Como escolher a sua especialidade? | Colunistas

Você porventura já se pegou em dúvida entre cirurgia e clínica médica? Essa é uma pedra de tropeço na vida de muitos estudantes de medicina. Durante toda nossa vida, somos condicionados a realizar escolhas, algumas mais simples, outras mais complexas; o tempo vai passando, e a complexidade das escolhas vão aumentando gradativamente. Vejo na adolescência o momento de uma das grandes escolhas da vida. Principalmente quando estamos no terceiro ano do ensino médio, pois a maioria de nós ouve aquela clássica pergunta: “vai fazer vestibular para quê?”. Não sei quanto a vocês, mas, apesar de na maior parte da vida ter pensado em ser médico, quando cheguei no meu último ano de colégio me vi perguntando se era isso que eu realmente deveria fazer. Algumas pessoas me estimularam, outras fizeram o contrário. Eu gostava de muitas coisas, mas via na medicina não somente um sonho, uma profissão, mas um estilo de vida que nos mais diversos aspectos se adequava ao que sonhava. Mal ingressamos na universidade e a família e pessoas ao redor passam automaticamente de um tapinha nas costas e um “parabéns” para as impertinentes perguntas sobre qual especialidade iremos escolher. Apesar de ter noção de algumas especialidades, não fazia ideia do que eu seria no futuro e estava aberto a experimentar de um tudo para depois decidir. Mas a velha pergunta volta e meia se repetia por parte de colegas e até mesmo pacientes, ecoando com maior frequência no sexto ano da faculdade. Na minha cabeça aquele seria o ano, sim, pois estava tão perto de receber meu CRM e fazendo os preparativos para a formatura. Minha mente divagava entre ser aprovado no internato de cirurgia (o terror de muitos na minha faculdade), estudar para a prova de residência e, o mais

Cleison Brito

6 minhá 11 horas

Vegetarianismo e anemia: desmistificando essa relação | Colunistas

O que significa ser vegetariano? Se buscarmos sua definição no dicionário, encontraremos que vegetarianismo é um regime alimentar baseado unicamente no uso de vegetais, ou seja, ele exclui os produtos de origem animal. A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) preconiza esse vegetarianismo estrito, no entanto, reconhece a existência de outros três principais tipos: ovolactovegetarianismo (utiliza ovos, leite e laticínios), lactovegetarianismo (utiliza leite e laticínios) e ovovegetarianismo (utiliza ovos).1,2 De onde surge a relação anemia x vegetarianismo? Anemia Vamos, agora, tentar entender de onde surge essa relação entre anemia e vegetarianismo. Primeiramente, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a anemia é definida por níveis séricos de hemoglobina abaixo dos valores de referência – os quais mudam de acordo com o laboratório, estando o valor mínimo em torno de 13,5 g/dl para homens, e 11,5 g/dl para mulheres.3 Essa hemoglobina é uma metaloproteína que está presente nas hemácias e tem a função de transportar oxigênio. De forma resumida, vamos lembrar que a eritropoetina produzida pelos rins estimula a produção de eritroblastos pela medula óssea, os quais, ao expulsarem seu próprio núcleo, se tornam reticulócitos, e estes, hemácias. Acontece que para que a medula óssea produza essas hemácias, ou seja, para que ocorra a eritropoiese, são necessárias concentrações suficientes de ferro, vitamina B12 e folato. Se existe uma deficiência desses elementos essenciais, a produção de eritrócitos fica diminuída e as concentrações de hemoglobina caem – lembrando que esse é apenas um dos mecanismos de queda dos valores da hemoglobina (eles podem diminuir, ainda, por destruição excessiva de eritrócitos ou por perdas sanguíneas). Deficiência de ferro Segundo a OMS, a deficiência de ferro é a desordem nutricional mais comum

Lorena Souto

6 minhá 13 dias

Hemangioma de fígado | Colunistas

O que é? Os hemangiomas constituem os tumores benignos mais frequentes no fígado. Outros tumores benignos que podem ocorrer nesse órgão são os adenomas e hiperplasia nodular focal (HNF). Podem ser descritos como nódulos, compostos de múltiplos vasos sanguíneos revestidos por uma única camada de células endoteliais dentro de um estroma fibroso fino. São considerados mal formações vasculares ou hamartomas de origem congênita, com crescimento por ectasia vascular, e não por hiperplasia ou hipertrofia, não tendo associação maligna. Quanto à apresentação, podem ser de diferentes tamanhos, únicos ou múltiplos. As causas para desenvolvimento ainda não são bem esclarecidas. Classificação Os hemangiomas hepáticos podem ser divididos em dois grupos principais: capilares ou cavernosos. O tipo mais comum são os hemangiomas capilares, que integram o primeiro grupo. Esses tumores são mais comumente periféricos e pequenos (1 a 4 cm), podendo ser múltiplos. O segundo grupo é composto pelos hemangiomas cavernosos, mais raramente encontrados e maiores que os capilares. Antigamente, quando os cavernosos possuíam mais de 4 cm eram denominados hemangiomas gigantes, mas esse termo é atribuído atualmente para aqueles com tamanho igual ou maior do que 10 cm. Epidemiologia Aproximadamente 20% da população geral apresenta hemangiomas hepáticos. Dentre as pessoas afetadas, a maioria é do sexo feminino, podendo chegar até 80% dos casos. Com relação a faixa etária, adultos na quarta e quinta décadas de vida são os mais frequentemente acometidos. Clínica e Complicações Na maioria dos casos o indivíduo é assintomático, e o que geralmente causa sintomas é a expansão do tumor inicial. Dentre as complicações, podemos incluir dor no epigástrio ou quadrante direito, massa

Ana Lara Viana

3 minhá 13 dias

Você conhece o transtorno de estresse pós-traumático? | Colunistas

Todos os dias, somos expostos a situações estressantes que podem ou não mexer com o nosso psicológico. Com o tempo, algumas acabam esquecidas, sendo superadas. No entanto, quando o acontecimento é intenso e fica vívido em nossa mente por um longo período, provocando uma série de reações negativas, podemos estar de frente com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), que é confirmado após avaliação de um profissional. Você já ouviu falar em TEPT? Introdução Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (5ª edição, American Psychiatric Association, 2013), o Transtorno de Estresse Pós-Traumático é o aparecimento de sintomas que perduram por mais de quatro semanas e que surgem após “exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão grave ou violência sexual”. Situações como acidentes de trânsito, assassinatos, guerras, desastres ambientais, abuso sexual, ataques terroristas, são outros exemplos incluídos nas possíveis causas desse distúrbio. Pessoas que têm um conhecido que passe por uma dessas situações também podem desenvolver o TEPT, sendo somente excluídos aqueles casos em que o conhecimento do trauma foi obtido por meio da mídia. A saber, os sintomas são Sintomas Intrusivos ou reexperiência traumática: estão envolvidos   com a mente do indivíduo, sendo pensamentos, pesadelos e/ou flashbacks involuntários com a temática do acidente. Pacientes relatam que é como se voltassem no tempo e vivessem novamente o que aconteceu.Esquiva e/ ou isolamento social: o enfermo passa a evitar qualquer elemento que possa recordar o dia do trauma. Pessoas, locais, objetos, lembranças, passam a ser alvo de gasto energético do indivíduo com o objetivo de não recordar o dia do acidente.Alterações negativas de humor e excitação: amnesia dissociativa, pensamentos distorcidos e aflições quanto a si mesmo ou ao próximo causam alterações no comportamento. Surtos de

Fernanda Caldeira

4 minhá 13 dias

A mistura de vacinas contra a COVID-19 pode aumentar a resposta imunológica? | Colunistas

 A  vacinação no Brasil começou há 2 meses. Já são 3 vacinas contra a covid-19 aprovadas em nosso território – a CoronaVac chinesa, a da Universidade de Oxford/AstraZeneca e a da Pfizer/BioNTec. Cada uma com diferentes porcentagens de eficácia e mecanismos de ação. Em meio ao pior momento da Pandemia, diversas dúvidas surgem sobre os imunizantes. Afinal, nunca antes na história se teve acesso a essa variedade de vacinas em tão pouco tempo. O que leva a possibilidade da população tomar mais de um tipo de vacina em um curto espaço de tempo. Mas qual a implicação de uma pessoa tomar essa combinação de vacinas? É perigoso ou melhora a resposta imunológica? O processo de vacinação no Brasil  contra a COVID As variadas vacinas contra o COVID no Brasil são atualmente administradas separadamente em duas doses – isso significa que se você toma uma dose de CoronaVac hoje, irá tomar a dose reforço da mesma CoronaVac em 14 dias. O responsável pela distribuição atualmente são os municípios, que nessa primeira fase está vacinando os grupos de risco como profissionais da saúde e idosos. Apesar disso, a mistura de vacinas no Brasil é algo que pode se tornar possível muito em breve. Assim que a rede privada tiver acesso às vacinas, podem ocorrer situações no qual uma pessoa, que já tomou a vacina do Governo, tenha acesso a um tipo diferente em uma rede particular. Outros meios pelos quais as pessoas podem ter acesso a mais de um tipo de vacina hoje é de forma corrupta, furando filas, por exemplo, ou ainda por um erro durante a aplicação por parte dos profissionais.

Abia Sara

4 minhá 13 dias

Doença de Behçet: não a confunda com herpes! | Colunistas

Definição A doença de Behçet é um distúrbio inflamatório de causa desconhecida, caracterizado por úlceras aftosas orais recorrentes, úlceras genitais, uveítes e lesões cutâneas. Todas essas manifestações comuns são autolimitadas, exceto as crises oculares, que, com a repetição, podem causar cegueira. Epidemiologia O maior número de casos da doença de Behçet se encontra ao longo da antiga Rota da Seda, que se estende do leste da Ásia até a bacia do Mediterrâneo. Muitos estudos mostram que mulheres são mais acometidas na Europa, e homens no Oriente Médio e no Sudeste Asiático, sendo os homens mais afetados por manifestações mais severas em todas as regiões.A doença de Behçet ocorre principalmente entre os 18 e 40 anos, sendo raro após os 55. A frequência dentro de uma mesma família é de 2 a 5%, exceto nos países do Oriente Médio, onde é de 10 a 15%. Fisiopatologia: A causa da doença ainda é desconhecida, e sabe-se que existe uma forte predisposição genética. Os estudos de alguns dos marcadores ou antígenos transmitidos geneticamente mostram uma maior incidência de um alelo conhecido como HLA-B51 em comparação com a população em geral, mas sabe-se que esta não é a causa, uma vez que a maioria das pessoas com este marcador não tem Behçet; por outro lado, alguns pacientes com Behçet não possuem o HLA-B51. No entanto, muitas vezes há história familiar de Behçet ou apenas de úlceras orais de repetição.Lesões vasculares, hiperfunção de neutrófilos e respostas autoimunes são características da doença de Behçet. As biópsias confirmam a presença de vasculite próximo às lesões da doença de Behçet, incluindo úlceras orais e genitais, eritema nodoso, uveíte posterior, epididimite, enterite e lesões do sistema nervoso central. As lesões vasculares se

Amanda de Paula

7 minhá 13 dias
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