Resumo: Paracentese | Ligas

Indicações A paracentese costuma ser indicada para a retirada do líquido da cavidade abdominal. Normalmente, o abdome contém apenas uma pequena quantidade de líquido livre, no entanto, algumas situações podem provocar o aumento anormal desta quantidade, sendo uma situação chamada de ascite ou, popularmente, barriga d’água. Avaliação do líquido ascítico para ajudar a determinar a etiologia, diferenciar transudato de exsudato, detectar a presença de células cancerosas ou considerar outros diagnósticosAvaliação de lesão abdominal fechada ou penetranteAlívio de desconforto respiratório por conta do aumento da pressão intra-abdominalAvaliação de abdome agudoAvaliação de peritonite aguda ou espontâneaAvaliação de pancreatite aguda Envato Elements Contraindicações Abdome agudo que exige cirurgia imediata (contraindicação absoluta)Trombocitopenia grave (contagem de plaquetas < 20 × 103/μL)Coagulopatia (razão normalizada internacional [RNI] >2,0)Em pacientes sem evidência clínica de sangramento ativo, exames laboratoriais de rotina como tempo de protrombina (TP), tempo de tromboplastina parcial ativado (TTPa) e contagens de plaquetas podem não ser necessários antes do procedimentoGrande distensão intestinal (proceder com extrema cautela)Múltiplas operações abdominais préviasGravidez (contraindicação absoluta para o procedimento na linha média)Bexiga distendida que não pode ser esvaziada com cateter de Foley (contraindicação relativa)Infecção evidente no local proposto para punção (contraindicação relativa)Hipoproteinemia grave (contraindicação relativa)Aderências intra-abdominais Materiais Kits descartáveis de paracentese/toracocentese normalmente incluem os seguintes itens: Swabs estéreisCampo fenestradoAmpola com 5 mL de lidocaína a 1%Seringa de 10 mLAgulha de injeção com 5 cm de comprimentoBisturi com lâmina no 11Cateter no 14 com agulha de calibre 17 × 15 cm com torneira de três vias ou válvula unidi- recional, válvula autosselante e uma seringa Luer Lock de 5 mLSeringa de 60 mLEquipo com controle de fluxoFrasco de drenagem ou frasco a vácuoFrascos para amostra ou para coleta

Resumo: Queimaduras | Ligas

As queimaduras são lesões teciduais pelo contato ou exposição a vários agentes ou substâncias em que há polimerização do complexo lipídico proteico (CLP), uma toxina que permite o descontrole do processo inflamatório. De tal modo que provoca a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) e falência imunológica e pode evoluir para Septicemia e  Disfunção de Múltiplos Órgãos e Sistemas (DMOS). Os agentes causadores da queimadura podem ser variados como: chamas, líquidos e superfícies aquecidas, fricção mecânica, produtos químicos, radiação, corrente elétrica. O atendimento inicial ao queimado ideal, ocorre segundo a Proposta do ATLS (Advanced Trauma Life Support) e discutiremos durante o resumo. Causas de Queimaduras As causas das queimaduras podem ser divididas em físicas e químicas. É importante saber a causa da queimadura para a determinação do tratamento inicial. FísicasTérmica:Frio (congelamento)Calor (sólidos, líquidos ou gases aquecidos)RadiantesElétricasQuímicasÁcidosÁlcalisDerivados do petróleo Fisiopatologia das Queimaduras A fisiopatologia das queimaduras pode ser dividida de acordo com o acometimento das alterações, em alterações locais e sistêmicas. Alterações Locais Alterações locais são aquelas restritas ao local de contato do agente causador. A gravidade das alterações locais é diretamente proporcional à intensidade e à duração do calor.O trauma térmico, por exemplo, gera necrose de coagulação em graus variados e inicia uma resposta inflamatória subsequente.As alterações vasculares locais são de grande importância, porque ocorre uma acentuada vasodilatação capilar abaixo da área atingida e aumento da permeabilidade, devido a ação de citocinas, histamina, serotonina, prostaglandinas e óxido nítrico. Acarretando, assim, em intensas modificações nas trocas hidroeletrolíticas entre o plasma e o interstício, gerando um grande transudado de líquido e proteínas, ou seja, formação de um edema.Esse edema é formado mais rapidamente

LICIRG

11 minhá 22 dias

Resumo: Dissecção de Aorta | Ligas

A dissecção da aorta constitui-se como uma ruptura lacerante da túnica íntima, ou dessa em conjunto com a túnica média, que desencadeia uma delaminação dessas camadas formando uma falsa luz. Esse lúmen falso é separado do verdadeiro por um septo e pode causar enfraquecimento da parede arterial e restringir o fluxo sanguíneo. Sua incidência é de 3 a 5 casos a cada 100.000 pessoas por ano, sendo maior em idades superiores a 65 anos e mais comum em homens que em mulheres, com razão de 2:1. Esquema da parede aórtica apresentando (A) ruptura da túnica íntima e formação de falso lúmen e (B) ruptura do vasa vasorum com hemorragia intramural. Adaptada de Nienaber e colegas. Etiologia e Fisiopatologia A aorta é o maior vaso do corpo humano e estende-se desde sua raiz, onde emerge do coração, até o ponto em que se bifurca nas artérias ilíacas comuns direita e esquerda. Ao longo de seu trajeto, lança numerosos ramos para irrigar o corpo e recebe diferentes denominações de acordo com sua posição, sendo dividida em aorta ascendente, arco aórtico, aorta descendente torácica e aorta descendente abdominal. A integridade comprometida da parede aórtica é um componente fundamental da patologia subjacente à dissecção aórtica, seja por instabilidade inerente devida a doenças hereditárias do tecido conjuntivo, seja por condições adquiridas, como a degeneração aterosclerótica associada ao envelhecimento. Vários fatores podem contribuir para o risco aumentado de dissecção da aorta. Idade avançada, dislipidemia e hipertensão arterial podem promover degeneração aterosclerótica da parede aórtica, levando a sua fragilidade. Além disso, a hipertensão aumenta a tensão sobre as paredes arteriais, podendo gerar uma ruptura na túnica íntima, dado que aproximadamente 80% dos pacientes que desenvolvem dissecção aórtica têm hipertensão. Diversos estudos genéticos estabeleceram

LCCV

6 minhá 26 dias

Resumo: Cateterismo vesical de alívio e de demora | Ligas

O cateterismo vesical (cateterismo das vias urinárias) tem como objetivo o esvaziamento direto da bexiga através de um cateter. Pode ser feito o cateterismo de alívio (forma intermitente) ou o cateterismo de demora (de longa permanência). Indicações Cateterismo vesical de alívio ou intermitente: realizado com a sonda uretral (cateter de Nélaton): Alívio para retenção urinária aguda;Determinação do resíduo urinário;Obtenção de uma amostra de urina para exame laboratorial;Instilação intravesical de medicamentos;Exploração da uretra. Cateterismo vesical de demora: realizado com o cateter de Foley (cateter flexível com duplo ou triplo lúmen): Drenagem vesical por obstrução aguda ou crônica;Disfunção vesical (bexiga neurogênica);Irrigação vesical;Drenagem vesical após cirurgias urológicas e pélvicas;Monitoramento do volume urinário em pacientes graves. Incontinência urinária. Assegurar a higiene e a integridade da pele em região perineal. OBS: o procedimento deve ser realizado pelo médico ou enfermeiro, por ser um procedimento invasivo ao paciente – Resolução COFEN n. 450/2013. Contraindicações: O procedimento é contraindicado em casos que o paciente tiver: estonose uretral, ITU em curso, trauma uretral, cirurgia de reconstrução uretral ou cirurgia vesical. Materiais necessários para sondagem vesical de alívio: Material para higiene íntima:  bolas de algodão ou gazes não estéreis;  sabão líquido neutro;  água morna;  luva de procedimento.Cateter uretral de Nélaton, descartável e estéril;Um par de luvas de procedimento;Um par de luvas estéril;Um pacote de gaze;Máscara cirúrgica, óculos e avental de procedimento;Um kit de sondagem vesical: cuba-rim; cúpula; pinça cheron; campo estéril (0,75 m × 0,75 m);Anestésico em gel estéril;Antisséptico aquoso (solução de clorexidina aquosa 0,2%). Materiais necessários para a sondagem vesical de demora: Cateter vesical de Foley estéril, duplo lúmen (12

Resumo sobre atendimento inicial ao politraumatizado | Ligas

Anualmente, 5,8 bilhões de pessoas morrem decorrente de um trauma, mortalidade essa que corresponde a 10% de todas as causas de morte no mundo. Além disso, uma significativa quantidade de pessoas adquire incapacitações permanentes após sofrerem um trauma. Na população brasileira entre 1 a 39 anos de idade, a principal causa de morte é por acidentes e violência, sendo a terceira causa de morte na população de todas as faixas etárias. A respeito do custo financeiro, as lesões por causas externas representam uma significativa quantia, que poderia ser destinada a investimento em outras áreas da saúde. O tratamento do paciente politraumatizado consiste na avaliação rápida das lesões e adoção de medidas terapêuticas de suporte de vida. Esse tratamento inclui: Preparação;Triagem;Avaliação primária (ABCDE) e Reanimação;Medidas auxiliares à avaliação primária e à reanimação;Considerar a necessidade de transferência do Doente;Avaliação secundária (da cabeça aos pés) e História;Medidas auxiliares à avaliação secundária;Reavaliação e monitoração contínuas após a Reanimação;Tratamento definitivo. Tratamento 1. Preparação Fase Pré Hospitalar Envolve o preparo da equipe para transferência do paciente para o hospital mais adequado, o cenário ideal seria a transferência para um centro de trauma credenciado. Nessa etapa é importante a obtenção e documentação de informações necessárias à triagem, como a Hora do trauma, eventos relacionados, mecanismos do trauma e histórico do doente. Além disso, é crucial que o hospital que irá receber a vitima seja comunicado com antecedência e informando o estado geral do paciente, para que haja mobilização da equipe, recursos e materiais necessários para atender o paciente. Fase Hospitalar É de responsabilidade da equipe intra-hospitalar checar a disponibilidade e funcionamento dos

LCT

9 minhá 38 dias

Amputação transtibial | Colunistas

Introdução A amputação tibial é a remoção parcial ou completa dos ossos da tíbia e fíbula da panturrilha. Este tipo de amputação, embora traga doenças físicas e mentais aos pacientes, ainda é considerado um bom nível posicional, principalmente, para reabilitação e indicação de próteses. Esse procedimento, por sua vez, pode ser dado em diferentes subníveis. Caso não seja uma amputação de “tíbia”, mas uma situação em que a perna e todos os elementos anatômicos estruturais estão completamente ausentes, esse nível é chamado de “dissecção do joelho”. Por esse motivo, muitas pessoas costumam se referir à operação como “amputação de perna”. Níveis de amputação transtibial T1 – amputação no terço superior da perna. T1S – amputação na porção superior do terço superior da perna. T1I – amputação na porção inferior do terço superior da perna. T2 – amputação no terço médio da perna. T2S – amputação na porção superior do terço médio da perna. T2I – amputação na porção inferior do terço médio da perna. T3 – amputação no terço inferior da perna. T3S – amputação na porção superior do terço inferior da perna. T3I – amputação na porção inferior do terço inferior da perna. Principais causas de amputação transtibial Por exemplo, em alguns casos, quando um paciente sofre de diabetes ou malformações congênitas, como hematúria sural ou problemas vasculares, a cirurgia é agendada com antecedência e o acompanhamento psicológico é iniciado desde o pré-operatório. Em outras situações, como grave acidente de trânsito ou de trabalho, a pessoa já acorda sem um ou dois membros e precisa se adaptar à nova realidade. Esta é uma das

Gustavo Junho Toledo

3 minhá 43 dias
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Áreas
Ciclos da medicina
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.