Ginecologia

Resumo de Ceftriaxona | Ligas

Resumo de Ceftriaxona | Ligas

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Definição

A ceftriaxona é uma cefalosporina de terceira geração, da classe de antibióticos beta-lactâmicos com amplo espectro de ação, caracterizada por sua similaridade com a penicilina.

Apresentações

Pó para solução injetável por via intramuscular – 1g ou 500mg – uso adulto e pediátrico.

Mecanismos de ação

O fármaco promove a inativação de um inibidor de enzimas autolíticas da parede das células, levando à lise da mesma. Ainda atua inibindo a síntese da parede celular bacteriana, através da inibição da enzima de transpeptidação, responsável pelas ligações cruzadas das cadeias peptídicas que a compõem.

Farmacocinética e Farmacodinâmica da Ceftriaxona

Farmacocinética

A farmacocinética da ceftriaxona não é linear e todos os parâmetros farmacocinéticos básicos, exceto a meia vida de eliminação, são dependentes da dose quando baseados nas concentrações totais do fármaco, aumentando menos do que proporcionalmente com a dose. A não linearidade se deve à saturação da ligação com as proteínas plasmáticas e é observada, portanto, para a ceftriaxona plasmática total, mas não para a ceftriaxona livre (não ligada).

Absorção

Após a administração intravenosa em bolus de 500 mg e de 1 g, o pico plasmático médio dos níveis de ceftriaxona é de aproximadamente 120 e 200 mg/L, respectivamente. Com infusão intravenosa de 500 mg, 1 g e 2 g, os níveis plasmáticos de ceftriaxona são de aproximadamente 80, 150 e 250 mg/L, respectivamente. Após injeção intramuscular, o pico plasmático médio dos níveis de ceftriaxona é metade do valor observado após administração intravenosa de uma dose equivalente.

Distribuição

O volume de distribuição da ceftriaxona é de 7 a 12 litros. A ceftriaxona mostrou excelente penetração tissular e nos líquidos orgânicos após dose de 1 – 2 g. Alcança concentrações bem acima da concentração inibitória mínima, contra a maioria dos patógenos responsáveis pela infecção, e é detectável por mais de 24 horas em mais de 60 tecidos ou líquidos orgânicos, como pulmões, coração, fígado e vias biliares, amígdalas, ouvido médio, mucosa nasal, ossos e fluidos cérebro-espinhal, pleural, prostático e sinovial. Na administração intravenosa, a ceftriaxona difunde-se rapidamente para o líquido intersticial, onde a concentração bactericida contra organismos sensíveis é mantida por 24 horas.

Ligação proteica

A ceftriaxona liga-se de modo reversível à albumina. A ligação com proteínas plasmáticas é de aproximadamente 95% em concentrações plasmáticas menores que 100 mg/L. Essa ligação é saturável e a porção ligada diminui com o aumento da concentração (até 85% em concentrações de 300 mg/L).

Penetração em tecidos específicos

A ceftriaxona atravessa meninges, sendo maior em meninges inflamadas. As concentrações de pico de ceftriaxona no LCR são atingidas em, aproximadamente, quatro a seis horas após injeção intravenosa. A ceftriaxona atravessa a placenta e é excretada pelo leite em baixas concentrações.

Metabolização

A ceftriaxona não é metabolizada sistemicamente, mas convertida a metabólitos microbiologicamente inativos pela flora intestinal.

Eliminação

A depuração total do plasma é 10 – 22 mL/min. A depuração renal é 5 – 12 mL/min. Em adultos, cerca de 50 – 60% de ceftriaxona é excretada sob a forma inalterada na urina, enquanto 40 – 50% são excretados sob a forma inalterada na bile. A meia-vida de eliminação em adultos sadios é de aproximadamente 8 horas.

Farmacodinâmica

A atividade bactericida da ceftriaxona se deve à inibição da síntese da parede celular. Em estudos in vitro, a ceftriaxona se mostra um antibiótico de amplo espectro, efetivo contra microrganismos gram-negativos e gram-positivos, resistente à ação das penicilinases e cefalosporinases destes.

Indicações

Indicado no tratamento de infecções por microrganismos sensíveis à Ceftriaxona, abrangendo infecções dos tipos:

– Gonorreicas endocervicais ou uretrais não complicadas;

– Intra-abdominais (peritonites, trato gastrointestinal etc.);

– De pele, tecidos moles e feridas,

– Ósseas e articulares;

– Renais e do trato urinário;

– Pélvicas em mulheres;

– Meningite;

– Pneumonia e outras infecções do trato respiratório;

– Septicemia;

– Borreliose de Lyme;

– Profilaxia da infecção periorbitária.

Contraindicações 

Contraindicada para pacientes com histórico de sensibilidade à cefalosporinas e deve ser utilizada com cuidado em pacientes hipersensíveis à penicilina, devido à possibilidade de reações cruzadas devido a similaridades entre as moléculas.

Não é recomendada para neonatos, sobretudo prematuros com risco de desenvolver encefalopatia, devido à hiperbilirrubinemia, uma vez que cefalosporinas podem provocar deslocamento da bilirrubina da albumina sérica.

A apresentação de Ceftriaxona com Lidocaína nunca deve ser administrada por via intravenosa.

  • Gravidez e Lactação

Classe B – Estudos em animais não demonstraram risco fetal, porém não há estudos controle em mulheres grávidas; e os estudos em animais que revelaram riscos, não foram confirmados em estudos controle com mulheres grávidas.

Excretado no leite em baixas concentrações, portanto deve ser utilizado com precaução.

●     Efeitos adversos

Os efeitos adversos mais comuns, demonstrados em estudos clínicos e obtidos de dados de pós-comercialização são: problemas gastrintestinais (diarreia, fezes amolecidas, estomatite, vômitos e glossite), alterações hematológicas (eosinofilia, leucopenia, trombocitopenia), reações cutâneas (exantema, dermatite, prurido, edema), alterações no sistema nervoso e aumento de enzimas hepáticas.

Interações medicamentosas

O uso com antagonistas da vitamina K pode aumentar o risco de sangramentos; Não deve ser utilizada com diluentes que contêm cálcio, sob o risco de sua precipitação. Não há claras evidências sobre o prejuízo da função renal no uso concomitante com aminoglicosídeos.

Não foram observadas reações envolvendo a administração de diuréticos ou uso de álcool.

Autores, revisores e orientadores:

Autor(a): Caio Luiz Coelho Ferreira dos Santos – @luiz__cfs

Revisor(a): Marcos André Medrado da Cruz

Orientadores: Sibele de Oliveira Tozetto Klein

Liga: Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia do Recôncavo da Bahia – LAGORB – @lagorb

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