimilhança positiva de 1,4; (3). A sensibilidade de radiografia de tórax anormal foi de 90%. A curva enzimática mostra elevação de troponina e CPK-mb com queda precoce, caracterizando:
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