Coronavírus

Resultados preliminares de segurança da vacina de mRNA em grávidas

Resultados preliminares de segurança da vacina de mRNA em grávidas

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Recentemente um estudo mostrando os resultados preliminares de segurança da vacina de mRNA em grávidas foi publicado. Neste post pretendemos discutir seus achados, já que o tema da vacinação em grávidas tem sido bastante discutido recentemente, mas os dados sobre segurança ainda são bastante limitados. 

Como o estudo foi realizado

Os pesquisadores utilizaram dados de diversos bancos que registram segurança das vacinas em grávidas, e os analisaram em conjunto para verificar qual o nível inicial de segurança da vacinação com vacinas da COVID-19 que utilizam RNAm em mulheres grávidas. 

Um total de 35.691 grávidas, entre 16 e 54 anos de idade, foram identificadas nos registros. Quando comparadas com a população não grávida, elas apresentaram maior incidência de dor no local de injeção, e menor incidência de outros sintomas como cefaleia, mialgia, febre e calafrios. 

Incidência de eventos adversos não foi diferente de antes da pandemia

Num subgrupo de 3.958 grávidas, 827 chegaram ao final da gestação, das quais 712 (86,1%) tiveram bebês vivos (principalmente aquelas vacinadas no 3° trimestre de gestação), e 115 (13,9%) resultaram em perdas. 

Os principais desfechos neonatais foram trabalho de parto prematuro (9,4%) e recém nascido pequeno para idade gestacional (3,2%). Nenhuma morte neonatal foi reportada.

Apesar das limitações nas comparações, a proporção de desfechos adversos na gestação e nos recém nascidos calculada nas grávidas vacinadas contra a COVID-19 foram similares às incidências encontradas em outros estudos com grávidas, antes da pandemia pela COVID-19. 

Conclusão: segurança das vacina de mRNA em grávidas ainda não esclarecida

Apesar dos dados apontarem que não há diferença da incidência dos desfechos antes e pós pandemia, a conclusão dos autores é cautelosa. 

Estes afirmam que ainda não é possível atestar, com confiabilidade, a segurança das vacinas de mRNA grávidas. 

Como em várias outras questões, o conhecimento da segurança das vacinas nas mulheres grávidas ainda está em construção.

Serão necessários mais estudos, envolvendo maior número de mulheres grávidas, com seguimento longitudinal, incluindo mulheres vacinadas no primeiro trimestre de gestação, para podermos ter certeza dos desfechos maternos, gestacionais e neonatais da vacinação contra a COVID-19 em grávidas. 

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Referências

Preliminary Findings of mRNA Covid-19 Vaccine Safety in Pregnant Persons – NEJM