Síndrome de Burnout: Um alerta a Saúde dos Médicos

Síndrome de Burnout: Um alerta a Saúde dos Médicos

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Carreira Médica
- - min411 days ago

O que é:
A Síndrome Burnout é decorrente de um estresse físico e emocional crônico. Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, atualmente é um problema crescente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso. O termo Burn (queimar) out (por inteiro) é diferente de estresse. Na realidade, é importante fazer essa distinção porque alguns sintomas do estresse estão presentes na Síndrome, porém essa possui sintomas específicos, e alguns deles também são do estresse, e está relacionado apenas à atividade/ambiente profissional.

Profissionais da área de saúde e, especialmente, os médicos estão entre os principais trabalhadores afetados. Além disso, as mulheres que costumam enfrentar jornada dupla de trabalho ainda correm risco maior de desenvolver o transtorno. Com isso, esse pode ser um dos grandes males da profissão, não é à toa que está constantemente sendo tema entre os gestores de saúde.

Sintomas:
Os sintomas incluem sensação de esgotamento físico e emocional,  apatia, desânimo, ansiedade, atitudes negativas no trabalho como isolamento, mudanças bruscas no humor, irritabilidade, alterações do sono, sentimento de incapacidade ou inferioridade, falta de motivação, criatividade e pessimismo. Algumas das manifestações físicas são: Enxaqueca, cansaço constante, palpitações, pressão alta, dores musculares, crises de asma e distúrbios gastrinsteniais.

No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM V, publicado em 2014 pela Associação Americana de Psiquiatria, guia para o diagnóstico das doenças mentais, o Burnout não é reconhecido como uma doença. Porém, é citado pela Organização Mundial de Saúde na Classificação Internacional das Doenças- CID 10 como uma “Sensação de Estar Acabado” ou “Síndrome do Esgotamento Profissional”.

Com a evolução do quadro, podem surgir transtornos mentais como Depressão e Transtorno de Ansiedade Generalizada , além de doenças físicas como Fibromialgia. Essa então parece ser uma das razões para o aumento desenfreado das taxas de depressão entre os médicos e estudantes de medicina. O consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, medicamentos sem prescrição médica e drogas ilícitas como forma de alívio é frequente, o que só piora a condição física e mental da pessoa.

Não podemos culpar os profissionais por desenvolver essa síndrome, ela representa muitas vezes a estrutura da empresa, a carga horária e o modo como os gestores conduzem a equipe que não favorecem o melhor aproveitamento das competências dos funcionários e os sobrecarregam com acúmulo de tarefas, responsabilidades e exigências.

Como evitar:
Lembre-se sempre de ter um hobby, uma atividade que te der prazer e que te relaxe. Não deixe de lado as atividades físicas, por mais cansado que você esteja, um tempinho na esteira assistindo uma série que você goste já vai te ajudar muito. Coma e durma bem, saiba o seu limite e aprenda a dizer “Não”, entenda que você não tem e nem precisa ter o controle de tudo. Às vezes as coisas não saem como o planejado ou dão errado e tá tudo bem. Saia com seus amigos, e se possível, evite o assunto Medicina. Não corra o dia todo: acordar em cima da hora, sair correndo no trânsito, comer enquanto faz outra coisa. Esqueça isso. Tenha tempo para você. Principalmente, procure fazer sua equipe alegre

Diagnóstico:
O diagnóstico da síndrome de Burnout é realizado por profissional de saúde mental, seja ele psicólogo ou psiquiatra. A partir dos sintomas apresentados, história pessoal e contextualização do momento atual, o profissional realiza o diagnóstico. Com relação ao tratamento, em muitos casos, será necessária a associação de medicação e psicoterapia.

Grande parte dos profissionais de saúde ignoram a presença da síndrome, daí a necessidade de uma ampla divulgação do tema em consultórios, clínicas e hospitais. Sugere-se também que a monitorização constante dos profissionais como uma “busca ativa” pelos sintomas de burnout para atuação e diagnóstico precoce, poderiam ter impacto para a saúde do staff e consequente redução de custos em saúde.

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O câncer colorretal hereditário não polipoide (hereditary non-polypoid colorectal câncer – HNPCC) é uma das síndromes mais comuns de predisposição ao câncer (10 a 12% dos pacientes com câncer colorretal são portadores da síndrome). Assinale a afirmativa INCORRETA.

A
Acometendo exclusivamente o cólon e/ou reto, é chamada de síndrome de Lynch 1.
B
Associada a neoplasia extracolônica, como estômago, intestino delgado, endométrio, pâncreas, via urinária (principalmente tumor de células transicionais da pelve renal e ureter) e biliar, é chamada de síndrome de Lynch 2.
C
Os portadores da síndrome nascem com uma mutação germinativa em um dos alelos dos genes hMSH2, hMLH1, hPMS1 e hPMS2, gens responsáveis pelo reparo do DNA.
D
A doença é esporádica e pode ter transmissão autossômica recessiva. Os indivíduos afetados apresentam maior risco de câncer, principalmente de cólon ascendente.
E
Apesar da ausência de polipose, observam-se, em 20% dos indivíduos portadores da síndrome de Lynch, adenomas colônicos, de localização preferencial à direita.
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