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Sequelas da COVID-19 em casos leves: conheça

Sequelas da COVID-19 em casos leves: conheça

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Que ficam sequelas da COVID-19 , não restam dúvidas. Aproximadamente 80% dos indivíduos que foram internados por causa da doença relatam persistência de sintomas meses após a infecção. 

Até então, as evidências das sequelas são bem discutidas entre aqueles que apresentaram doença grave/moderada. 

O objetivo deste nosso post será analisar um artigo que trata sobre um assunto pouco abordado: as sequelas da COVID-19 em pacientes que experimentaram quadro leve da doença. 

Método do estudo

O estudo aconteceu na Suécia e envolveu 2.000 profissionais de um centro de Saúde. Os profissionais tinham amostras de sangue coletadas a cada 4 meses.

No momento da inscrição, dadoa demográficos, sintomas e gravidade dos mesmos eram registrados. 

Os participantes foram seguidos durante 8 meses e reportavam, via aplicativo em celular, a presença, duração e gravidade de 23 sintomas pré-definidos.

Quando um participante reportava o mesmo sintoma durante 2 meses, este sintoma era melhor caracterizado quanto ao seu grau de disfuncionalidade causada e em quais domínios (casa, trabalho e vida social).

Resultados mostram persistência de sintomas

Um percentual de 23% dos participantes reportaram pelo menos 1 sintoma moderado ou grave persistente por 2 meses. 

E 15% reportaram pelo menos 1 sintoma moderado ou grave durante 8 meses. 

Os sintomas mais comuns presentes durante 2 meses foram: anosmia, ageusia, fadiga e dispneia.

Quanto ao grau de disfuncionalidade causada nos diferentes domínios, 8% relataram prejuízo em sua área profissional, 15% na sua vida social e 12% na sua vida no lar.

A importância do reconhecimento da sequelas

Os resultados do estudo trazem a confirmação de que não são apenas os pacientes graves que apresentam sequelas da COVID-19.

Neste estudo, uma parcela considerável dos participantes relatou persistência dos sintomas, e o grau de disfuncionalidade causada em sua vida não foi desprezível.

A importância do estudo se dá no reconhecimento destas sequelas no dia a dia do médico. 

É preciso saber da sua existência, pois seu desconhecimento pode levar a investigações diagnósticas desnecessárias, ou a negligência de tratamento da cronicidade da doença.

Por fim, novos estudos serão necessários para avaliar qual a real prevalência das sequelas naqueles que se recuperaram da COVID-19, bem como o melhor tratamento a ser instituído. 

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Referências

Symptoms and Functional Impairment Assessed 8 Months After Mild COVID-19 Among Health Care Workers – JAMA Network

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