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Como funciona a Residência em Clínica Médica?

Como funciona a Residência em Clínica Médica?

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Carreira Médica

16 minhá 969 dias

Quer saber mais sobre a Residência em Clínica Médica? Saiba mais sobre como funciona a Residência em Clínica Médica, seu Mercado de Trabalho e as possibilidades de atuação no ramo.

A Escolha da Residência Médica

Findada a faculdade de Medicina, é chegada a hora de escolher a especialidade que você pretende seguir.

Esse momento é um dos mais delicados na vida de um médico. Pensando em te ajudar você nesse momento, traremos uma série de artigos sobre as principais especialidades médicas.

Os textos foram retirados do nosso livro Como Escolher Sua Residência Médica.

Na obra, você encontra um um guia completo. Nele há importantes informações sobre a carreira médica e sobre 50 especialidades.

O que é o Clínico Geral?

Médicos pós-graduados em medicina interna são especialistas. Eles aplicam o conhecimento científico e experiência clínica para o diagnóstico, prevenção, tratamento e cuidados do paciente adulto. Por isso, envolve todo o espectro da saúde, até mesmo as doenças complexas.

Eles são intitulados internistas, médicos clínicos e popularmente conhecidos como clínicos gerais.

Países como o Brasil não exigem os anos adicionais de prática da medicina supervisionada (residência médica) como complementação aos estudos do curso de graduação.

Em tais países, são também denominados médicos clínicos – ou clínicos gerais – aqueles profissionais médicos que, mesmo sem cursar uma pós-graduação, optam por exercer a medicina focada no cuidado do adulto.

Portanto, não existe uma norma clara para o médico especializado em medicina interna em relação ao não especialista.

O bom senso e experiência individual tornam-se as ferramentas que limitam a responsabilidade sobre o nível de complexidade nos cuidados com o paciente.

Internos ou Internistas?

Vale ressaltar que são denominados internistas os médicos qualificados com formação pós-graduada em medicina interna.

Estes não devem ser confundidos com os “internos”. No Brasil, esta titulação se aplica aos estudantes dos dois últimos anos do curso de graduação em medicina. Ou seja, que estão no período do internato.

Nos Estados Unidos, os interns são médicos já graduados, em seu primeiro ano de treinamento na residência médica.

Para que não persistam dúvidas, neste texto o médico pós-graduado em clínica medica será sempre denominado internista.

O Internista

O campo de atuação do internista é extremamente amplo e envolve a atenção à saúde dos indivíduos com mais de 18 anos.

Essa especialidade é caracterizada, sobretudo, pela diversidade. Um grupo variado de pacientes, abrangendo desde o final da adolescência até o fim da vida. Uma série de cenários que seguem da prática ambulatorial, emergências médicas e pacientes hospitalizados. Uma ampla gama de doenças agudas e crônicas. Além disso, a oportunidade de atuação tanto em grandes centros urbanos como na zona rural.

A responsabilidade principal do internista é diagnosticar e tratar as condições médicas. Para isso, ele enfrenta os desafios no tratamento de um leque mais vasto de doenças do que em outra especialidade.

Ao mesmo tempo, o internista deve estar ciente de suas próprias limitações. Assim, precisa saber quando procurar apoio dos demais setores especializados da área médica.

História da Medicina Interna

A história da Medicina Interna se entrelaça com a história da própria medicina.

O termo medicina interna originou-se do alemão Innere Medizin. Ele foi popularizado no final do século XIX. Era usado para descrever médicos que associavam a ciência em laboratórios com o atendimento.

Com grandes guerras mundiais no início século XX, médicos que estudaram medicina na Alemanha difundiram essa expressão para outros continentes.

O século XX foi caracterizado por novos tratamentos biológicos e, a evolução da química, da genética e das tecnologias de laboratório e imagem. Elas promoveram o salto para a medicina moderna atual.

Entretanto, mesmo com toda tecnologia disponível, a capacidade de realizar um detalhado exame clínico, e interpretar os seus achados, mantém seu valor fundamental e permanece como atributo imprescindível para um bom internista.

O especialista em Clínica Médica e a sua rotina ambulatorial

O atendimento ambulatorial ou no consultório é uma das muitas opções disponíveis para a prática do médico internista.

Existe um grande movimento reafirmando a importância do atendimento ao paciente na esfera primária de complexidade. Com um sistema de saúde estruturado em um caráter mais preventivo do que curativo.

Nesse âmbito, o internista tem papel essencial no cuidado do paciente. Sendo, portanto, um grande gestor na promoção da saúde. Ele oferece uma visão integrada do paciente, restaurando e aprimorando a função dos antigos médicos da família

O atendimento ambulatorial pode ser prestado no âmbito público ou privado.

Uma série de doenças de alta incidência e/ou prevalência constituem o núcleo da maioria das práticas ambulatoriais da medicina interna.

Elas vão desde enfermidades simples – como a gripe, a gastroenterite viral e as infecções do trato urinário – até os problemas mais complexos e crônicos – como diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, dislipidemia e hipertensão.

Muitos pacientes têm doenças multissistêmicas e necessitam de cuidados especializados. Por isso, é importante a atuação organizada e harmônica da equipe de médicos e outros prestadores de cuidados. Nem sempre esta organização é alcançada. São constantes as situações de equipes fragmentadas e desorganizadas, gerando condições confusas e frustrantes para os pacientes.

O internista bem formado, com habilidades de liderança, pode evitar ou pelo menos minimizar as dificuldades nestas situações confusas.

Rastreando medicamentos prescritos por outros médicos, monitorando as possíveis interações medicamentosas, acompanhando exames e/ou procedimentos realizados por subespecialistas e respondendo às suas recomendações, o internista orquestra o atendimento multidisciplinar. Assim, conduz o paciente com tranquilidade pelo complexo sistema de cuidados.

Oportunidades no Sistema Público e Privado

Sistema Público

No sistema público, existe grande oferta de oportunidades. Programa de saúde da família, por exemplo, especialmente nas áreas mais distantes dos grandes centros urbanos.

Sistema Privado

Uma dificuldade dos médicos que almejam iniciar as suas empresas é a obtenção de cadastramento para atender convênios de saúde. Por isso, é uma prática comum os médicos terem seus serviços terceirizados. Assim, clínicas privadas detêm os privilégios de convênios.

A rotina ambulatorial do internista não demanda a utilização rotineira de equipamentos de alto custo. Além disso, o investimento para se iniciar um serviço privado é relativamente baixo, em comparação com outras especialidades médicas.

Clínica Médica na Emergência

A implementação da residência em emergências médicas ainda não foi estruturada no Brasil. Por isso, a grande maioria dos serviços de emergência de clínica médica funciona com clínicos gerais, internistas e subespecialistas no atendimento dos pacientes não cirúrgicos com enfermidades agudas.

Geralmente, os internistas trabalham em regime de plantão e são remunerados pela hora de trabalho.

O nível de estresse geralmente é maior do que no âmbito ambulatorial, visto o risco eminente de morte. Enfermidades frequentes variam muito em nível de complexidade e serviços oferecidos pela instituição

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Médico Hospitalista

O internista cujo foco profissional principal é medicina hospitalar é denominado hospitalista.

Este campo de atuação vem crescendo exponencialmente nos Estados Unidos, Canadá e, mais recentemente, no Brasil.

A essência da rotina do hospitalista inclui atendimento aos pacientes e atividades de ensino e de pesquisa. Além disso, a liderança relacionada com a prestação de cuidados de base hospitalar.

Assim como nos atendimentos da emergência, geralmente o hospitalista é contratado por uma instituição e trabalha mediante regime de plantão. Por isso, tem carga horária e rotina variáveis.

Vale a ressalva de que a continuidade do atendimento ao paciente é um fatores que impulsionam a posição do hospitalista. Por isso, muitos internistas trabalham por muitas horas e em dias seguidos.

Porém, no seu período de descanso fora do hospital, outro médico fica responsável pelo cuidado do paciente. Assim, o hospitalista tem maior privacidade no seu tempo fora do trabalho.

Diferente do plantonista, que somente atende por intercorrências do paciente hospitalizado, cabe ao internalista integrar as recomendações dos demais profissionais envolvidos e oferecer ao paciente, em uma linguagem acessível e unificada, as opções e alternativas do seu tratamento.

Consulta Hospitalar

O internista pode ser o responsável direto pela admissão de pacientes no hospital quando estes apresentam uma enfermidade. Além disso, pode ser consultado para oferecer as suas recomendações em pacientes admitidos por outra subespecialidade, mas que demandam o manejo de condições clínicas paralelas que levaram a hospitalização.

Um paciente admitido pela ortopedia para uma artroplastia que necessita do manejo do diabetes, fibrilação atrial ou insuficiência renal durante a hospitalização, por exemplo.

Subespecialidades

No Brasil, a vasta maioria dos médicos que se tornam especialistas em medicina interna optam por seguir uma especialidade. No aspecto prático, a residência de medicina interna pode abrir portas em situações pontuais, oferecendo ao internista a experiência e o conhecimento para cuidar melhor dos seus pacientes.

Porém, em função das normas vigentes no Brasil, não amplia muito o campo de atuação.

Como citado anteriormente, na visão popular, tanto internista quando o médico sem pós-graduação são tidos como clínicos gerais.

Associando esta questão com a possibilidade de uma melhor remuneração, poucos cursam somente a residência de clínica médica.

Atualmente, esta é quase que exclusivamente uma grande ponte para as múltiplas especialidades.

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A Residência em Clínica Médica

Informações Gerais

O programa de residência em medicina constitui uma modalidade de ensino de pós-graduação médica sob a forma de curso de especialização.

Por isso, é caracterizada por treinamento sob a orientação de profissionais médicos especialistas. Tal programa tem como objetivo o treinamento teórico e prático do residente, para o seu aperfeiçoamento no atendimento a pacientes clínicos em ambiente hospitalar e ambulatorial.

As atividades dos residentes devem ser supervisionadas pela preceptoria da residência médica e pelos médicos que compõem as diversas equipes dos serviços.

A residência de clínica médica é de acesso direto, ou seja, sem pré -requisitos. Ela tem duração de dois anos, com carga horária de 60 horas semanais. As atividades da residência são distribuídas em atividades ambulatoriais, de emergência, hospitalares, rodízios em especialidades, atividades acadêmicas e de pesquisa.

O Treinamento e Estudo para a Residência em Clínica Médica

O treinamento em medicina interna é muito intensivo. O internista, muitas vezes, tem que agir como detetive ao buscar pistas para desvendar um diagnóstico obscuro. Isso demanda um hábito rotineiro de estudo, visto que o conteúdo que envolve a clínica médica é extremamente vasto.

As evidências que suportam as condutas são dinamicamente revisadas e continuamente atualizadas. A prática da medicina baseada em evidência deve ser o motor que impulsiona esse residente.

O Programa de Especialização na Residência de Clínica Médica

A residência de clínica médica é o programa de especialização médica com maior número vagas. Ele está amplamente disponível na maioria dos estados do Brasil, porém com maior concentração no Sudeste.

No Sudeste também estão localizados os melhores programas – quando comparados indicadores como pesquisa científica, qualidade de ensino e avaliação de mercado.

Mesmo com um grande número de vagas oferecidas, a concorrência é alta. Este número grande de candidatos é impulsionado pelo também grande número de especialidades que demandam a formação em clínica medica como pré-requisito.

A nota de corte para aprovação na residência de clínica médica geralmente é alta. Porém, as famosas “listas” para relocação dos candidatos costumam ser grandes, particularmente nas instituições menos procuradas.

A Escolha da Instituição

Ao avaliar a instituição onde se pretende fazer prova de residência, deve-se pesquisar a formação dos seus preceptores; se há a exposição aos pacientes com diversos níveis de complexidade e acesso a especialidades; se há emergência e um serviço de referência estruturado; a existência de uma integração de todos os setores que oferecem o cuidado ao enfermo (como enfermagem, serviço social etc.); recursos e disponibilidade de técnicas modernas de laboratório e imagem; oportunidade para pesquisa e extensão e, principalmente, a prática rotineira da medicina baseada em evidencia.

O curriculum tem flexibilidade entre as instituições de ensino. Em todas, porém, o maior número de rodízios são na unidade de internação.

Muitas vezes, também chamadas de “enfermaria”, nela os residentes passam cerca da metade do período de residência. Os outros rodízios são distribuídos entre sala de emergência, especialidades, unidades básicas de saúde, unidades de terapia intensiva e pesquisa.

Muitas vezes, os próprios residentes identificam suas limitações e optam por rodízios em determinadas especialidades para suplantar estas deficiências.

Entretanto, cabe a preceptoria e coordenação de cada residência a responsabilidade de monitorar de maneira objetiva (provas) e prática (rotina das enfermarias e cuidado com os pacientes) as áreas onde hajam deficiências do conhecimento de cada residente.

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Em comparação com médicos que concluem os cursos de residências com acesso direto (ex: dermatologia, oftalmologia, radiologia) ou que se subespecializam, é muito baixa a proporção de internistas que optam fazer a prova de título de especialista para clínica médica.

Assim, a certificação através da prova do título de especialista não é uma rotina para os internistas no Brasil.

Mercado de Trabalho para o Internista

O mercado de trabalho para o internista é amplo e bastante diversificado.

O atendimento no consultório oferece ao internista a possibilidade de moldar a sua carga horária e, consequentemente, o retorno financeiro.

O trabalho em salas de emergência e como hospitalista, quase sempre em regime de plantão, está associado com cuidados dispensados a pacientes mais graves e com risco eminente de morte. É uma opção para o internista que prefere lidar com pacientes mais críticos e, consequentemente, uma rotina com maior estresse.

Como ocorre na grande maioria dos plantões médicos, a remuneração geralmente é fixa e por hora de trabalho. Há diferenças entre a prática clínica em serviços privados, serviços públicos e instituições acadêmicas.

Embora o retorno financeiro em instituições acadêmicas seja normalmente menor, há mais liberdade para o profissional estender a investigação diagnostica. Assim, pode oferecer o tratamento mais adequado ao seu paciente, contando inclusive com o apoio da multidisciplinaridade.

Em serviços públicos como o programa de saúde da família, muitas vezes o internista tem dificuldades em se aprofundar na investigação diagnostica e encontra restrições terapêuticas por limitações do Sistema Único de Saúde (SUS).

Internistas que escolhem a prática privada também têm várias opções. No ambiente atual, a clínica privada solo está se tornando muito menos comum.

Ao invés dessa, a maioria dos internistas parte para a prática de grupo, como grupos de várias especialidades de saúde ou terceirizando os seus atendimento por clínicas privadas.

Muitos convênios hoje limitam o cadastro de novos médicos, contribuindo para que médicos partam para a prática de grupo. O atendimento particular também oferece opções que seguem desde a consulta popular a altos valores estipulados por clínicos renomados.

Considerações finais e perspectivas futuras

A medicina interna é talvez a mais cerebral de todas as especialidades. Ela exige um alto nível de pensamento crítico.

Há sempre casos que requerem uma organização mental para a solução de problemas e interpretação de sinais, sintomas e pequenos detalhes. Internistas são, intelectualmente, médicos curiosos.

É importante o desenvolvimento da capacidade de refletir, de questionar e de fazer perguntas pertinentes durante o processo de diagnóstico diferencial e na adoção de condutas.

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Cursos Preparatórios para prova de Residencia em Clínica Médica

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