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Residência Médica: tudo que você precisa saber!

A Residência Médica é uma modalidade de ensino de pós-graduação destinada à médicos, sob a forma de curso de especialização.

O programa é gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), mas o seu regimento é determinado pela Comissão Nacional de Residência Médica, a CNRM, que foi instituída em 1977.

legislação prevê uma carga horária de, no máximo, 60 horas semanais, incluindo 24 horas de plantão, descanso obrigatório de 6 horas após plantão noturno de 12 horas e, ao menos, um dia de folga semanal e trinta dias consecutivos de repouso por ano de atividade.

Breve histórico da Residência Médica no Brasil

O primeiro programa de Residência Médica surgiu no Brasil em 1945, na área de Ortopedia no Hospital das Clínicas da USP. Depois, foram criados os programas em Cirurgia Geral, Clínica Médica, Pediatria e Obstetrícia/Ginecologia no Instituto de Previdência e Assistência do Servidor do Estado do Rio de Janeiro (IPASE).

Desde então, a Residência Médica é reconhecida amplamente como uma modalidade de pós-graduação praticamente obrigatória para quem se gradua no curso de medicina.

A Residência Medica foi Instituída pelo decreto nº 80.281, de 5 de setembro de 1977. Veja:

Decreto de criação da Residência Médica - Sanar Medicina
Art. 1º do DECRETO Nº 80.281 DE 5 DE SETEMBRO DE 1977

Bolsa de Residência Médica

O valor bruto da bolsa de residência médica é de R$ 3.330,43 por 60 horas semanais.

No entanto como o médico residente é filiado ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) como contribuinte individual – mesma categoria dos profissionais liberais, empresários e autônomos – ele contribui obrigatoriamente para a previdência social, através do INSS.

A contribuição para a previdência do médico residente é de 11% – o que significa que o valor líquido da bolsa é de R$ 2.964,13. 

O Ministério da Educação é o responsável por pagar a bolsa de residência. Na grande maioria das vezes o valor é único, ou seja: o mesmo para todas as instituições e especialidades. Mas sempre consulte o valor da bolsa no site oficial da universidade ou do hospital. Existem programas em que os residentes ganham um pouco mais  do que a bolsa prevista, como forma de incentivo. Este é o caso, por exemplo, da Residência de Medicina de Família e Comunidade em algumas instituições. Não é comum, mas essas exceções existem.

Para saber mais sobre a Bolsa de Residência Média, leia a matéria “Bolsa de Residência Médica: tudo o que você precisa saber“.

Como se preparar para fazer a prova de Residência Médica?

Se alguém achou um dia que passar no vestibular de medicina é tarefa difícil, imagine ser aprovado em dermatologia em uma seleção como a do SUS-SP, com a concorrência de 55 candidatos por cada vaga.

A grande maioria dos médicos formados tentam entrar em um programa de Residência, contudo muitos ficarão de fora por falta de vagas. Por isso é bom se preparar, e o primeiro passo é conhecer o processo seletivo.

Áreas Básicas e Especialidades com Acesso Direto

A prova de Residência Médica é um processo seletivo complexo e dividido em várias etapas. Grande parte desses processos é formada de uma prova teórica de múltipla escolha, uma prova prática – que pode ser estudos de casos, execução de técnicas em bonecos e até atores-, além de uma entrevista. A nota final é composta pelo resultado das três etapas.

Prova teórica (1ª fase)

Normalmente, é a etapa de maior peso na nota final. É uma prova de conhecimentos médicos com questões de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia e Medicina Preventiva e Social.

São muito assuntos para estudar antes da prova, e é importante notar que não dá pra revisar a faculdade toda no ano de preparação. Ter foco e direcionamento nos estudos faz uma grande diferença.

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Prova prática (2ª fase)

É bem verdade que nem todo processo seletivo de residência exige uma prova prática, só os mais concorridos! O que torna essa etapa bem importante. Infelizmente, a prática não é o forte de muitos cursos de medicina.

Sem pânico galera! Os cursos online da Sanar Residência Médica contemplam as provas práticas, as estações práticas mais frequentes com base na estatística das provas anteriores, explicando como funciona e exemplificando através de casos clínicos e checklists.

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Entrevista (3ª fase)

É a etapa mais subjetiva do processo. O desempenho as vezes dependerá muito mais dos entrevistadores da banca e de você do que da especialidade. Note que nem todas as perguntas aqui serão sobre conhecimento técnico, já que isso já foi testado.

Na entrevista pesará sua identificação com a área, experiências e expectativas. Será que vai dar match? Uma dica valiosa aqui é: procure saber com mais detalhes sobre a instituição que quer fazer o programa de residência, sua história, e sua cultura. Falar com os profissionais do local é sempre bom! 😉

Especialidades e/ou Área de Atuação com pré-requisitos

A prova de Residência Médica para Especialidades e/ou Área de Atuação com pré-requisitos é composta de questões relativas à área que se deseja especializar e, em alguns casos, contendo também questões de clínica geral. Essas informações precisas podem ser conferidas no edital de cada instituição.

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Cursos preparatórios para prova de Residência Médica

Os cursos preparatórios para Residência Médica têm tido um papel fundamental nesse processo ao longo dos anos. Por trás dos professores existe uma grande equipe realizando estudos para acompanhar tendências e mapear os assuntos mais frequentes.

Há quem diga que é possível passar numa boa residência sem ajuda, mas poucos se arriscam a dizer que abririam mão de um bom curso para prova de Residência!

Cursos Presenciais

São os cursos tradicionais com aulas presenciais. Por serem presenciais, é necessário ter uma agenda compatível e uma boa reserva financeira.

Cursos Online

São cursos mais flexíveis, que se encaixam na sua rotina louca de plantões, no internato, as vezes em cidades diferentes, e permitem que você faça sua agenda. Com essa flexibilidade, dá pra estudar bem, sem abandonar nada, família, amigos, namorados e namoradas. O formato online permite contar com professores de altíssimo nível sem ter que pagar muito caro!

Como escolher a Residência Médica?

Dados da Demografia Médica no Brasil 2018, publicada pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), divulgou quais eram as especialidades mais e menos procuradas.

As 10 especialidades mais procuradas:
Clínica Médica (11,2%),
Pediatria (10,3%),
Cirurgia Geral (8,9%),
Ginecologia e Obstetrícia (8%),
Anestesiologia (6%),
Medicina do Trabalho (4,2%),
Ortopedia e Traumatologia (4,1%),
Cardiologia (4,1%),
Oftalmologia (3,6%) e
Radiologia e Diagnóstico por Imagem (3,2%).

Note que clínica médica e cirurgia geral são pré-requisitos para diversas outras especialidades.

As especialidades menos procuradas foram:
Cirurgia de Mão (0,2%),
Radioterapia (0,2%) e
Genética Médica (0,1%).

Escolher a Residência Médica é um assunto que preocupa muito os profissionais de medicina. Para ajudar, nós listamos, neste artigo, 10 questões que todo médico formado deve considerar antes de escolher a sua residencia médica!

Escute também o primeiro episódio do SanarCast “Como Escolher a Residência Médica”.

Especialidades médicas de acesso direto

As especialidades com acesso direto são aquelas nas quais o médico pode se inscrever sem ter nenhuma especialidade prévia. Qualquer médico pode se candidatar aos concursos para essas especialidades, independentemente do tempo de formação ou de experiência prévia.

Existem algumas especialidades que são consideradas áreas básicas, como a cirurgia geral, a clínica médica (também conhecida como medicina interna), a ginecologia e obstetrícia e a pediatria. Após a realização da especialização nestas áreas básicas, o médico poderá realizar uma segunda residência com uma subespecialização.

Além das áreas básicas, existem algumas mais específicas dentro das especialidades de acesso direto. Dentre elas incluem-se especialidades cirúrgicas, como neurocirurgia, oftalmologia, ortopedia e traumatologia, e otorrinolaringologia, até especialidades clínicas como dermatologia, genética médica, infectologia, neurologia e psiquiatria.

Especializações mais voltadas para diagnóstico e terapia também podem ser realizadas sem pré-requisitos. Entre elas incluem-se medicina legal, medicina nuclear, patologia, radiologia e radioterapia.

Confira na tabela abaixo:

EspecialidadeDuração (em anos)*
Acupuntura2
Alergia e imunologia2
Anestesiologia3
Cirurgia cardiovascular5
Cirurgia geral3 (em 2020)
Clínica médica3 (em 2020)
Dermatologia3
Genética médica3
Ginecologia e obstetrícia3
Homeopatia2
Infectologia3
Medicina de família e comunidade2
Medicina de Emergência3
Medicina do trabalho2
Medicina do tráfego2
Medicina esportiva3
Medicina física e reabilitação3
Medicina legal2
Medicina nuclear3
Medicina preventiva e social2
Neurocirurgia5
Neurologia3
Nutrologia2
Oftalmologia3
Ortopedia e traumatologia3
Otorrinolaringologia3
Patologia3
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial3
Pediatria3
Psiquiatria3
Radiologia e Diagnóstico por imagem3
Radioterapia3

*Dados retirados da Demografia Médica do Brasil (de 2018).

Especialidades com pré-requisito

Algumas especialidades exigem que uma outra especialidade já tenha sido concluída. Por isso o pré-requisito. Tanto especialidades clínicas quanto cirúrgicas podem exigir pré-requisitos para ingresso.

Cardiologia, gastroenterologia, pneumologia e medicina intensiva, exigem uma especialização prévia, quase sempre em clínica médica.  As especialidades que exigem a residência de cirurgia geral como pré-requisito incluem a cirurgia plástica, cirurgia torácica, cirurgia pediátrica.

Veja quais são os pré-requisitos:

EspecialidadePré-requisitoDuração (em anos)*
Cancerologia clínicaClínica Médica (3 anos)3
CardiologiaClínica Médica (3 anos)2
EndocrinologiaClínica Médica (3 anos)2
GastroenterologiaClínica Médica (3 anos)2
GeriatriaClínica Médica (3 anos)2
HematologiaClínica Médica (3 anos)2
Medicina intensivaClínica Médica (3 anos)2
NefrologiaClínica Médica (3 anos)2
PneumologiaClínica Médica (3 anos)2
ReumatologiaClínica Médica (3 anos)2
Angiologia e cirurgia
vascular
Cirurgia Geral (3 anos) 2
Cancerologia cirúrgica Cirurgia Geral (3 anos) 2
Cirurgia da mão Ortopedia ou
Cirurgia Plástica (3 anos)
2
Cirurgia de cabeça
e pescoço
Cirurgia Geral ou
Otorrinolaringologia (3 anos)
2
Cirurgia do aparelho
digestivo
Cirurgia Geral (3 anos) 2
Cirurgia pediátrica Cirurgia Geral (3 anos) 3
Cirurgia plástica Cirurgia Geral (3 anos) 3
Cirurgia torácica Cirurgia Geral (3 anos) 2
Coloproctologia Cirurgia Geral (3 anos) 2
Mastologia Cirurgia Geral ou G.O. (3 anos) 2
Medicina intensiva Clínica Médica (3 anos) 2
Urologia Cirurgia Geral (3 anos) 3

*Dados retirados da Demografia Médica do Brasil (de 2018)

Perguntas frequentes sobre a Residência Médica

É obvio que nem tudo o que foi dito aqui será suficiente para esclarecer todas as dúvidas, por isso temos um local onde outras questões frequentes foram respondidas.São perguntas como:

São perguntas como:

  • Sou obrigado a fazer residência médica?
  • A prova de residência é sempre de múltipla escolha?
  • É possível dar plantões fora da residência?
  • Passei dos 30, ainda vale a pena fazer residência?
  • Como o mercado de trabalho vê quem fez residência e quem fez especialização?
  • Se tiver filhos, dá pra interromper a residência e retomar depois?

Veja todas essas questões foram respondidas no artigo “Perguntas frequentes sobre Residência Médica”.

Confira algumas residências abertas:

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