Como é feita a prevenção do câncer de colo de útero? | Colunistas

A prevenção do câncer de colo uterino no Brasil é baseado principalmente na detecção precoce através da colpocitologia oncológica (Papanicolau) (prevenção secundária) e na imunização contra o HPV (prevenção primária). Além disso, a promoção do sexo seguro e do uso de preservativos também faz parte da prevenção primária contra o HPV e o câncer de colo de útero. Colpocitologia oncológica (Papanicolau) A coleta do exame citopatológico é recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos (menos de 65 anos), que já iniciaram relações sexuais e que tenham colo de útero. Inicialmente, a mulher deve fazer dois exames anuais, idealmente com 25 e 26 anos (ou mais, caso inicie a vida sexual após essa idade). Depois de dois exames seguidos negativos, o acompanhamento pode ser feito a cada três anos (exceto se alguma atipia for encontrada). Resultados alterados do exame citopatológico e conduta Células escamosas atípicas de significado indeterminado, possivelmente (ou provavelmente) não neoplásicas (ASC-US): Se idade maior que 30 anos, repetir com seis meses;Se idade menor que 30 anos, repetir em um ano;Após dois resultados normais, manter seguimento de rotina;Se mantiver ASC-US ou houver lesão pior, referir para colposcopia. Células escamosas atípicas de significado indeterminado, não podendo se afastar lesão de alto grau (ASC-H): Colposcopia. Células glandulares atípicas de significado indeterminado (AGC): Colposcopia. Células atípicas de origem indefinida (AOI): Colposcopia. Lesão de baixo grau (LSIL): Repetir em seis meses. Lesão de alto grau (HSIL): Colposcopia. Carcinoma escamoso invasor: Colposcopia. Adenocarcinoma in situ ou invasor:

Nicolas Teixeira Cabral

2 minhá 21 horas

Técnica de Bricker | Colunistas

Introdução Em 1888, foi proposta a reconstrução de neobexiga ortotópica por Tizzoni and Foggi em um cachorro com um segmento ileal. Apenas em 1935 o procedimento foi descrito por Seiffert, porém o conduto ileal (IC) foi introduzido e popularizado por Bricker em 1950 e foi um marco para a derivação urinária. A operação é baseada no princípio do uso de uma pequena porção do intestino como um condutor da urina proveniente dos dois ureteres para o estroma cutâneo até uma bolsa coletora. A cistectomia radical (RC) é o tratamento eletivo para câncer de bexiga com invasão muscular e câncer de bexiga não invasivo. Muitos estudos indicam que a RC é uma solução satisfatória, dando qualidade de vida e aumentando a sobrevida de pacientes com essa comorbidade. Na última década, o procedimento de conduto foi perdendo espaço para reconstrução ortotópica da bexiga, que consiste na reconstrução de uma bexiga através de outro tecido. Nos últimos 20 anos, uma grande variedade de bexigas ortotópicas foram introduzidas na prática clínica, propondo um equilíbrio melhor entre oncologia radical e pós-operatório. Em 2002 todos os pacientes que foram submetidos à cistectomia foram candidatos a uma neobexiga, e a proporção de pacientes que receberam uma bexiga nova aumentou de 50% para 90%. Ainda que bexiga ortotópica seja o método ideal de desvio após uma cistectomia, muitos pacientes não possuem essa indicação, sendo pacientes mais velhos, com muitas comorbidades, falhas terapêuticas com quimioterápicos e radioterapia. Portanto, apesar de existir um forte tendência de oferecer a bexiga ortotópica, como tratamento, o conduto ileal nesses casos é uma opção mais segura e simples. Indicação e contraindicação Contraindicação de derivação urinária Obstrução ou insuficiência renal crônica (> 150-200

Oswaldo Barcia

6 minhá 21 horas

Desidrogenase láctica: qual a sua importância? | Colunistas

 Também chamada de lactato desidrogenase, LDH e DHL, esta enzima é muito utilizada para análise laboratorial de diversos pacientes. Portanto, é de suma importância a compreensão sobre o papel desta, por que seus valores laboratoriais e o significado deste resultado podem ser alterados, sendo estes tópicos abordados no texto abaixo. O que é a desidrogenase láctica? Em casos de anaerobiose, o piruvato oriundo da glicólise pode sofrer fermentação láctica, visando à produção de energia na ausência de oxigênio. Assim, por meio desta via glicolítica, o piruvato é transformado em lactato, sendo esta reação catalisada pela enzima desidrogenase láctica (LDH), como ilustrado pela reação abaixo. Devemos ressaltar que nas hemácias, células sem mitocôndrias e que, portanto, não podem realizar oxidação de piruvato até a formação de dióxido de carbono, a produção de ATP é realizada sempre via fermentação láctica, mesmo em regimes de aerobiose. Fonte: http://rmct.ime.eb.br/arquivos/RMCT_3_tri_2011/RMCT_097_E5A_12.pdf Quais são as isoformas da LDH e qual a diferença entre elas? A enzima LDH está presente no meio intracelular de diversas células em diversos tecidos e órgãos e é constituída por quatro subunidades proteicas – as mais encontradas sendo LDH-M e LDH-H –, sendo, assim, considerada um tetrâmero. Este tetrâmero pode originar cinco isoformas enzimáticas: HHHH (4H), MMMM (4M), HMMM (1H3M), HHMM (2H2M), HHHM (3H1M), sendo cada uma delas mais presente em um tipo específico de tecido, embora possuam atividade enzimática semelhante.  Sabemos que a isoforma 4M é mais presente em tecido muscular esquelético e no fígado, enquanto a isoforma 4H é mais presente em tecido muscular cardíaco e tecido cerebral, por exemplo, sendo estas isoformas mais relevantes. Por que seu valor pode ser alterado em exames laboratoriais?

Gabriela Saldes Pereira

4 minhá 22 horas

Meningiomas | Colunistas

O meningioma é um tumor originado nas meninges, tecidos que revestem e protegem o sistema nervoso central, estão localizados mais especificamente na camada intermediária, a aracnoide. Apresentam uma diversidade de subtipos e são classificados pela Organização Mundial de Saúde em três graus: Grau 1 – mais frequente (80%), de crescimento lento e comportamento benigno;Grau 2 – corresponde de 15 – 20% dos meningiomas e apresenta maior taxa de replicação tumoral, podendo levar a recidivas frequentes;Grau 3 – raro, de 1 – 4% apresenta invasão do tecido cerebral e/ou metástase para outros órgãos. Constituem cerca de 30% dos tumores intracranianos primários, dentre eles são os mais frequentes na idade adulta. Sua incidência na população aumenta com a idade e é ligeiramente mais frequente nas mulheres e nos afro-americanos. Pode apresentar-se isoladamente ou de forma múltipla dentro do contexto da Neurofibromatose tipo II, doença com alterações genéticas que predispõe a formação de meningiomas e de outros tumores intracranianos. Na coluna vertebral, o meningioma pode simular um quadro de hérnia de disco, com dor, fraqueza e perda da sensibilidade nos membros. Já no crânio, dor de cabeça, vômitos, alterações visuais e crises epilépticas podem ocorrer, especialmente, se o tumor for grande. Os sintomas dependem da localização do tumor. Como esse tipo de tumor cresce fora do tecido nervoso, é possível retirar o tumor sem causar dano algum ao cérebro ou medula espinhal. Terminologia Meningioma é a junção da palavra meninge + oma, onde meninge é a membrana que reveste todo o sistema nervoso e a medula, e oma é um termo que designa que é um tumor benigno, ou seja, os meningiomas são tumores benignos das meninges que podem comprimir os tecidos cerebrais adjacentes.

Jeany Lacerda Cardoso

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Nervo Troclear (NC IV)| Colunistas

Embriologia do nervo troclear Os doze pares de nervos cranianos se formam durante a quinta e a sexta semanas gestacionais e são subdivididos em três grupos com base nas suas origens embriológicas: nervos cranianos eferentes somáticos, nervos dos arcos faríngeos e nervos sensoriais especiais. O nervo troclear (NC IV) integra, com os nervos abducente (NC VI), hipoglosso (NC XII) e a maior parte do oculomotor (NC III), o grupo dos nervos cranianos eferentes somáticos. Esses nervos são originados a partir de células localizadas na coluna eferente somática do tronco cerebral, derivada das placas basais, e os seus axônios se direcionam aos músculos derivados dos miótomos da cabeça. Por sua vez, as células da coluna eferente somática são organizadas em regiões, sendo que as responsáveis pela formação do nervo troclear estão situadas na região posterior do mesencéfalo. Ao término do desenvolvimento, essas fibras nervosas ficam dispostas em decussação antes de sair do tronco cerebral e, assim, torna-se possível que cada NC IV inerve o músculo oblíquo superior (SOM) contralateral. Figura 1: esquema da formação dos nervos cranianos em um embrião de cinco semanas (A) e a conformação dos nervos cranianos após o desenvolvimento (B). Retirada de: Moore KL, Persaud TVN, Torchia MG. Embriologia Básica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2016. Anatomia e fisiologia do nervo troclear Aspectos gerais Dos doze pares de nervos cranianos, o nervo troclear é o menor, apesar de seguir o maior percurso intracraniano, o mais fino, e o único cujas fibras se originam na face dorsal do cérebro e totalmente do núcleo contralateral. O núcleo do nervo troclear está ao nível do colículo inferior na parte ventromedial da medula cinzenta, caudal e continuamente

Bianca de Araújo Sobral

7 minanteontem

Manifestações osteoarticulares prevalentes em pacientes com HIV | Colunistas

O aumento da prevalência de pessoas com HIV/AIDS Diante da era do tratamento antirretroviral de alta potência, felizmente, existe um significante aumento da prevalência e expectativa de vida dos pacientes infectados pelo Vírus da Imunodeficiência Humana ou em Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Contudo, as consequências metabólicas perante o tratamento, e a própria doença em si, é fruto de várias pesquisas e publicações na literatura mundial. Esse texto tem como objetivo levantar as principais manifestações osteoarticulares e seus comemorativos nesse grupo de pacientes. Diminuição da mineralização óssea É unânime dentre os artigos a altíssimo porcentagem da alteração metabólica de diminuição da mineralização óssea, que cresce exponencialmente mais com a idade comparada ao grupo que não tem a doença. A justificativa fisiopatológica é complexa, e envolve fatores presentes no hospedeiro, no vírus e nos antirretrovirais, porém a consequência de uma remodelação óssea desregulada mostrando o desequilíbrio entre a atividade metabólica de osteoclastos e osteoblastos é evidente. Fonte: VÁRIOS AUTORES. CLÍNICA ORTOPÉDICA. BARUERI – SÃO PAULO: MANOLE, 2012. Consequentemente, a osteonecrose da cabeça do fêmur (elucidada no meu texto anterior em https://www.sanarmed.com/osteonecrose-da-cabeca-do-femur-abordagem-sobre-aetiopatogenia-nao-traumatica-e-seus-enigmas-colunistas) e osteopenia/osteoporose. Osteonecrose da Cabeça do Fêmur Sendo a osteonecrose da cabeça do fêmur a alteração ortopédica mais encontrada na população soro positiva para HIV, e a articulação do quadril a mais acometida, convido-lhes a ler meu texto específico sobre o tema publicado anteriormente, em: https://www.sanarmed.com/osteonecrose-da-cabeca-do-femur-abordagem-sobre-aetiopatogenia-nao-traumatica-e-seus-enigmas-colunistas. Dessa forma, toda dor em quadril e lombar devem ser altamente valorizadas nesses pacientes, os quais devem ser rapidamente encaminhados para avaliação ortopédica. Osteopenia/Osteoporose A definição de Osteopenia que em sua evolução natural conduz à Osteoporose, é,

Leonardo Parreira Castro

4 minanteontem
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