Câncer no estômago: um breve resumo | Colunistas

Definição O câncer gástrico é um tumor maligno que aparece em qualquer parte do estômago. Geralmente, se manifesta como uma úlcera, causando sintomas como azia persistente, dor de estômago e perda de apetite.  No entanto, esse tipo de câncer não causa sintomas específicos, o que também é muito comum, o que faz com que o tumor se desenvolva gradativamente e acabe sendo diagnosticado em um estágio muito avançado, quando a chance de cura é pequena. Fonte: https://www.con.com.br/noticias/dicas-e-orientacoes/cancer-gastrico-prevencao-diagnostico-e-tratamentos/Imagem 1: Ilustração do estômago com conjunto de células cancerígenas. Epidemiologia do Câncer no estômago   O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que a cada ano do triênio 2020/2022 sejam diagnosticados no Brasil 21.230 novos casos de câncer gástrico (13.360 em homens e 7.870 em mulheres). Esses valores correspondem a um risco estimado de 12,81 casos novos por 100.000 homens e 7,34 casos novos por 100.000 mulheres. Entre os homens, é o quarto maior tipo de evento e o sexto entre as mulheres. O câncer de estômago afeta principalmente as pessoas mais velhas, sendo a idade média do diagnóstico aos 68 anos. Cerca de 60% dos pacientes com câncer de estômago têm 65 anos ou mais. O risco médio de um homem desenvolver câncer de estômago em sua vida é cerca de 1 em 95, para as mulheres esse risco é de 1 em 154. Etiologia do Câncer no estômago Gastrite atrófica autoimune e vários outros fatores genéticos também são fatores de risco. Fatores dietéticos não são causa comprovada, entretanto, a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) da Organização Mundial da Saúde relata que existe uma correlação positiva entre o consumo de carnes processadas e o

Um resumo sobre as doses de vacina mistas | Colunistas

A utilização de uso de doses diferentes chamada de heteróloga, surgiu a partir da preocupação da lacuna que iria se forma por falta das vacinas contra o covid-19 nos locais em que é fornecida.  Através de estudos em que comprova eficácia da intercambialidade das vacinas, países tende a iniciativa para dar continuidade em seus cronogramas vacinal visando o objetivo de garantir a imunização. A Inglaterra foi o primeiro país a tomar medida de usar o sistema heterólogo utilizando Oxford- AstraZeneca + Pfizer- Biontech. No Brasil a segunda dose com o imunizante diferente começou em agosto em São Paulo e depois foi aderido pelos outros estados devido a falta da chegada das vacinas que foram aplicadas na primeira dose nos habitantes.  Vacinação Heteróloga  Consiste na interação de duas vacinas de fabricantes diferentes, a primeira dose sendo aplicada uma e na segunda dose outra. Misturas das Dosis Misturas as doses pode ser vantajoso para flexibilização que permite ser ágil a frente de uma desaceleração nas vacinações acaso falte de algum fabricante aplicado na primeira dose. Acaso uma vacina for menos eficaz que a outra contra uma variante do coronavírus, a intercambialidade garantia uma dose mais eficaz. Um estudo britânico obteve como resultado que pessoas que receberam doses mistas tiveram a maior probabilidade de apresentar sintomas leves a moderados do que se recebessem vacinas dos mesmo fabricantes.  Outra pesquisa, estudo sul coreano demonstra que uma vacina no qual a primeira dose é Oxford- AstraZeneca e a segunda dose Pfizer- Biontech aumentou seis vezes os níveis de anticorpos neutralizantes contra a SARS- CoV- 2   Um estudo dinamarquês disse que combinar uma

Vacina através do tempo: você consegue combater velhos argumentos? | Colunistas

A primeira vacina foi criada por Edward Jenner em 1798 contra a varíola. De lá pra cá, outras vacinas surgiram e aos poucos elas se tornaram o tratamento com melhor custo-benefício em termos de saúde pública no mundo.  Através delas erradicamos doenças como a própria varíola Durante a pandemia, desinformação, o acesso restrito a postos de saúde e o medo da exposição fizeram com que a taxa de vacinação e atualização do calendário vacinal caísse significativamente entre as crianças, principalmente as mais pobres. Antes mesmo desse período, o movimento anti-vacina ganhava força e, tentando combatê-lo, a Sociedade Brasileira de Imunologia lançou em 2013 o livro “Recusa de vacinas: causas e consequências”. Já em 2017, a cobertura vacinal contra 17 doenças caiu de 18 a 21%, fazendo com que surtos de doenças como o Sarampo voltassem a ocorrer no Brasil. Tal fenômeno é mundial e entender as suas raízes é importante para esclarecer e orientar de forma correta a população.  OS PRINCIPAIS MOTIVOS APONTADOS PARA A NÃO VACINAÇÃO             Dentro do movimento anti-vacina, existem aqueles seletivos e os radicais. Como o próprio nome explica, a diferença entre eles é a aceitação de algumas vacinas ou sua recusa total. De forma geral, o que motiva a ambos são razões filosóficas, religiosas, o medo de eventos adversos e até orientação médica.             Os argumentos de alguns “seletivos”são: 1.     Superioridade da imunidade produzida pela doença                         O argumento contrário a essa afirmação baseia-se no perigo inerente à própria doença e às suas complicações e na presença de níveis ainda maiores de anticorpos produzidos pela vacina do que por algumas doenças, como é o caso do HPV 2.    

Flexibilização no uso de máscaras no Brasil e no mundo | Colunistas

Decidir o momento certo para a retomada da vida cotidiana não foi tarefa simples em nenhum país do globo. O momento de flexibilizar o uso de máscara tambem não está sendo. Por mais que a hora da retirada delas fosse um dos mais aguardados por todos, é preciso consciência e cautela.  Rio de Janeiro A secretaria Estadual Do Rio de Janeiro publicou uma resolução que permite a liberação do uso de máscaras em locais abertos. Desde o dia 28 de outubro estão experimentando essa realidade. Com 71% da população vacinada, está sendo obrigatório o uso de máscara em transporte público e nas unidades de saúde. Estuda liberação total com 75% da população vacinada. As estatísticas precisam ser analisadas, diversos municípios zeraram a ocupação de leitos recentemente. Trazendo à tona um sentimento de vitória. Bem como registro de óbitos caindo diariamente.  O Rio de Janeiro apresenta risco baixo para transmissão da Covid pela primeira vez desde o começo da pandemia, está na bandeira verde. Figura 1 – Vacinômetro Estado do Rio de Janeiro – Prefeitura do estado do Rio de Janeiro O gráfico de internações mostra efeitos da Imunização. Ainda que o momento ideal de baixar a guarda não seja mensurável facilmente, que o bom senso impere, é preciso tomar cuidado com relação a este momento, para que não se desencadeie novas internações e momentos de angústia como os vividos até aqui. São Paulo São Paulo vai de encontro na retomada da vida sem máscaras, depois de superar 75% da população com esquema vacinal completo, irá retirar a obrigatoriedade de máscaras ao ar livre. Figura 2 – Vacinômetro estado

Resumo sobre a lesão renal aguda | Colunistsa

Lesão renal aguda (LRA) é a diminuição rápida da função renal ao longo de dias a semanas, causando acúmulo de produtos nitrogenados no sangue (azotemia) com ou sem redução na quantidade de débito urinário. Em geral, resulta de perfusão renal inadequada devido a traumas graves, doenças ou cirurgias, mas em alguns casos é provocada por doença renal intrínseca rapidamente progressiva. Os sintomas podem incluir anorexia, náuseas e vômito. Convulsões e coma podem ocorrer se a doença não for tratada. Distúrbios de líquidos, de eletrólitos e ácido-básicos desenvolvem-se de modo rápido.  ETIOLOGIA A síndrome de lesão renal aguda é classificada quanto à etiologia em pré-renal, renal (ou intrínseca) e pós renal. Há frequente sobreposição entre as causas, particularmente entre as duas primeiras. Apenas através de anamnese e exame físico na maioria das vezes não se tem a causa etiológica, porém orienta a solicitação dos exames complementares.  As causas pré-renais se relacionam à perfusão renal diminuída, secundária à hipovolemia, ou de causa não volêmica como uso de drogas hipotensoras. É a causa mais comum em pacientes hospitalizados. O tratamento deve visar a correção dessas causas, não sendo incomum sobrepor-se à causa pré-renal um dano intrínseco como sequela.  As causas pós-renais significam LRA por obstrução do fluxo de urina de ambos os rins ou de rim único funcional em qualquer parte do trajeto desde pelve renal até uretra. As causas ditas intrínsecas abarcam etiologia glomerular, tubular (obstrução ou disfunção) ou tubulointersticial. A fisiopatologia é através de lesão direta na estrutura renal, de forma que afeta seu funcionamento no que compete filtração, excreção e secreção. Aproximadamente 50% destes casos de LRA são Necrose Tubular Aguda (NTA) isquêmica, 35% NTA nefrotóxica, 10% Nefrite intersticial e 5% Glomerulonefrite. Evitando-se hipoperfusão renal prolongada

Você conhece algo sobre a onco-BCG? | Colunistas

Antes de iniciar a leitura, é necessário esclarecer que o presente artigo NÃO tem por objetivo fornecer indicações ou protocolos de tratamento para o câncer de bexiga. Deve ser visto tão somente como um texto didático voltado para os acadêmicos da área da saúde, visando uma rápida introdução ao assunto.  Normalmente utilizada na vacina BCG para a imunização de recém-nascidos contra formas graves da tuberculose, a cepa atenuada do M. bovis, também conhecida como bacilo Calmette-Guérin, tem como uma de suas funções menos conhecida, mas igualmente importante, a sua utilização no tratamento dos carcinomas superficiais de bexiga (carcinoma in situ). Em uso há mais de 30 anos, a instilação intravesical de BCG constitui uma das imunoterapias oncológicas mais difundidas.  IMUNOTERAPIA A imunoterapia constitui uma entre as diversas opções de tratamento oncológicos. Seu objetivo é estimular o sistema imune por meio da administração de substâncias modificadoras da resposta biológica.  O sistema imune, além de combater as infecções causadas pelos mais diversos organismos, também é responsável pela eliminação de células que sofreram mutação, a fim de impedir que essas comecem a se replicar descontroladamente, levando a formação de tumores malignos.  Uma das razões pelas quais as células tumorais conseguem se expandir sem que sejam destruídas por esse sistema é a sua capacidade de evasão da resposta imune, devido aos diversos genes que sofreram mutações e que compõem o seu DNA. Assim, a função da imunoterapia é capacitar ou estimular o sistema imunológico para que encontre as células neoplásicas e as ataque, como acontece na atuação do BCG. HISTÓRIA Em 1908 o bacteriologista Albert Calmette e o veterinário Camille Guérin, ao pesquisarem uma vacina contra a tuberculose, conseguiram isolar uma
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