Síndrome do membro fantasma | Colunistas

Grande parte das pessoas que perderam um membro ainda pode senti-lo, não associado a uma memória, mas em detalhes completos de vida. Esses indivíduos podem flexionar as áreas perdidas ou até mesmo sentir a irritação de uma pulseira no braço que perdeu, o que sugere a existência de uma espécie de mapa do organismo bem distribuído em nosso cérebro.  Fonte: https://blog.conforpes.com.br/dr-responde/o-que-e-sindrome-do-membro-fantasma/ A síndrome do membro fantasma possui caráter neurofisiológico, portanto, na qual a parte amputada desmembra-se do corpo, mas não do cérebro, o que provoca os sintomas associados à dor denominada fantasma.  Durante longo tempo sustentava-se a crença de que as sensações provenientes de segmentos ausentes do corpo tinham origem psicológica, o que mudou a partir do século XXI, momento no qual esta crença foi substituída pela “teoria fisiológica”. Essa mudança ocorreu devido a avanços nas pesquisas cientificas que relacionaram a síndrome do membro fantasma às áreas do córtex pós-central, determinando mapas somatossensoriais. Em resumo, a síndrome do membro fantasma é uma consequência de fatores psíquicos e fisiológicos, sendo bem explicada de modo amplo pela “teoria fisiológica”.   Essa síndrome afeta a qualidade de vida pessoal e implica diretamente nas ações e atividades diárias, podendo causar baixa autoestima, alterações funcionais e emocionais. Podem surgir também sentimento de tristeza, luto, culpa e não aceitação, assim como medo de que a imagem corporal seja afetada. Como funciona a dor associada ao membro fantasma?  Para entender melhor os mecanismos da dor fantasma, é necessário considerar todo o caminho dos impulsos nervosos que vão do membro até ao cérebro. Os membros do corpo são repletos de neurônios sensoriais responsáveis por diversas sensações, desde as texturas que sentimos com as pontas dos dedos

Walérya Siqueira

7 min há 3 dias

Será necessário implantar doses extras de vacina? | Colunistas

Sistema imunológico humano O corpo humano é exposto diariamente a ataques de bactérias, vírus e outros microrganismos patogênicos. Por meio do sistema imunológico, no entanto, ficamos livres de diversas doenças, com auxílio de milhões de células de defesa com as mais diversas funções em nosso corpo. Essas células reconhecem estruturas moleculares ou antígenos (organismos patogênicos) e desenvolvem uma resposta para destruir ou inativar o malefício. O sistema é dividido didaticamente em imunidade natural (inata) e imunidade adquirida (adaptativa). A natural é formada de barreiras físicas, químicas e biológicas do corpo de forma não específica, como epitélio ou a fagocitose. Já a adquirida ocorre após a exposição com antígenos imunogênicos, ao longo da vida, com tempo de ativação e especificidade, bem como memória imunológica, tornando o organismo humano cada vez mais capacitado na defesa. É nesse tipo de imunidade que se classifica a vacina, como imunidade adquirida ativa. A exposição ao antígeno, ou parte dele, gera resposta imune e memória de imunidade específica, podendo ser através da doença em si ou através da vacina, contendo mecanismos que utilizam o microrganismo atenuado, morto ou fragmentado. Vacinas contra Covid-19 e a defesa do vírus No caso das 4 principais vacinas utilizadas no Brasil contra o Sars-Cov-2, os mecanismos ou tecnologias usadas são: vírus inativado, na CoronaVac, vetor viral, no caso da AstraZeneca e da Janssen e RNA mensageiro sintético, no caso da Pfizer. Vale lembrar que a diferença de tecnologia usada, em nada diferencia o rigor científico usado, tampouco a segurança e eficácia do uso em humanos em todos os casos. Sendo assim, por que o que mais se discute na atualidade sobre a vacina contra covid-19 é a necessidade de doses extras de aplicação no caso de algumas

Giuliane Alêssa

4 min há 3 dias

Síndrome de wolff-parkinson-white: você sabe o que é? | Colunistas

INTRODUÇÃO A síndrome foi inicialmente descrita no ano de 1930, por Louis Wolff, John Parkinson e Paul Dudley White. Não é uma doença muito abordada nas escolas de medicina, mas queremos abordar aqui os pontos essenciais para descomplicar esse assunto. A síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) acontece quando existem vias acessórias que promovem uma pré-excitação ventricular: fibras anormais conectam o átrio ou a junção atrioventricular ao ventrículo, fora do sistema de fibras habitual, de His-Purkinje causando arritmias que podem ser fatais. ANATOMIA Para compreendermos mais sobre a síndrome, temos de relembrar a anatomia do complexo estimulante do coração. Figura 1. Representação do circuito de estimulação cardíaca.MOORE, 2018 O normal é que as fibras sejam dispostas de maneira que o estímulo venha do nó sinoatrial e se propague pelo nó atrioventricular passando pelas fibras de His-Purkinje que se distribuem pelo septo interventricular e daí para as paredes do coração. CONCEITOS INICIAIS A síndrome consiste em um “bloqueio de ramo funcional e intervalo P-R curto”, com episódios frequentes de taquicardia paroxística. É caracterizada por despolarização ventricular precoce durante condução do estímulo elétrico do átrio para o ventrículo, através de uma ou mais vias acessórias. A etiologia ainda não é muito esclarecida, sendo que suspeitou-se no início de uma herança familiar genética, argumento ainda não comprovado. No entanto, atualmente, sabe-se que mutações do gene PRKAG2 estão associadas à síndrome de Wolff-Parkinson White familiar e o impacto  de  cada  mutação  ainda  não  foi  bem  documentado, tornando os fenótipos dependentes da maneira em que ocorre a formação de vias acessórias. FISIOPATOLOGIA Acredita-se  que  a  mutação  do  gene  PRKAG2  leva  ao desenvolvimento  da  síndrome  de

Adrielly Lohany Barros

5 min há 3 dias

Resumo de anti-hipertensivos: bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) | Colunistas

Definição Bloqueadores dos canais de cálcio ou antagonistas do cálcio são um grupo de fármacos utilizados para o tratamento de alguns tipos de doenças de condição cardiovascular.  Categorias São divididos em duas categorias principais com base em seus efeitos fisiológicos predominantes: as diidropiridinas, que são predominantemente vasodilatadores e geralmente têm efeitos cronotrópicos e inotrópicos limitados, e os não dihidropiridinas, que são vasodilatadores menos potentes e também retardam a contratilidade e a condução cardíaca.[3] DiidropiridinasNão- DiidropiridinasSão vasodilatadores potentes que têm pouco ou nenhum efeito clínico negativo sobre a contratilidade ou condução cardíaca;Normalmente usados ​​para tratar hipertensão ou angina estável crônica;Esses agentes de ação mais longa são geralmente mais seguros e cada vez mais preferidos. Exemplos: nifedipina , isradipina , felodipina , nicardipina , nisoldipina , lacidipina, amlodipina e levamlodipinaSão vasodilatadores menos potentes em comparação com as diidropiridinas, mas têm um maior efeito depressivo na condução e contratilidade cardíaca;Normalmente usados ​​no tratamento da hipertensão, angina estável crônica, arritmias cardíacas ou para redução da proteinúria;Exemplos: verapamil e diltiazem Fisiopatologia A concentração intracelular de cálcio tem um papel importante na manutenção do tônus da musculatura lisa e na contração do miocárdio. O cálcio entra nas células musculares através de canais de cálcio voltagem-sensíveis e isso dispara a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático e da mitocôndria, aumentando adicionalmente o nível de cálcio citosólico. [5,6] Os BCC agem bloqueando a entrada de cálcio por se ligarem aos canais de cálcio do tipo L no coração e nos músculos lisos dos vasos coronarianos e arteriais periféricos. Isso causa o relaxamento do músculo liso vascular, dilatando principalmente as arteríolas. Sendo importante ressaltar que os BCCs não dilatam as veias.[5,6] Figura 1: Principais

Gisele Nizolli

5 min há 3 dias

Resumo sobre a febre e uma visão geral | Colunistas

Introdução Os seres humanos são classificados como homeotérmicos, ou seja, sua temperatura corporal mantém-se constante apesar das variações de temperatura do meio externo. Para isso, o controle da temperatura é estritamente regulado por mecanismos que você verá ao longo deste texto. Não obstante, alterações na temperatura normal podem indicar processos patológicos e necessitam de investigação. Fisiopatologia O hipotálamo é conhecido por ser o centro termorregulador do corpo humano. Ele recebe sinais de receptores periféricos, assim como da temperatura do sangue. É normal que a temperatura corporal varie ao longo do dia, sendo influenciada pelo ciclo circadiano, de modo que no período da manhã, são obtidos os menores valores de temperatura, ao passo que no final da tarde, a mesma atinge seu pico. De modo geral, uma temperatura oral na faixa de 36ºC a 37,7ºC é considerada adequada desde que mantenha variações de até 1ºC ao longo do ritmo circadiano, enquanto valores acima de 38,3ºC já são fortemente indicativos de um estado febril. É sabido que alguns fatores fisiológicos são capazes de alterar a temperatura corporal. A ovulação, por exemplo, promove um aumento de até 0,6ºC na temperatura matinal até que haja a menstruação, quando os valores retornam à faixa anterior. De outro modo, a senilidade resulta em diminuição da aptidão do organismo em desenvolver febre. Além disso, o local de aferição também influencia no valor obtido no termômetro. No que diz respeito à origem da febre, podemos citar algumas causas como microrganismos e toxinas produzidas por eles, doenças reumatológicas, hemorragia do sistema nervoso central e neoplasias. O mecanismo inicial resulta na indução da síntese de citocinas pirogênicas (IL-1, IL-6, fator de necrose tumoral e interferon-γ), as quais, por sua vez, estimulam a produção

André Busato

4 min há 3 dias

Degeneração macular relacionada à idade (DMRI): os fatores mais relevantes | Colunistas

A DMRI é uma doença da mácula com potencial de cegueira que acomete a população na segunda metade da vida. Sua apresentação clínica é de perda da acuidade visual central, podendo ser rápida (forma úmida) ou insidiosa (forma seca). Sua etiologia ainda é desconhecida, a despeito dos fatores de risco que já foram consolidados. Em algumas situações a depender do grau de evolução, a única intervenção possível se dá sobre os fatores de risco a fim de evitar o agravamento da doença. Conhecendo a DMRI A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma doença que acomete o tecido da mácula (região central da retina) que cursa com perda progressiva da visão central (quase) sempre irreversível. A etiologia ainda é desconhecida, apesar disso, acredita-se que a doença decorre de um processo multifatorial envolvendo questões genéticas e ambientais.  A DMRI é a principal causa de cegueira irreversível na população maior de 50 anos nos países desenvolvidos, sua prevalência pode passar de 30% naqueles maiores de 75 anos. No Brasil, acredita-se que a prevalência seja de mais de 10% em pacientes com 80 anos ou mais. A doença apresenta 2 classificações clássicas com evoluções diferentes: seca (90% dos casos, de início insidioso, progressivo e sem tratamento específico) e úmida (apresentação aguda e que pode se resolver quando tratada rapidamente). FIGURA 1. Fatores de risco à DMRI Fatores de risco não-modificáveis A idade avançada é o maior fator de risco da DMRI, de modo que a partir dos 40 anos estes pacientes já apresentam certo grau de risco em desenvolver a doença. Notou-se que a população caucasiana apresenta maiores taxas de prevalência, sendo também considerada de risco.

Víctor Miranda Lucas

4 min há 3 dias
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