Trombose Venosa Profunda | Colunistas

Fisiopatologia Tríade de Virchow: para você nunca mais esquecer o que é essa tríade, vamos pensar em um cano de ferro. Sabe aquele gosto estranho quando bebemos água no bebedouro de um prédio antigo? É a mesma coisa: um cano velho e enferrujado onde passa pouca água acumula depósitos de ferro em sua luz. O baixo volume de água é a estase; o ferro que se deposita no fundo é a hipercoguabilidade. Quanto mais isso dura, mais o cano se oxida e isso é a lesão endotelial. Cascata de Coagulação A hemostasia secundária é quando ocorre a ativação dos fatores. Saber a cascata de coagulação de forma medular parece impossível, mas não é. Dominar esses steps vai facilitar sua compreensão com relação a vários fenômenos e doenças. Vamos começar entendendo o que é cada fator[Pacheco1] : Fonte: O Novo Modelo de Cascata  de Coaagulação baseado nas Superfícies Celulares e suas implicações. Ferreira, C.N; Sousa, M.O., Dusse L. M., Carvalho M.G.- Revista Brasileira de Hematologia, vol32, no 5, São Paulo 2010. O espaço subendotelial é muito trombogênico, porque contém fator tecidual (Fator III importante para a via extrínseca), fator de Von Willebrand (se liga ao fator VIII e ajuda na adesão plaquetária) e Laminina (uma proteína que exerce importante função de adesão celular). Um vaso sanguíneo que sofreu injúria com exposição do espaço endotelial e subendotelial é um potente iniciador da cascata da coagulação. De uma forma muito simples o que acontece em cada etapa é que um fator na sua forma inativa é ativado e convertido numa enzima. A via extrínseca depende de fator tissular (fator III) que é exposto após a lesão endotelial. Ele interage com o fator

Illana Machado Braga

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A transexualidade no contexto da medicina | Colunistas

Este texto é baseado em reflexões oriundas do filme “A Garota Dinamarquesa” (2016) e do webdocumentário “Poptrans” (2017), tendo como ponto de partida indagações sobre a relação entre a medicina e população transsexual, entendendo ainda a importância da arte como disparadora de discussões relevantes e necessárias no meio acadêmico. Por que precisamos discutir sobre a transexualidade no contexto da medicina? Lili Elbe, uma mulher transsexual que nasceu no século XIX, celebrou o reencontro com sua verdadeira identidade de gênero na primeira cirurgia de redesignação de sexo realizada na história da medicina. A história é retratada no filme “A Garota Dinamarquesa” (2016) e mostra Lili rompendo os padrões normativos de comportamento da época, enfrentando uma sociedade e medicina ainda incapazes de compreender sua necessidade de mudança, num contexto em que o próprio sistema de saúde vigente não conseguia oferecer muito (ou quase nada) em termos assistenciais. Quando Lili passa a não suportar mais sua existência em um corpo que não o feminino, a partir de pequenos “encontros” com sua verdadeira identidade, inicia uma busca desenfreada para entender as nuances que a permeava, consultando-se com diversos médicos e recebendo vários diagnósticos. A transexualidade era cruelmente diagnosticada e entendida, tanto nos meios acadêmicos quanto sociais, como “loucura”, “esquizofrenia” ou qualquer outro termo que explique a não identificação com o gênero de nascimento como uma doença a ser tratada. Num Brasil contemporâneoé válido lembrar, no entanto, que pequenas modificações em alguns desses conceitos ainda são bem recentes e muito patologizantes: a 10ª Classificação Internacional de Doenças (CID-10), vigente desde o ano de 1990, abordava a transexualidade como um transtorno mental, enquanto que, mais recentemente, o CID-11 modificou esse conceito, tornando-o uma “condição relacionada à saúde sexual” e classificando-o como uma

Quézia Guimarães

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Técnica de Lichtenstein: um basta nas recidivas das hérnias inguinais | Colunistas

Definição A técnica de Lichtenstein é uma revolucionária abordagem cirúrgica no tratamento das hérnias inguinais que garante um reparo sem tensão e com menor recidiva, considerada o padrão-ouro das técnicas abertas. Como surgiu? A busca pelo tratamento eficaz das hérnias inguinais sempre permeou os interesses dos cirurgiões, já que tal patologia é, na sua maioria, incapacitante para o rendimento físico dos pacientes. A história do surgimento da técnica de Lichtenstein faz parte de um complexo de estudos incessantes da anatomia, fisiologia e, sobretudo, da fisiopatologia das hérnias inguinais que permitiram definir as melhores abordagens cirúrgicas nas herniorrafias e hernioplastias atualmente. Após diversas tentativas, Bassini foi quem propriamente introduziu a primeira técnica de herniorrafia, defendendo o fortalecimento do plano posterior do canal inguinal através da “tripla camada”, que consiste na sutura dos músculos oblíquo interno e transverso e da fáscia transversalis ao ligamento inguinal. Posteriormente, modificando a técnica de Bassini, surgiu a técnica de Mc Vay, que alterou o ponto de fixação dos músculos da parede abdominal anterior, passando a ser no ligamento de Cooper ao invés do ligamento inguinal. Outra técnica de ênfase na literatura é a de Shouldice, que consistia na sutura contínua em dupla camada, sendo a primeira camada formada pela união da sutura da aponeurose do músculo transverso ao trato íliopúbico[Pacheco1] , e a segunda camada originada através da sutura do músculo oblíquo interno ao ligamento inguinal, provocando menor tensão e consequentemente menores recidivas. Porém, em 1958 com a introdução das próteses sintéticas (telas), concretizava-se o que Billroth tanto almejava ao se pronunciar da seguinte forma: “se pudéssemos artificialmente produzir tecidos de densidade e resistência semelhantes às fáscias e tendões, o segredo da cura radical

Brenda Tavares

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O que são primeiros socorros? | Colunistas

Os primeiros socorros são os cuidados imediatos prestados a uma vítima de um acidente em que seu estado atual coloca sua saúde e/ou vida em risco. A fim de manter as funções vitais do acidentado, as técnicas de primeiros socorros objetivam prevenir o agravamento da vítima até que profissionais especializados cheguem ao local. Os acidentes são eventos presentes na rotina de todas as pessoas e em muitos casos, a presença da assistência especializada é crucial para evitar fatalidades, porém acidentes de menores intensidades, podem ser resolvidos rapidamente de maneira correta sem que haja a necessidade do serviço de emergência. Nesse sentindo, a caixa de primeiros socorros é um item necessário que irá auxiliar nos procedimentos de primeiros socorros, para isso é indispensável que a caixa esteja completa, contendo materiais de proteção individual (EPI), material antisséptico como álcool etílico ou água oxigenada, materiais para curativo como bandagens, algodão, gaze e esparadrapo; tesoura, termômetro, dentre outros equipamentos.Quanto mais instrumentos, melhor. Exame primário Ao se deparar com um acidente, a primeira etapa indicada na prestação dos primeiros socorros é garantir a segurança do local para que não haja outro acidente. É importante, também, obter o máximo de informações possíveis para que a aptidão do atendimento seja maior.Caso haja mais pessoas por perto, oriente-as,  seja claro e direto e busque o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e caso a multidão atrapalhe o atendimento, peça-os para se afastarem. Em seguida, para evitar uma possível contaminação, utilize os equipamentos de proteção individual – máscara e luvas – da caixa de primeiros socorros ao entrar em contato físico com o acidentado. Tranquilizar o paciente é fundamental na prestação do socorro, passar confiança através de palavras claras e manter o contato visual é necessário para

Fillipe Leonardo de Souza

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O ciclo sexual da mulher | Colunistas

Hoje vamos discutir sobre a fisiologia reprodutiva da mulher, ou seja, sobre o período, durante a idade fértil da mulher, em que há sequência no desenvolvimento de um folículo ovariano e o útero é preparado para uma possível gestação, além do que ocorre caso não haja fertilização do óvulo pelo espermatozoide. Também será abordado sobre as funções dos hormônios sexuais femininos. Ciclos sexuais Os ciclos sexuais da mulher iniciam na puberdade e perduram pelos anos férteis, durando até a menopausa. Ocorrem principalmente por causa de órgãos como hipotálamo, hipófise-anterior, ovários e útero, mas também envolve outros órgãos sexuais femininos. Os ciclos se caracterizam por variações rítmicas mensais da secreção de hormônios femininos e correspondem a alterações nos ovários e útero. Duram, em média, 28 dias. Podem variar entre 20 a 45 dias, estando mais associados com infertilidade esses ciclos anormais. Os desfechos mais importantes são ovulação e preparação do endométrio para possível gestação. Hormônios envolvidos no ciclo sexual feminino O hipotálamo libera GnRH (hormônio liberador de gonadotropina), que atua nos gonadotropos da hipófise anterior, estimulando liberação de FSH e LH, os quais causam liberação de estrogênio e progesteronapelos ovários. O FSH e LH atuam por mecanismo de proteína G, ou seja, ligam-se em receptor que ativa proteína G, a qual ativa adenilato-ciclase, que converte ATP em AMPc, que ativa proteína kinase A (PkA), que causa fosforilação de enzimas e proteínas, fazendo como resultado final a proliferação e secreção das células-alvo. A quantidade secretada de todos esses hormônios citados varia conforme a fase do ciclo menstrual, exceto a de GnRH, que é secretado em pulsos curtos (uma vez a cada 90 minutos). Vale dizer que [Pacheco1] o ovário apenas produz estrógeno e progesterona com a

Luis Guilherme Andrade

8 minhá 3 dias

COVID e suicídio no Japão | Colunistas

O suicídio matou mais que a COVID no Japão, em 2020. O aumento da taxa de suicídio foi de 14% entre as mulheres. Mais de 300 crianças e jovens perderam a vida por meio do autocídio. Aspectos como desemprego, estresse e os estigmas quanto à saúde mental são apontados por pesquisadores como fatores de risco. Nos tópicos abaixo, você vai entender como o cenário cultural interfere nos índices de suicídio do país asiático. Você saberá também qual o impacto das ondas da pandemia no número de suicídios do país e por que grupos específicos da população são mais afetados pelas circunstâncias da COVID-19. Contextualizado: o suicídio no Japão Há duas décadas o suicídio é uma das 10 principais causas de morte no Japão. Previamente à pandemia, a cada mês, entre um milhão de homens, aproximadamente 18 cometiam suicídio. Porém, até a segunda onda da COVID-19, a taxa de suicídio vinha caindo desde 2009. Na cultura japonesa, manter a ordem e a harmonia social é extremamente importante. Meios primários de assegurar a coesão são a vergonha e o isolamento. Em casos de falta extrema, o suicídio pode ser concebido como um ato racional, autodeterminado e até mesmo virtuoso. É visto, por grande parcela da sociedade, como um autossacrifício de reconciliação social, um meio de se eximir da culpa. Essa idealização do suicídio – apesar de combatida pela medicina contemporânea – tem raízes históricas ainda muito influentes no país. Os samurais, exemplos de alto grau de honra e integridade, são famosos por cometer o autocídio explicado acima: o suicídio de determinação; em japonês kakugo no jisatsu. Outra categoria de suicídio é denominada shinju, o suicídio dos apaixonados. O casal cuja relação não é aceita pela família encontra no

Maria Gabriela Gouvea

6 minhá 4 dias
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